Displaying items by tag: Besta que sai do mar

PARTE 7

*** Aplicação Profética ***: Ao longo dos 6 estudos anteriores, vimos em detalhe os versículos da Bíblia sobre o primeiro agente do dragão: a besta que sai do mar. Satanás está focado em vencer a guerra contra Deus. Na verdade, ele vem travando essa guerra desde que estava no céu, quando passou a desejar se tornar como Deus, ascendendo ao trono de Deus para governar o universo (Isaías 14:13-14). As sete cabeças do dragão são repetidas na figura da besta que saiu do mar, destacando sua forte associação e seus objetivos idênticos.


A besta que saiu do mar é o primeiro dos dois poderes que o dragão convocou a fim de ajudá-lo em sua guerra contra o remanescente da mulher fiel (Apocalipse 13:1-2). Nos próximos estudos, vamos falar sobre os versos que explicam o segundo agente. Juntos, o dragão e as duas bestas formam um trio satânico com o objetivo de enganar o mundo inteiro. Eles se posicionam em uma estrutura semelhante à Trindade divina. A falsa trindade trabalha para apresentar uma mensagem competitiva para distrair as pessoas e levá-las para longe da verdade. Satanás, a quem a Bíblia identifica como o dragão e a antiga serpente (Apocalipse 12:9), deseja ocupar a posição do Pai. A besta que saiu do mar foi trazida para a equipe como um Jesus falsificado. Quando comparamos as atividades da besta com os eventos da vida de Jesus, podemos ver como a besta que saiu do mar trabalha para enganar as pessoas. Veja a tabela a seguir.

 

Jesus
Besta que saiu do mar
Saiu da água para começar o Seu ministério (Lucas3:21-23)
Saiu da água para começar o Seu ministério (Apocalipse 13:1)
"Quem me vê a [Jesus] vê o Pai" (João 14:9)
Quem vê a besta que saiu do mar vê o dragão (ambos têm sete cabeças, dez chifres, e várias coroas) (Apocalipse 12:3; Apocalipse 13:1)
Jesus recebeu autoridade do Pai (Apocalipse 2:27)
A besta que saiu do mar recebeu autoridade do dragão (Apocalipse 13:2)
Jesus tem muitos diademas em sua cabeça (Apocalipse 19:12)
A besta que saiu do mar tem 10 diademas na cabeça (Apocalipse 13:1)
Jesus trava guerra contra os ímpios com sua espada (Apocalipse 2:16; Apocalipse 1:16)
A besta que saiu do mar guerreia e mata com uma espada (Apocalipse 13:10)
Jesus tem sete chifres como o Cordeiro que foi morto (Apocalipse 5:6)
A besta que saiu do mar tem dez chifres (Apocalipse 13:1)
O ministério de Jesus durou 3,5 anos
As atividades da besta do mar duraram quarenta e dois meses proféticos (3.5 anos proféticos) (Apocalipse 13:5)
Jesus recebeu uma ferida mortal (Apocalipse 5:6)
A besta do mar recebeu uma ferida mortal (Apocalipse 13:3)
Jesus voltou à vida para receber grande poder e foi recebido com adoração intensa (Apocalipse5:11-14)
A besta que saiu do mar voltou à vida para receber grande poder e foi recebida com adoração intensa (Apocalipse 13:4-5)
Quem é como Deus (Miguel) (Apocalipse 12:7; Isaías 40:25)
Quem é semelhante à besta (Apocalipse 13:7)
O território de Jesus inclui“toda tribo, e língua, e povo, enação” (Apocalipse 5:9; Apocalipse 14:6-7)
O território da besta que saiu do mar inclui “todas as tribos, línguas e nações.” (Apocalipse 13:7)

 

Esta tabela deixa muito claro que a besta que saiu do mar está tentando imitar Jesus. A besta que saiu do mar é um poder que quer se estabelecer no lugar de Jesus. Isso é exatamente o que o termo “anticristo” significa. A palavra “anticristo” vem do grego antichristos. De acordo com a Concordância Strong's, anti significa “aquele que se coloca no lugar de” ou “inimigo” e christos significa “messias”. O poder anticristo é um poder que se coloca no lugar de Cristo. Este é exatamente o comportamento exibido pela besta que saiu do mar. A própria palavra 'anticristo' só é encontrada na Bíblia em 4 versos: 1 João 2:18, 22;  1 João 4:3;  2 João 1:7. Paulo menciona ainda uma outra expressão, o “filho da perdição”, que se diz ser uma figura religiosa que se colocou acima de tudo. Paulo o chamou de um homem sem a lei (anthrōpos tēs anomias), que foi traduzido para o português como o "homem do pecado": “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." (2 Tessalonicenses 2:3-4). A figura do anticristo na igreja já estava no poder na época de João e Paulo. João escreveu: "mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo.” (1 João 4:3). Nós sabemos que este problema começou dentro da Igreja, porque Paulo diz que o filho da perdição viria depois da apostasia de muitos na igreja e que se “[assentaria], como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (2 Tessalonicenses 2:3-4).


Qualquer sistema alegando ter poderes que pertencem apenas a Deus está blasfemando ativamente contra Deus (veja o estudo #90). Lemos em Apocalipse 13:6, que a besta do mar blasfema contra Deus, Seu nome, Seu templo, e Seu povo (veja o estudo #90). Como parte do verdadeira Trindade e como o Cordeiro que foi morto, Jesus tem o poder de perdoar os pecados, de representar o Pai, de ser a ponte (ou mediador) entre o povo e o Pai, e de trazer julgamento sobre o povo. Qualquer entidade religiosa neste planeta alegando ter tais poderes está se comportando como a besta do mar, independentemente do nome dessa entidade. Como pecadores, os seres humanos não têm nenhum direito de julgar ou alterar preceitos que foram estabelecidos por Deus. Não cabe a nós determinar quem vai ou não vai ser salvo. Não cabe a nós colocar preço na salvação ou perdão dos pecados. Jesus morreu por nós para que pudéssemos ter uma conexão direta com o Pai. Ao interferir nesse processo de comunicação, a besta está abertamente negando o sacrifício de Jesus, mesmo embora a teologia da besta esteja sendo apresentada como uma religião cristã ao se sentar no templo de Deus, como diz Paulo. Mais uma vez, vemos aqui quão apropriado é o termo anticristo: no lugar de Cristo.

As atividades da besta espelham a oposição do dragão para com Jesus. Como tal, as cabeças da besta que saem do mar são uma representação das atividades políticas da besta (veja os estudos #86 e #87). Além disso, essas atividades políticas são um reflexo do domínio político exibido pelas próprias cabeças do dragão. Por outro lado, o comportamento da besta, tão semelhante ao de Cristo, sugere que esse poder também exerce poderes religiosos. Agora podemos ver a natureza dupla da besta que saiu do mar: uma entidade política e religiosa que possui um alcance mundial.

O povo de Deus sempre enfrentou a oposição de um poder político mundial dominante que enfatiza um sistema religioso muito diferente daquele estabelecido pelo Deus Triuno. Um Deus em três pessoas, como a Bíblia descreve a Trindade (Mateus 28:19; Mateus 3:16:17; Lucas 3:21-22; João 14:16-17;  1 Pedro 1:1-2;  2 Coríntios 1:21-22;  1 Coríntios 12:4-6; Efésios 4:4-6). A Bíblia também descreve sete potências mundiais dominantes que se opuseram ou que iriam se opor ao povo de Deus no futuro, governando tanto na esfera política quanto na religiosa. Veja na tabela a seguir quais foram elas:

 

Poderes mundiais político-religiosos que oprimiram o povo de Deus
As sete cabeças em Apocalipse
1 - Egito (Êxodo )
Cinco já caíram
2 - Assíria (2 Reis 17: 5-23)
3 - Babilônia ( 2 Reis 24: 7-16)
4 - Medo-Persas (Daniel 5:30-31; Daniel 6:6-9; Daniel 8:20; Daniel 10:1)
5- Grécia (Daniel 8:21 ; Daniel 10:20)
6 - Roma (Lucas 2:1-7)
Um existe
7 - Besta que saiu do mar
  • fase pré-ferida-mortal (Apocalipse 13:3 primeira parte) e
    • ferida mortal sarando
  • fase pós-ferida-mortal (Apocalipse 13:3 última parte)
 
  • um que “ainda não é vindo
    • já não é
  • a oitava cabeça que é uma das sete

Os poderes pré e pós-ferida-mortal da besta que saiu do mar são a mesma potência, mas representada em momentos diferentes no tempo. Apocalipse 17:7-13 fala sobre as sete cabeças da besta. O texto nos diz que a sétima cabeça iria passar por uma fase que o anjo chamou “já não é” (Apocalipse 17:10-11). Esta fase corresponde ao período da ferida mortal mencionada em Apocalipse 13:3. A fase “já não é” ocorre entre a sétima e oitava cabeças. Em seguida, o anjo explica que a oitava cabeça é, na verdade, uma das sete, e não uma cabeça nova. Isto significa que existem realmente apenas sete cabeças no total e que uma delas reaparece. De acordo com Apocalipse 17:10, João estava vivo no tempo da cabeça a qual o anjo chamou de “um existe”. A história nos diz que João viveu durante o Império Romano, o que o coloca no período da sexta cabeça. Apocalipse 17:10 chamou a sétima cabeça de poder que “ainda não é vindo”. O anjo falou sobre um poder futuro que viria logo em seguida, mas que ele iria passar por um período de ausência e, em então, iria retomar novamente suas atividades mais tarde, após a fase “já não é”. Os eventos relacionados com a besta que saiu do mar em Apocalipse 13 e em Apocalipse 17 são muito semelhantes e mostram claramente que o poder da besta que saiu do mar é a força político-religiosa influenciando as pessoas da terra durante os eventos finais deste mundo.

Mesmo vendo a besta que saiu do mar apenas iniciar o seu trabalho depois de Satanás ter sido expulso do Céu após a ascensão de Cristo ao trono do Pai (Apocalipse 5, Apocalipse 12, Apocalipse 13), as atividades do dragão que a besta defende já estavam em vigor ao longo da história. O fato de a besta que saiu mar ter sido descrita como um compósito dos animais mencionados em Daniel 7 reforça esse conceito e a sua aliança com o dragão. Isso nos leva a crer que alguns dos pontos de vista políticos e crenças religiosas que estavam presentes nesses sistemas que haviam caído, continuam a existir na mensagem que a besta continua pregando ao mundo. O dragão vem elaborando sua falsa doutrina por um longo tempo e, certamente, mantém os ensinamentos que com sucesso enganam as pessoas e as mantém longe da busca da Verdade.

Nós estudamos que a fase pré-ferida-mortal da besta que saiu do mar, durou 1.260 anos literais (42 meses proféticos - Apocalipse 13:5), durante a Idade Média. Estamos, evidentemente agora, vivendo na fase do “já não é”, que é o tempo antes da cura completa da ferida mortal. Sabemos que o ferimento mortal ainda não sarou completamente porque nenhum poder religioso que possui influência política está se opondo a cristãos, no mesmo nível e escala vistos durante a Idade Média. Isso não significa que não exista nenhuma oposição ou perseguição. A ferida está em processo de cura, de modo que ao ir sarando, o retorno gradual dos poderes políticos da besta que saiu do mar se tornarão também mais evidentes.

Como Stefanovic ressalta em seu comentário, o mundo viu dois poderes religiosos opressores que poderiam se encaixar nessa descrição da fase pré-ferida-mortal da besta que saiu do mar: o regime eclesiástico medieval e pós-medieval que se levantou do Império Romano e dominou o mundo ocidental por mais de 12 séculos, e a ortodoxia protestante dos séculos XVII e XVIII. Ambos os poderes exerceram opressão e intolerância político-religiosa. No entanto, devemos salientar que foi o regime eclesiástico medieval e pós-medieval que assumiu ter mudado o quarto mandamento da Lei de Deus, durante o Concílio de Laodicéia, como se lê no cânon 29 - o que o tornou mais compatível com as atividades do poder do chifre pequeno descrito em Daniel 7:8,24-25. O regime eclesiástico medieval sempre apresentou a sua mensagem como sendo cristã. Mas, curiosamente, com a Revolução Francesa, vimos o surgimento de uma cultura mundial diferente. A cultura de que a religião deve estar separada da vida política. Segundo a história, Napoleão causou a queda da força política da igreja. Esses eventos parecem se encaixar bem com a descrição do ferimento mortal descrito em Apocalipse 13:3 e fase “não é”, mencionada em Apocalipse 17:10-11. Após a Revolução Francesa, a igreja perdeu sua força política, mas manteve a sua capacidade de continuar na área religiosa.

A fase “já não é”, ou o tempo em que a ferida mortal está sarando, não deve ser confundida com a falta de atividade satânica por parte do dragão ou a besta que saiu do mar. Lembre-se que a besta recebeu poder para enganar todas as nações da terra. Isso significa que a besta e o dragão podem estar por trás de ambos os lados de uma guerra. Mencionamos anteriormente como o ataque de Napoleão contra a igreja pode ser visto como o ataque causador da ferida mortal. Com a Revolução Francesa, o mundo ocidental experimentou uma mudança muito dramática. A mudança não foi vista apenas na separação entre a igreja e estado, mas também na elevação do Próprio Eu e das filosofias que negam completamente a existência de Deus. O abandonar a Deus desta maneira também não reflete o que Deus deseja para a Sua criação. Tais filosofias também funcionam como o anticristo: alterando a conexão que Deus estabeleceu com o Seu povo através da Sua lei, Seu perdão, Jesus, e o sacrifício de Jesus. O comportamento do anticristo nunca cessou. Ele tomou uma forma diferente e se manifestou como a elevação do Próprio Eu e da razão humana acima dos outros e acima de Deus.

*** Visão Geral ***: A guerra que o dragão está travando contra o povo de Deus não cessou com a ferida mortal. A ferida mortal pôs um fim no nível de poder político que o sistema religioso dominante da época possuía. O sistema religioso em si permaneceu. Devemos enfatizar a palavra 'sistema'. A besta não é um símbolo para apenas uma pessoa. Como diz a Bíblia, a besta já existia no tempo de João, durante o poder da sexta cabeça (Apocalipse 17:10,  2 Tessalonicenses 2:3-4;  1 João 4:3). Algumas das cabeças já tinham caído. Duas delas antecederam Babilônia. A presença da besta em eventos futuros, como vistos de nossa própria perspectiva, deixa claro que nenhum ser humano poderia ser a besta. Como tal, temos que ter cuidado para não acusar os líderes religiosos de serem a besta. Cada pessoa neste planeta será confrontada com a escolha de seguir, ou não, a Deus, inclusive aquelas pessoas que atualmente ainda estão sob o domínio da besta. Podemos estar certos disso, porque a Bíblia nos diz que Deus vai chamar essas pessoas para fora da armadilha, para se juntarem ao Seu grupo divino: “[...] Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” (Apocalipse18:4). Temos que aprender a fazer distinção entre o sistema religioso e as pessoas na religião. Somos todos pecadores que podem escolher ser cobertos pela graça de Jesus. Nós não somos melhores do que nenhuma outra pessoa, porque não existe graduação do pecado identificada pela lei. Pecado é pecado. Cada um de nós pode ter pecados diferentes. Ninguém pode ser considerado melhor ou pior, com base no maior ou menor grau de pecado. Por outro lado, ninguém também pode ser considerado melhor ou pior com base em suas boas ações! Nós somos apenas feitos melhores por causa do caráter de Jesus, o qual Ele transfere para o nosso registro. Isso é o que nos torna melhores. É verdade que, historicamente, a sétima cabeça da besta que saiu do mar se encaixa no sistema político-religioso da Idade Média em mais detalhes do que o que estamos estudando hoje. Profeticamente, a besta que saiu do mar se encaixa também no sistema religioso do fim dos tempos, assim, que a Bíblia os identifica como sendo o mesmo poder da sétima cabeça. Existem mais nuances sobre a besta do que a cabeça que recebeu a ferida mortal. A quem estamos permitindo a tomar o lugar de cabeça da Igreja? Jesus ou a besta? A Bíblia diz: “E [Jesus] é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” (Colossenses 1:18). Se Jesus é o cabeça de Sua igreja, então qualquer poder reivindicando ocupar essa posição está agindo em blasfêmia, como a besta que saiu do mar. A verdadeira pergunta que devemos nos fazer não é quem é a besta, ou seja, quem está se conduzindo e se comportando como a besta. Isso porque a sua influência religiosa é global e pode se manifestar de muitas maneiras diferentes. A besta do mar não perdeu completamente a sua influência religiosa. O que deveríamos estar nos perguntando é: será que eu estou seguindo uma mensagem semelhante àquela que a besta que saiu do mar está pregando? Será que estou seguindo doutrinas que, na verdade, não estão na Bíblia e, portanto, são contrárias aos ensinamentos de Jesus? E a pergunta mais importante que deveria ser feita, caso você esteja seguindo tais ensinamentos é: será que estou disposto a romper com a tradição e começar então a seguir os ensinamentos bíblicos? Será que estou disposto a estudar os ensinamentos bíblicos por mim mesmo, para que eu não seja encontrado entre aqueles que são enganados pela influência religiosa da besta que sai do mar? Se você está disposto a dizer não aos ensinamentos da besta, então você pode reivindicar a promessa de Jesus, de que o Espírito Santo virá lhe ensinar a verdade (João 14:26). Abra seu coração para Jesus e deixe-O entrar. Deixe de lado as tradições sobre fé criadas pelos homens e aceite os preceitos estabelecidos por Deus. É assim que podemos superar a influência da besta, e não deixar que ela nos vença - é somente através do poder do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo que podemos ser encontrados em Seu livro da vida.

 
 
 

7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

8 E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

9 Se alguém tem ouvidos, ouça.

10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos.

 

PARTE 6

 

*** Guerra contra os santos ***: No estudo anterior, aprendemos que as atividades blasfemas da besta são extensas. A besta que saiu do mar deseja ter na terra, autoridade semelhante a de Deus. Ela afirma ter o poder de mudar a lei de Deus, de mudar a forma como as pessoas compreendem quem Deus é, de impedir que as pessoas se conectem diretamente a Deus, e de decidir o destino das pessoas. Esse poder sobre os santos é destacado em Apocalipse 13:6 como blasfêmias da besta contra o povo de Deus, “os que habitam no céu”. Essa frase é uma boa ponte para versículo 7. O próprio dragão estava se preparando para guerrear contra o restante do povo fiel (Apocalipse 12:17), e agora a besta do mar se juntou ao dragão neste esforço, demonstrando ainda mais a sua aliança. Seu objetivo: derrotar as pessoas (Apocalipse 13:7). E assim, durante os quarenta e dois meses proféticos (1.260 anos literais durante a Idade Média), o povo de Deus foi oprimido e sofreu tremendamente nas mãos dos poderes político-religiosos da época (veja os estudos #16#20#68#71#72#80 e #85).

*** Poder sobre todas as tribos, línguas e nações ***: Sabemos que o dragão tinha dado poder à besta que saiu do mar (Apocalipse 13:2), mas no verso 7 lemos a respeito de quão longe esse poder se estende. A besta que saiu do mar recebeu poder “sobre todas as tribos, línguas e nações.” (Apocalipse 13:7). O dragão quer que a besta do mar passe a competir pelo mesmo território reivindicado por Cristo. Quando estudamos a entronização de Cristo, em Apocalipse 5, vimos como os seres celestiais estavam louvando a Jesus porque Ele havia redimido os seres humanos através da Sua morte na cruz e tornado a salvação disponível para “toda tribo, e língua, e povo e nação” (Apocalipse 5:9). Essa mensagem de salvação deve ser pregada “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6). Quando vemos essa comparação, podemos compreender a verdadeira natureza da missão da besta que saiu do mar: conquistar o território de Jesus com uma mensagem diferente - uma mensagem concorrente. Devemos ter em mente, em vista dessa grande área de atuação, que a besta pode usar diferentes meios para influenciar as pessoas a afastá-las da verdade. Muito do que é dito a respeito do trabalho da besta envolve aqueles que professam ser cristãos, mas a besta também recebeu domínio sobre aqueles que não pertencem à fé cristã. Nem todas as nações do mundo são cristãs, e o verso diz que a besta recebeu poder sobre todas as nações. Existem muitas maneiras de enganar as pessoas. E a besta, juntamente com o dragão estão trabalhando para manter tantas pessoas quanto possível, longe da verdade a respeito de Deus.

*** E todos os que habitam sobre a terra adoraram a besta ***: Apocalipse 13:3-4 nos diz que quando o ferimento mortal sarar completamente, o povo da terra adorará a besta que saiu do mar e ao dragão. Em Apocalipse 13:8, no entanto, vemos a esperança que neutraliza o tamanho assustador do campo de operação da besta. Mesmo que a besta esteja trabalhando para enganar a todos no planeta, apenas aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida de Jesus irão cair nos truques da besta e adorar a besta e o dragão. Aqueles que acreditam em Jesus e aceitam a verdade inalterada de Deus serão incluídos no livro da vida de Jesus. De acordo com o Salmo 69:28, esse livro é onde os nomes das pessoas justas são escritos. Cabe a cada um de nós escolher se queremos ou não, ter o nome removidos desse livro. A Bíblia diz que “E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Apocalipse 22:19). Em outras palavras, se alguém pregar uma mensagem que é contrária ao que está contido na Bíblia, Deus irá remover seu nome do livro da vida. É dessa forma, com muita seriedade, que Deus leva em consideração o nosso livre arbítrio. Somos livres para escolher se queremos ou não ser incluídos no livro de Deus. Ao escolhermos adorar a Deus e amá-Lo de verdade, então, estamos assim escolhendo fazer parte do Seu livro. Se, porém, optarmos por adorar e seguir a besta, então, estaremos com isso, solicitando que nossos nomes sejam removidos do livro da Vida.

Note que há algo especial a respeito do livro da vida. Ele pertence ao “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Apocalipse 13:8). Isto é importante porque torna claro que nós dependemos de Jesus a fim de sermos salvos. Ninguém mais tem o poder de conceder salvação às pessoas. Somente o sacrifício de Jesus tem poder para nos salvar, e Ele deu a Sua vida sem nenhum custo para nós. Não há nada que possamos fazer ou adicionar ao sacrifício de Jesus que poderia aumentar nossas chances de salvação. Tudo o que tinha que ser feito já foi feito. Ele está oferecendo seu trabalho, sua vida, sua morte e sua ressurreição em troca da nossa aceitação do Seu sacrifício. Não existem trabalhos extras que poderíamos fazer que ajudariam a completar Sua graça salvadora. Sua graça já é perfeita e completa. Tudo o que temos a fazer é dizer sim e segui-Lo. Quaisquer boas obras que fizermos depois do nosso encontro com Cristo serão uma consequência dos Seus poderes de transformação em nossas vidas. Não há necessidade de oferecermos a Ele nossas penitências em troca de perdão ou salvação. A Bíblia diz: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Deus já tinha um plano de salvação estabelecido desde a fundação da terra. Os seres humanos nem haviam ainda feito nenhum trabalho, bom ou mau, quando Jesus decidiu que iria oferecer Sua própria vida por nós. Isso nos mostra quão profundo é o Seu amor.

*** Você está prestando atenção? ***: Aqui está um chamado muito semelhante ao que vimos nas sete cartas às sete igrejas em Apocalipse 2-3: “Se alguém tem ouvidos, ouça” (Apocalipse 13:9). Jesus está nos chamando para prestar muita atenção na mensagem que Ele está enviando ao seu povo. A mensagem não é sobre como devemos ter medo da besta, do dragão, ou do seu poder. O ponto principal não é o que a besta pode fazer contra nós, mas o que Deus vai fazer com a besta e o dragão no final. A opressão e perseguição contra o povo fiel de Deus são temporárias, mas a destruição de Satanás e de seus aliados é certa e permanente. Apocalipse 13:9 é um chamado para prestar atenção na mensagem no verso 10, que se refere ao sofrimento mencionado nos versículos anteriores: “Se alguém é para o cativeiro, para o cativeiro vai: se alguém matar à espada, é necessário que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.” (Apocalipse 13:10, Sociedade Bíblica Britânica)

- "Se alguém é para o cativeiro, para o cativeiro vai": Esta declaração é direcionada aos fiéis de Deus. O verso nos lembra do que Jesus disse: “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.“ (Marcos 13:10-13). Também somos lembrados de Apocalipse 12:11: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.” Nós não devemos nos surpreender se formos confrontados com sofrimento, perseguição, ou até mesmo morte por causa da nossa decisão de ir contra qualquer coisa diferente do que Deus nos ordenou na Bíblia. Se, a fim de permanecermos fiéis tivermos que enfrentar o cativeiro, então será preferível enfrentar a prisão do que abandonar os princípios de Deus.

- “Se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto": Esta declaração é direcionada aos perseguidores e destaca como será o seu fim: a morte. Esta tradução é encontrada nas versões da Bíblia como King James, Almeida Corrigida e Revisada Fiel, com base no Códice Sinaiticus do 4º século. Algumas outras traduções da Bíblia incluem a segunda declaração no mesmo formato da primeira, como se fosse dirigida ao povo de Deus: “Se alguém há de ser morto à espada, à espada haverá de ser morto” (NVI). Essas traduções são baseadas em outros manuscritos como o Códice Alexandrino do século 5, e estão incluídos em versões como a Nova Versão Internacional, entre outras. A tradução baseada no Códice Sinaiticus parece corresponder mais de perto às palavras de Jesus em Mateus 26:52: “Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.” Jeremias 15:1-2 e Jeremias 43:11 trazem um aviso semelhante ao povo apóstata e aos opressores do povo de Deus. Com base nesses outros versículos da Bíblia, podemos entender que, mais provavelmente, a segunda declaração em Apocalipse 13:10 é dirigida àqueles que estão perseguindo povo fiel de Deus; àqueles que trazem o cativeiro e a morte. Seu fim é certo, e foi determinado por Deus. Deus trará um fim à injustiça e ao mal.

- “Aqui está a paciência e a fé dos santos”: O povo de Deus não é chamado para pegar a espada e revidar com luta. Os fiéis são chamados a suportar as provações e perseguições. Eles estão sendo chamados a ter fé e a confiar que Deus está no controle. Mesmo que se encontrem do outro lado da espada da besta, os filhos de Deus são chamados a confiar na espada de Deus, a espada que sai da boca de Jesus (Apocalipse 1:16). Sua espada é a Sua verdade, contida na Bíblia. A verdade sai da Sua boca, não sai da boca de homens que procuram mudar a mensagem, a fim de adequá-la a seus próprios propósitos. Cristo nos chama a perseverar até o fim: “mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Marcos 13:13). Somos capazes de suportar não porque haja qualquer força em nós mesmos, mas porque há força na Palavra de Deus, e porque aqueles que suportam têm fé: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12).

*** Quebrando a Lei de Deus ***: A besta que saiu do mar recebeu um poder muito vasto. Poder para enganar o mundo inteiro. Não apenas aqueles que professam ser cristãos e podem ser contaminados por mensagens alteradas. A besta tem o objetivo de enganar o mundo inteiro, dentro e fora da igreja, através de qualquer meio necessário. A besta que saiu do mar está buscando culto e uma posição equivalente à Deus. Este comportamento vai diretamente contra o 1º e 2º mandamentos de Deus (Êxodo 20:1-6), que dizem que não devemos ter outros deuses além do Deus no céu, e que não devemos criar ou servir a outros deuses. Como a besta prega doutrinas falsas para o mundo, deturpando o caráter de Deus, a besta também está quebrando o 3º mandamento (Êxodo 20:7), que diz que não devemos tomar o nome de Deus em vão. A Bíblia diz que o poder político-religioso do tempo do fim iria procurar “mudar os tempos e a lei” (Daniel 7:25), e o quarto mandamento (Êxodo 20:8-11) é o único dos dez que tem a ver com tempo. O verso fala sobre o momento especial que o próprio Deus escolheu como Seu santo dia e como um memorial para a conexão que Ele estabeleceu com Seu povo. O quarto mandamento começa dizendo “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus [...]” (Êxodo 20:8-10). A Bíblia nos ensina a guardar o sétimo dia. O próprio Jesus guardou o sétimo dia (Lucas 4:16; Mateus 12: 8). Como seguidores de Cristo, não deveríamos também fazer o mesmo? Os cristãos do primeiro século guardavam o sábado (Lucas 23:52-56; Atos 13:42,44; Atos 15:21; Atos 16:13; Atos 17:2-3; Atos 18:4). Paulo nos adverte contra a desobediência ao quarto mandamento e nos convida para entrar no descanso de Deus: “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência.” (Hebreus 4:9-11, NVI).

Ao escolherem ir diretamente contra as instruções do Pai Celeste, Satanás e seus agentes estão quebrando o 5º mandamento (Êxodo 20:12), que requer obediência aos pais. Apocalipse 13:7 nos diz que a besta e o dragão estão travando uma guerra contra o povo de Deus. Eles querem evitar que as pessoas recebam a vida eterna. Através de perseguição, prisão e até mesmo morte, o dragão e a besta fazem tudo o que podem para manter as pessoas afastadas do Doador da Vida. Ao fazerem isso, eles quebram o 6º mandamento (Êxodo 20:13), que diz: “Não matarás”. Jesus disse que Satanás foi um “homicida desde o princípio” (João 8:44). Satanás quer fazer a Igreja se afastar de seu Noivo, Jesus Cristo, e quer fazer com que ela escolha traí-Lo ao acreditar nos falsos ensinamentos do dragão. Essa associação entre Satanás e a Igreja tem a intenção de quebrar o 7º mandamento (Êxodo 20:14), que adverte contra o adultério. O dragão pretende roubar a noiva de Deus e mantê-la para si mesmo. Não porque ele ama a noiva, mas porque ele odeia a Deus. Satanás está em busca de vingança contra Deus ao tentar tirar a Igreja das mãos de Deus. Nesse processo, ele quebra o 8º mandamento (Êxodo 20:15), que diz “Não furtarás”.

Além disso, o dragão, e agora também a besta, vêm espalhando mentiras sobre o caráter de Deus desde o princípio! Jesus chamou Satanás de o pai da mentira (João 8:44). Os falsos ensinos que saem da sua boca são a sua arma mais forte nesta guerra espiritual. O 9º mandamento (Êxodo 20:16) nos adverte contra esse comportamento. Devemos procurar ser como o Pai Celestial e não como o pai da mentira. Toda essa rebelião contra Deus começou porque Satanás desejou ascender acima das estrelas de Deus e ser semelhante ao Altíssimo (Isaías 14:13-14). Satanás cobiçou a casa de Deus, Sua noiva, Seus servos e Seus pertences. Satanás colocou a si próprio no centro de sua vida e acabou esquecendo seu propósito como anjo e ser criado. Ao fazer isso, ele acabou quebrando o 10º mandamento (Êxodo 20:17), que nos adverte contra a cobiça daquilo que não nos pertence. Ao dragão e seus agentes seguirem quebrando cada um dos mandamentos de Deus, eles trabalham para induzir as pessoas a imitarem seu exemplo. Isso acontece porque o quebrar da Lei envia uma mensagem clara. Uma mensagem sobre a falta de amor a Deus. Lembre-se do que Jesus disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” (João 14:15).

*** Visão Geral ***: O poder da besta que saiu do mar está nos chamando para não guardarmos os mandamentos de Deus, mas Jesus está nos chamando para seguirmos a Deus. Jesus nos advertiu: quem escolher seguir a Cristo seria odiado, rejeitado e perseguido, assim como Ele foi. As pessoas vão nos odiar e nos rejeitar quando pregarmos a mensagem inalterada da Bíblia. A besta que saiu do mar é quem está enganando as pessoas, fazendo com que pensem que os mandamentos de Deus são uma coisa do passado ou que acreditem que eles foram alterados. É verdade, nós não somos salvos pela lei, somos salvos pela graça através da fé (Efésios 2:8). Mas os mandamentos são importantes porque eles são como a luz do motor no painel de um carro, que acende quando há um problema e informa o motorista que ele precisa levar o carro ao mecânico. A luz de nosso motor espiritual nos diz que temos que buscar o único que pode nos consertar, que pode nos perdoar. Você consideraria reparar seu problema do motor removendo a luz do painel do carro? Não, nunca. Se optarmos por ignorar a nossa luz do motor, então não teremos como saber que precisamos do nosso Salvador Jesus Cristo. Assim como a luz no painel não pode corrigir o problema no carro ou evitar que o motor se quebre, os Dez Mandamentos não têm poder para livrar o pecador do pecado. Só Jesus pode fazer isso. O que a besta e o dragão mais gostariam é que todas as pessoas rejeitassem e ignorassem a luz que Deus deu aos Seus filhos. O objetivo do dragão é evitar que o mundo inteiro busque o perdão de Deus por seus pecados. E essa é a guerra que a besta que saiu do mar e o dragão estão travando contra todas as nações. Ao quebrarem os mandamentos de Deus, eles enganam as pessoas para que passem a quebrá-los também. Não podemos esquecer como a Bíblia descreve os fiéis do tempo do fim: eles são “os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 12:17). No Novo Testamento, Paulo descreveu a lei de Deus como santa, justa e boa (Romanos 7:12). Aqui está o que Jesus disse sobre a lei de Deus: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.” (Mateus 5:17). “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” (João 14:15). “do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” (João 15:10). “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mateus 5:18).

Tagged under

3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,

4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?

5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.

6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.
(versão: Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

 

PARTE 5


*** Contexto Geral ***: Até agora, vimos que João descreveu a besta que sai do mar em muitos detalhes. Ele descreveu suas origens, seus poderes e suas atividades. Vimos como a descrição dessa besta em Apocalipse 13:1-2 está intimamente relacionada com a descrição dos poderes político-religiosos descritos em Daniel 7 e Daniel 8 (veja os estudos #86, #87 e #88 ). Antes de prosseguirmos para Apocalipse 12:3, precisamos ter uma compreensão muito clara dos componentes que formam a besta que sai do mar e como tudo isso está relacionado com as visões de Daniel.

Na visão de Daniel descrita em Daniel 7, ele viu 4 animais. Juntos, os quatro animais tinham um total de sete cabeças (Daniel 7:4-7): 1 cabeça de leão, 1 cabeça de urso, 4 cabeças de leopardo e 1 cabeça da quarta besta (assumimos uma cabeça porque o verso menciona que a besta tinha dentes). O animal de Apocalipse 13:1 também tem 7 cabeças, assim como o dragão vermelho (Apocalipse 12:3). Em Daniel 7, as cabeças representam reinos (Daniel 7:17,23). Em Apocalipse 13, aprendemos um significado ainda mais profundo para essas sete cabeças-reinos: elas representam as atividades satânicas ao longo da história (veja o estudo #86). A Bíblia nos diz que o primeiro animal de Daniel 7 é Babilônia, o segundo é a Medo-Pérsia, o terceiro é a Grécia e o quarto reino é Roma.

O quarto animal em Daniel 7 tem dez chifres, assim como o dragão e a besta que sai do mar. Os chifres são dez reis que surgiriam da quarta besta. Em outras palavras, dez nações divididas surgiriam logo após a queda do Império Romano. Daniel 7:8 nos diz que um poder diferente emergiria do Império Romano (que é o quarto animal). Esse poder estava representado por um pequeno chifre. Este pequeno chifre é novamente mencionado em Daniel 8:9-12. No estudo #86, incluímos uma tabela comparando as bestas descritas em Daniel e Apocalipse. Nós vimos como a besta que sai do mar em Apocalipse 13 alinha perfeitamente com o poder do pequeno chifre em Daniel 8:9-12. Com isso em mente, devemos separar os dois poderes apresentados em Daniel 7:7-8. O quarto animal é um poder e o pequeno chifre é outro poder. O pequeno chifre saiu da quarta besta. Em outras palavras, o Império Romano é o quarto animal de Daniel 7 e, do Império Romano, saiu esse outro poder, mencionado como o pequeno chifre. Quando este outro poder se levantou, ele destruiu três reinos existentes (que faziam parte das dez nações que surgiram após a queda de Roma). O pequeno chifre tem olhos como um homem e uma boca que fala com arrogância (Daniel 7:8). A besta do mar também tem uma boca. Sua boca se parece com uma boca de leão, e como vimos no estudo #89, a boca do leão é uma boca orgulhosa que não rende glória a Deus. A besta que sai do mar aparenta ser o pequeno chifre em Daniel 7:8, mas descrita em mais detalhes.

*** Cabeça ferida ***: Devemos ter cuidado para não misturarmos as sete cabeças e os dez chifres. Eles representam diferentes aspectos dos poderes da besta. As cabeças são as atividades satânicas executadas pelos chifres (veja o estudo #86). Apocalipse 13:3 começa descrevendo que João viu uma das cabeças sendo mortalmente ferida. Foi ferida por uma espada (Apocalipse 13:14). Note que uma das cabeças da besta que saiu do mar morreu. Ela recebeu uma ferida mortal (Apocalipse 13:3). A morte desta cabeça indica que a besta, a partir daquele ponto, já não estava mais executando suas atividades da mesma forma que antes. Mas a ferida começou a sarar. A Bíblia nos diz que um dia essa ferida será completamente curada (Apocalipse 13:3, 12, 14). Quando isso acontecer, o mundo irá testemunhar as atividades da besta ganharem vida, e voltarem a ser tão fortes e ativas quanto eram antes da ferida mortal. Esta cena é a tentativa de Satanás de imitar o que aconteceu com Jesus, que morreu e ressuscitou. Quando Jesus ressuscitou, Ele ascendeu ao céu, onde os seres celestiais estavam ao redor do trono adorando o Pai. Uma vez que Jesus se assentou no trono com o Pai, ele continuou a exercer Sua plena autoridade no Céu e seu poder sobre a Terra. O Universo se maravilhou diante do Cordeiro que foi morto e O adorou (Apocalipse 5). Preste atenção na ordem em que os eventos acontecem. A mesma ordem é descrita em Apocalipse 13. Uma vez que a ferida sarou, "toda a terra se maravilhou, seguindo a besta" (Apocalipse 13:3), e adoraram o dragão, e então adoraram a besta. Quando estudarmos Apocalipse 17, veremos qual das sete cabeças foi mortalmente ferida.

*** Adorando o dragão e o animal ***: As pessoas que se maravilharam com a cura da ferida mortal da besta, se sentiram compelidas a adorar o dragão e a besta. Eles adoraram a besta que saiu do mar dizendo: “Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?” (Apocalipse 13:4). Aqui temos duas perguntas. A primeira pergunta, “quem é como a besta”, nos faz pensar que queriam dizer que ninguém mais, além do próprio dragão, é como a besta. A pergunta “Quem é como a besta” é também um contraponto ao título de Jesus quando Ele lutou contra o dragão durante a guerra no céu. A Bíblia nos diz que Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão e seus anjos (Apocalipse 12:7). O nome Miguel significa “Quem é como Deus”. Nós também vemos a pergunta “quem é como Deus” no Antigo Testamento (Êxodo 15:11; Salmo 35:10; Miquéias 7:18). Satanás está tentando imitar todos os aspectos da Trindade. A segunda pergunta é “quem poderá batalhar contra ela”. Mais uma vez, a resposta implícita a esta pergunta é ‘ninguém’. A cena da guerra no céu vem facilmente à mente. Satanás é aquele que se rebelou contra Deus. Como vimos antes, Apocalipse 12:7 diz que o único que é como Deus lutou contra o dragão. Então, os verdadeiros seguidores de Deus sabem que Jesus é quem defende o Seu povo, mas os povos da terra foram enganados e levados a pensar que ninguém pode ir contra a besta que sai do mar. Nem mesmo o próprio Deus.

*** A besta fala blasfêmias ***: Assim como o pequeno chifre em Daniel 7, a besta que sai do mar tem uma boca que fala com arrogância. Através de suas proclamações, a besta não apenas se exalta, mas também fala blasfêmias. Em nossos estudos #87 e #89, aprendemos que a blasfêmia ocorre quando alguém se faz igual a Deus e atribui a si mesmo poderes que pertencem somente a Deus, tais como: mudar a lei de Deus (Daniel 7:25) e perdoar pecados (Lucas 5:20-24). A besta que sai do mar está anunciando ao mundo seus próprios poderes de mudar a lei de Deus e de perdoar pecados. A besta que sai do mar é um poder religioso com influência política que afirma ter poderes que, na realidade, pertencem apenas a Deus. Esse poder religioso, o chifre pequeno, como a Bíblia diz em Daniel 7, surgiu durante o tempo do Império Romano. Apocalipse 13:5 revela que esse poder religioso-político continua a exercer seu poder inquestionável por um período profético de quarenta e dois meses. Já vimos em muitos estudos diferentes que esse período ocorre durante a Idade Média e é um período literal de 1260 anos (veja estudos #16, #20, #68, #71, #72, #80 e #85) . Essa é a mesma quantidade de tempo que Daniel 7:25 afirma que o pequeno chifre exerceria suas atividades de falar blasfêmias e pressionar os santos. As blasfêmias se estendem bastante e são direcionadas não somente contra Deus, mas também contra o Seu nome, Seu tabernáculo e Seu povo (Apocalipse 13:6). Esse verso expande ainda mais a gravidade do que a besta está dizendo e amplifica o significado de blasfêmia:

Blasfêmias contra Deus: como já vimos antes, a blasfêmia contra Deus ocorre quando alguém reivindica ter poderes que pertencem somente a Deus, tais como mudar a lei de Deus (Daniel 7:25) e perdoar pecados (Lucas 5:20-24).

Blasfêmias contra o nome de Deus: certa vez, Moisés perguntou a respeito do nome de Deus, e "Deus disse a Moisés: ‘EU SOU O QUE EU SOU. Isto é o que você deve dizer aos israelitas: ‘EU SOU me enviou para você’". Êxodo 3:14). Uma blasfêmia contra o nome de Deus implica que a besta que saiu do mar não professa que Deus é quem Ele diz que é. A besta está passando informações incorretas sobre o caráter de Deus. Ao falar com os líderes religiosos da época, Jesus advertiu que ninguém deveria chamá-los de "‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus” (veja Mateus 23:8-9). A besta que sai do mar afirma ter não somente os poderes de Deus, mas também uma posição igual ao do Pai. Ao fazer com que Deus aparente ser inferior ao que Ele é, a besta se faz parecer mais importante do que ela é.

Blasfêmias contra o tabernáculo de Deus: a Bíblia menciona algumas coisas que podem ser consideradas como o templo de Deus, ou o Seu tabernáculo: Sua casa de culto ou templo (Mateus 21:13), o próprio Jesus (João 2:19-22) e Seu povo (1 Coríntios 6:19-20;  1 Coríntios 3:16-17). O templo de Deus é o lugar onde Ele habita, onde Ele executa Suas atividades, seja nos corações de Seu povo ou no Céu, ou mesmo em Seu templo físico, que é o símbolo da conexão especial que Ele tem com Seus seguidores. O propósito principal do tabernáculo é a conexão direta entre Deus e o povo, agora possível através de Jesus Cristo. A besta que sai do mar afirma ter o poder de alterar a ordem dessa conexão. A Bíblia diz: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1 Timóteo 2:5). Qualquer poder religioso ensinando que existem outros mediadores entre os seres humanos e o Pai, é culpado de blasfêmia de acordo com este ensinamento bíblico.

Blasfêmias contra o povo de Deus: a expressão “os que habitam no céu” é uma referência aos fiéis seguidores de Deus. Isto serve de contraste para com aqueles que não seguem a Deus, e são referidos como "aqueles que habitam na terra" (Apocalipse 13:8, 12, 14). Como pode a besta blasfemar contra seres humanos? Os seres humanos não possuem poderes divinos inatos ou uma posição soberana no Universo. Isso parece ser difícil de entender, mas vamos analisar dessa maneira: os seres humanos receberam um presente muito especial de Deus e que Deus respeita tremendamente. Os seres humanos receberam o livre arbítrio para escolher ou não a Deus; para amá-Lo ou não. Deus não força ninguém a servi-Lo. Veja o que Jesus instruiu os discípulos a fazer ao enviá-los para pregar o Evangelho e o que deveriam fazer se a mensagem fosse rejeitada: “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” (Mateus 10:14). Jesus nunca disse para matar ou perseguir aqueles que discordassem e rejeitassem os ensinamentos de Deus. O destino dessas pessoas está nas mãos de Deus, e não cabe aos seres humanos tomar tal decisão. O destino delas será divulgado no dia do julgamento (Mateus 10:15). Este tipo de blasfêmia é uma ponte para o que iremos ler em Apocalipse 13:7-8, onde a besta começa a guerrear contra o povo de Deus. A besta que sai do mar afirma ter poder sobre aqueles que não concordam com suas proclamações e poder de determinar o destino deles.

*** Visão geral ***: A besta que sai do mar faz afirmações muito ousadas. Ela se exalta, e diz que tem poderes que, de acordo com a Bíblia, pertencem apenas a Deus. Com muitas blasfêmias, anuncia ao mundo que não somente tem o poder de mudar a lei de Deus e de perdoar pecados, mas também que possui a autoridade de Deus na Terra. Além disso, a besta afirma ter o direito de alterar a conexão direta que Deus estabeleceu com seus seguidores e de decidir o destino do povo de Deus. As blasfêmias que saem da boca da besta são as suas atividades. No final dos 1260 anos, essas atividades pararam por um período. Mas, quando a ferida mortal começou a sarar, essas atividades gradualmente começaram de novo. Observe a ordem em que as atividades da besta são mencionadas. A perseguição contra o povo de Deus é a última a ser mencionada, como as blasfêmias contra “os que habitam no céu”. Quando a besta atingir a cura completa da cabeça que foi ferida, podemos esperar que a besta retome todas as suas atividades com força total. Atualmente, já podemos ver em prática, a maioria das atividades de blasfêmia da besta. Elas são apresentadas com o rótulo de religião cristã por certas denominações. O mais importante é lembrar que o povo de Deus não precisa ser definido por uma denominação que prega tais blasfêmias. Muitas pessoas que pertencem a essas denominações realmente amam a Jesus e irão ouvir a voz de Deus quando Ele disser: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados" (Apocalipse 18:4). Deus irá chamar seus seguidores sinceros a deixarem qualquer poder político-religioso que pregue uma mensagem contrária ao que está contido na Bíblia. Aqueles que conhecem a voz de Deus ouvirão e seguirão o chamado de Deus. Não podemos nos esquecer de que a besta que sai do mar não é uma pessoa. Ela é um sistema religioso com influência política que existe há vários séculos. Não devemos nos comportar como a própria besta e reivindicar o direito de decidir o seu destino. Assim, não seríamos melhores do que a besta. Todos têm o direito de decidir por si mesmos a quem desejam servir. Cabe a Deus determinar sua sentença. E a sentença da besta que sai do mar já foi revelada: “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse 19:20).

3 And I saw one of his heads as if it were wounded to death; and his deadly wound was healed: and all the world marveled after the beast.

4 And they worshiped the dragon who gave power unto the beast: and they worshiped the beast, saying, Who is like unto the beast? who is able to make war with him?

5 And there was given unto him a mouth speaking great things and blasphemies; and power was given unto him to continue forty and two months.

6 And he opened his mouth in blasphemy against God, to blaspheme his name, and his tabernacle, and them that dwell in heaven.

 

PART 5

 

*** Background ***: So far, we’ve seen that John described the sea beast in many details. He described its origins, its powers, and its activities. We’ve seen how the description of the sea beast of Revelation 13:1-2 is very closely related to the description of the political-religious powers described in Daniel 7 and Daniel 8 (see studies #86, #87, and #88). Before we go on to Revelation 12:3, we must have a very clear understanding of the components that form the sea beast and how that relates to Daniel’s visions.

In Daniel's vision described in Daniel 7, he saw 4 beasts. Together, all four beasts had a total of seven heads (Daniel 7:4-7): 1 lion head, 1 bear head, 4 leopard heads, and 1 fourth beast head (a head is assumed because the verse mentions that the beast had teeth). The beast of Revelation 13:1 also has 7 heads, and so does the red dragon (Revelation 12:3). In Daniel 7, the heads represents kingdoms (Daniel 7:17,23). In Revelation 13, we learn an even deeper meaning to these seven kingdom-heads: they represent the ongoing satanic activities throughout history (see study #86). The Bible tells us that the first beast of Daniel 7 is Babylon, the second is Medo-Persia, the third is Greece, and the fourth kingdom is Rome.

The fourth beast in Daniel 7 has 10 horns, and so does the dragon and the sea beast. The horns are ten kings that would arise from the fourth beast. In other words, ten divided nations would arise right after the disintegration of the Roman Empire. Daniel 7:8 tells us that a different power would emerge from the Roman Empire (which is the fourth beast). That power was a little horn. This little horn is again mentioned in Daniel 8:9-12. On study #86, we included a table comparing the beasts described in Daniel and Revelation. We saw how the sea beast in Revelation 13 aligns perfectly with the little horn power of Daniel 8:9-12. With this in mind, we must separate the two powers at play in Daniel 7:7-8. The fourth beast is one power and the little horn is another power. The little horn power came from the fourth beast. In other words, the Roman Empire is the fourth beast of Daniel 7 and out of the Roman Empire came this other power, referred to as little horn. When this other power rose up, it destroyed three existing kingdoms (which were part of the ten divided nations that emerged after Rome’s demise). The little horn has eyes like a man and a mouth that speaks boastfully (Daniel 7:8). The sea beast also has a mouth. Its mouth looks like a lion’s mouth, and as we’ve seen in study #89, the lion’s mouth is a proud mouth that does not give glory to God. The sea beast seems to be the little horn in Daniel 7:8, but described in greater detail.

*** Wounded head ***: We must be careful not to mix the seven heads and the ten horns. They represent different aspects of the beast’s powers. The heads are the satanic activities executed by the horns (see study #86). Revelation 13:3 starts out by saying that John saw one of the heads being mortally wounded. It was wounded by a sword (Revelation 13:14). Note that one of the sea beast’s head actually died. It received a mortal wound (Revelation 13:3). The death of this head indicates that the beast was no longer executing its activities the same way it did before. But the wound started to heal. The Bible tells us that it will one day heal completely (Revelation 13:3, 12, 14). When it heals completely, the world will witness the beast’s activities come to life, as strong and active as it was before it received the mortal wound. This scene is Satan’s attempt to imitate what happened to Jesus, who died and resurrected. Once Jesus resurrected, He ascended to Heaven, where the heavenly beings were around the throne worshiping the Father. Once Jesus sat down on the throne with the Father, He went on to exercise His full authority in Heaven and His rulership over the Earth. The Universe marveled before the Lamb who was Slain and worshiped Him (Revelation 5). Pay attention to the order in which the events unfold. The same order. is described in Revelation 13. Once the wound healed, “the world marveled after the beast” (Revelation 13:3), and they worshiped the dragon, and then they worshiped the beast. When we study Revelation 17, we will get an insight as to which of the seven heads was mortally wounded.

*** Worshiping the dragon and the beast ***: The people who marveled with the healing of the mortal wound felt compelled to worship both the dragon and the beast. They worshiped the sea beast by saying: “Who is like unto the beast? who is able to make war with him?” (Revelation 13:4). Here we have two questions. The first question, “who is like the beast”, makes us think they meant that no one else, other than the dragon himself, is like the beast. The question “Who is like the beast” is also a counterpoint to the title Jesus had while fighting the dragon during the war in Heaven. The Bible tells us that Michael and His angels fought the dragon and his angels (Revelation 12:7). The word Michael means “Who is like God”. We also see the question “who is like God” in the Old Testament (Exodus 15:11; Psalm 35:10; Micah 7:18). Satan is trying to imitate every aspect of the Trinity. The second question is “Who is able to wage war with him”. Once again, the implied answer to this question is ‘no one’. The scene of the war in Heaven comes to mind. Satan is the one who rebelled against God. As we saw before, Revelation 12:7 says that the One Who is like God fought agains the dragon. So, the true followers of God know that Jesus is the one defending His people but the people of the earth have been deceived into thinking that no one can go against the sea beast. Not even God Himself.

*** The beast speaks blasphemies ***: Just like the little horn in Daniel 7, the sea beast had a mouth who spoke boastfully. Through its proclamations, the beast was not only elevating itself, but it was also speaking blasphemies. In our studies #87 and #89, we learned that blasphemy happens when someone makes themselves equal with God, and attributes to themselves powers that belong only to God, such as: changing God’s law (Daniel 7:25) and forgiving sin (Luke 5:20-24). The sea beast is announcing to the world its own powers to change God’s law and to forgive sins. The sea beast is a religious power with political influence that claims to have powers that in reality belong only to God. This religious power, the little horn, as the Bible says in Daniel 7, came up during the time of the Roman Empire. As Revelation 13:5 says, this religious-political power continue to exercise its unquestioned power for a prophetic period of forty two months. We’ve seen in many different studies that this period occurs during the Middle Ages, and is a literal period of 1260 years (see studies #16, #20, #68, #71, #72, #80, and #85). This is the same amount of time Daniel 7:25 states that the little horn exercises its activities of speaking blasphemies and pressing the saints. The blasphemies extend not only against God, but also against His name, His tabernacle and His people. This verse expands even more the gravity of what the the beast is saying and amplifies the scope of what blaspheme is:

Blasphemes against God: As we’ve seen before, a blasphemy against God is claiming to have powers that only belong to God, such as changing God’s law (Daniel 7:25) and forgiving sin (Luke 5:20-24).

Blasphemes against God’s name: Moses one time inquired about God’s name, and “God said to Moses, "I AM WHO I AM. This is what you are to say to the Israelites: 'I AM has sent me to you.” (Exodus 3:14). A blasphemy against God’s name implies that the sea beast is not professing that God is who He says He is. The beast is passing along incorrect information about the character of God. Talking to the religious leaders of the time, Jesus warned them that no one should call them “father upon the earth: for one is your Father, who is in heaven” (see Matthew 23:8-9). The sea beast is claiming to have not only the powers of God, but an equal position to the Father. By making God less than what He is, the beast makes itself more than what it is.

Blasphemes against God’s tabernacle: The Bible mentions a few things that can be considered God’s temple, or tabernacle: His house of worship (Matthew 21:13), Jesus Himself (John 21:19-22) and His people (1 Corinthians 6:19-20;  1 Corinthians 3:16-17). Gods temple is the place where He dwells, where He executes His activities, being in the hearts of His people or in Heaven, or even at His physical temple, which is the symbol of His special connection to His followers. Ultimately, the purpose of the tabernacle is the direct connection between God and the people, now possible through Jesus Christ. The sea beast claims to have the power to alter the order of that connection. The bible says “For there is one God, and one mediator between God and men, the man Christ Jesus” (1 Timothy 2:5). Any religious power teaching that there are other mediators between humans and the Father, is guilty of blasphemy according to this biblical teaching.

Blasphemes against God’s people: The expression “them who dwell in Heaven” is a reference to God’s faithful followers. This is to contrast to those who do not follow God, and are referred to as “those who dwell on earth” (Revelation 13:8, 12, 14). How can the beast blaspheme against humans? Humans do not have innate divine powers or a sovereign position in the Universe. This seems difficult to understand but let’s look at this way: humans have one very special gift from God, which God respects tremendously. Humans were given free-will to choose God or not; to love Him or not. God does not force anyone to serve Him. Let’s see what Jesus instructed the disciples to do when He sent them out to preach the Gospel and what they needed to do if the message was rejected: “And whoever shall not receive you, nor hear your words, when you depart out of that house or city, shake off the dust of your feet.” (Matthew 10:14). Jesus never said to kill or persecute those who disagreed and rejected God’s teachings. The fate of those people are in God’s hands, not up to humans to decide. And their fate will be made known on the day of Judgment (Matthew 10:15). This type of blasphemy is a segway to what we will read in Revelation 13:7-8, where the beast begins its war against God’s people. The sea beast claims to have power over those who do not agree with its proclamations, and determine their fate.

*** Overview ***: The sea beast makes very bold claims. It speaks very highly of itself, and says it has powers that, according to the Bible, belong only to God. With its many blasphemies, it announces to the world that it not only has the power to change God’s law and to forgive sins, but that it also has God’s authority on Earth. Furthermore, the beast claims to have the right to alter the direct connection that God has established with His followers and to decide the fate of God’s people. The blasphemies out of the best’s mouth are the beast’s activities. At the end of the 1260 years, these activities stopped for a period. But as the mortal wound began to heal, these activities gradually began again. Note the order in which the beast’s activities are mentioned. The persecution against God’s people is the last one to be mentioned, as the blasphemies against “them that dwell in heaven”. Once the beast recover the full healing of its injured head, we can expect that the beast will resume all of its activities with full strength. We can see most of the blasphemy activities of the beast in practice today. It comes labeled as Christian religion by certain denominations. The main thing to remember is that God’s people do not need to be defined by a denomination preaching such blasphemies. Many of the people who belong to such denominations truly love Jesus and they will hear God’s voice when he says “Come out of her, my people, that you be not partakers of her sins” (Apocalipse 18:4). God will call His sincere followers to leave any religious-political powers that preach a message contrary to what is contained in the Bible. Those who know God’s voice will hear and follow God’s call. Let’s not forget that the sea beast is not one person. It is a religious system with political influence that has been in place for many centuries. We must not behave like the beast and claim to ourselves the right to decide the beast’s fate either. We would be no better than the beast. Everyone has the right to decide for themselves who they will serve. It is up to God to determine their sentence. And the sentence for the sea beast has been already revealed: “And the beast was seized, and with him the false prophet who performed the signs in his presence, by which he deceived those who had received the mark of the beast and those who worshiped his image; these two were thrown alive into the lake of fire which burns with brimstone.” (Revelation 19:20).

2 A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade. (NVI)

 

PARTE 4

 

*** Boca como a boca de um leão ***: Daniel 7:4 descreveu a primeira besta, e disse que ela “parecia um leão, e tinha as asas de águia. Eu o observei até que as suas asas foram arrancadas, e ele foi erguido do chão de modo que levantou-se sobre dois pés como um homem, e recebeu coração de homem.” Note que a besta-leão tem pelo menos um elemento em comum com os animais que se seguiram: asas (leopardo) e a capacidade de se levantar (urso), e características humanas (chifre pequeno que surgiu da quarta besta). Os reinos da Medo-Pérsia, da Grécia e de Roma tinham coisas em comum com a Babilônia. Vale ressaltar que Daniel 8 não menciona Babilônia porque, no momento da visão descrita em Daniel 8, a Babilônia já tinha caído, como mencionamos anteriormente.

Na noite em que Babilônia caiu, Daniel foi chamado à presença do rei, porque a mão de Deus tinha deixado uma mensagem na parede (Daniel 5:1-12). O rei tinha acabado de pedir que todas as taças de ouro e de prata do templo de Jerusalém que estavam guardadas, fossem trazidas para serem usadas na sua comemoração pagã. Enquanto eles estavam no meio da festa, uma mão apareceu, escrevendo na parede. Ninguém conseguia entender o que estava escrito. Nenhum dos magos, astrólogos, ou adivinhos do rei podiam ler a mensagem. Mas a rainha-mãe se lembrou de como Daniel havia interpretado sonhos no tempo de Nabucodonosor, e assim Daniel foi trazido para interpretar a mensagem. Daniel lembrou o rei de como Deus havia dado tudo para seu pai Nabucodonosor e como, com o passar do tempo, seu coração se encheu de orgulho, até o ponto onde seu coração foi feito semelhante ao de um animal, até Nabucodonosor ser capaz de “reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer" (Daniel 5:21). Em seguida, Daniel disse ao rei: “Mas tu, Belsazar, seu sucessor, não te humilhaste, embora soubesses de tudo isso. Pelo contrário, tu te exaltaste acima do Senhor dos céus. Mandaste trazer as taças do templo do Senhor para que nelas bebessem tu, os teus nobres, as tuas mulheres e as tuas concubinas. Louvaste os deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não podem ver nem ouvir nem entender. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos.” (Daniel 5:22-23). A mensagem na parede dizia: “MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM” (Daniel 5:25), que significa “Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim". "Foste pesado na balança e achado em falta." "Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas“ (Daniel 5:26-28).

Ambos os reis da Babilônia (Nabucodonosor e Belsazar) tinham um grave problema de orgulho. Quando Nabucodonosor se vangloriou sobre suas realizações, ele se tornou como um animal selvagem, e passou sete anos pastando, até que reconheceu a soberania de Deus (Daniel 4:28-37). As habilidades mentais de Nabucodonosor foram restauradas nesse ponto, e ele foi capaz de retomar suas atividades de rei. Belsazar, por outro lado, se manteve orgulhoso e não rendeu glória a Deus (Daniel 5:23). Belsazar utilizou incorretamente os itens que haviam sido consagrados a Deus. Ele os usou para seus próprios interesses egoístas. A boca do leão é uma boca orgulhosa que se vangloria, uma boca que proclama a justiça própria, e que afirma ter autoridade para mudar os ensinamentos que foram estabelecidos originalmente pelo próprio Deus. Assim como Belsazar usou as taças que pertenciam ao templo para satisfazer o próprio ego, a boca do leão proclama ter direitos autodeterminados de usar a taça de Deus com um conteúdo diferente, fazendo com que todos os “habitantes da terra se [tornem embriagados] com o vinho da sua prostituição” (Apocalipse 17:2, veja também Apocalipse 17:4). A taça de Deus pode ser entendida como sendo Seus ensinamentos, que estão contidos na Bíblia. Lembre-se que o poder do chifre pequeno tinha feições humanas e procuraria “alterar os tempos e a lei” (Daniel 7:8, 25) contidos na Bíblia.

*** Presentes do dragão ***: Vimos no nosso último estudo como Satanás criou uma versão falsificada da Trindade, onde ele se coloca no lugar do Pai e a besta que sai do mar se coloca no lugar de Jesus. Mais à frente no capítulo 13 de Apocalipse, iremos ver quem se coloca no lugar do Espírito Santo. O final do verso de Apocalipse 13:2 diz: “O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade.” O dragão está imitando as ações do Pai. O Pai deu o Seu poder, trono e autoridade para Cristo (Apocalipse 2:27; Apocalipse 3:21). O fato de que essa figura político-religiosa, simbolizada pela besta que sai do mar, aceitou poderes do dragão torna evidente que eles estão trabalhando em conjunto para enganar o mundo. Ambos têm o mesmo objetivo (Apocalipse 12:9; Apocalipse 17:2).

*** Visão Geral ***: A besta que sai do mar recebeu seu poder do dragão (como leopardo), e imediatamente se prontificou para devorar aqueles que se opusessem aos seus decretos (como o urso). Ela exerce o poder que recebeu ao proclamar orgulhosamente a sua autoridade para alterar princípios espirituais estabelecidos pelo próprio Deus, e para tomar decisões no lugar de Deus. Esse comportamento é muito semelhante ao da besta-leão em Daniel 7:4, que se levantou como um homem (em dois pés) e que tinha a mente (ou coração) de um homem. Este é um contraste com o que aconteceu com Nabucodonosor, um homem que foi reduzido a ficar de quatro, como um animal, e que recebeu a mente de um animal até que pudesse reconhecer a soberania de Deus. O homem que foi transformado em uma besta teve que desistir de sua autoridade de domínio. Por outro lado, a besta que foi transformada em homem reivindicou sua autoridade de domínio. A boca prepotente do leão indica que a besta que saiu do mar não reconhece a Deus como governante supremo, mas sim o dragão, de quem ele aceita poder, autoridade e um trono para reinar sobre os habitantes do planeta. Deus nos revelou essa informação para que não nos encontremos entre aqueles que são enganados pelos esquemas satânicos. Devemos nos perguntar se os ensinamentos que estamos seguindo estão contaminados pelo veneno saindo da taça da besta. Os falsos ensinos que saem de sua taça podem embebedar as pessoas com crenças que os distraem da verdadeira mensagem contida na Bíblia. Se você está acreditando em doutrinas que foram alteradas por seus líderes religiosos, você deve orar por orientação divina e coragem para romper com a tradição. Ninguém na Terra tem poderes para alterar o que foi determinado por Deus. Jesus disse: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mateus 5:18).

Tagged under

2 A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade. (NVI)

 

PARTE 3

 

*** Contexto Geral ***: A conexão entre Apocalipse 13 e o livro de Daniel é inegável. Mais especificamente, os capítulos 7 e 8 de Daniel fornecem muitos detalhes que nos ajudam a entender a identidade da besta que sai do mar descrita em Apocalipse 13. Para podermos ver o quadro geral, temos que voltar para Daniel 2. Neste capítulo, lemos que o rei babilônico Nabucodonosor teve um sonho sobre os poderes dominantes do mundo, que se estenderam desde a Babilônia até o ponto em que surgiram os governos divididos após a queda do Império romano. O sonho terminou com o reino divino que “o Deus do céu estabelecerá” (Daniel 2:44). No sonho, havia uma estátua, e cada um dos segmentos dela era feito de um material diferente. Cada segmento representava um reino distinto. A cabeça de ouro é Babilônia (Daniel 2:36-38). O peito e os braços de prata representam o reino que causou a queda de Babilônia (Daniel 2:39, primeira parte), e esse reino foi a Medo-Pérsia. Os quadris e coxas de bronze representam o reino que veio a seguir: a Grécia (Daniel 2:39, última parte). O último e quarto reino é representado pelas pernas de ferro. Esse reino iria quebrar e destruir tudo (Daniel 2:40). A história nos diz que o Império Romano é o reino que derrubou a Grécia. Depois que o Império Romano chegou ao poder, nenhum outro reino surgiu com uma mesma força e poder unificados, como aconteceu nos reinados antecedentes. De certa forma, o Império Romano se desintegrou e deu lugar a nações divididas. Impérios menores surgiram, porém, nunca conquistando o domínio com um governo de influência global, como os quatro reinos mencionados no sonho. Diretrizes governantes fragmentadas substituíram o domínio romano. No entanto, a influência romana ainda era predominante, e isso foi representado no sonho como os pés da estátua, que eram de ferro misturado com barro. Para resumir muitos séculos de história, temos neste sonho a sequência dos poderes de governos globais, começando com a Babilônia, seguidoa pela Média-Pérsia, Grécia, e, finalmente, Roma. Depois disso, vemos o surgimento de nações divididas, que ainda continuam divididas hoje.

Daniel 7 e 8 dão mais detalhes sobre os eventos históricos a respeito da ascensão e queda dos regimes políticos poderosos. Ambos os capítulos seguem a mesma ordem apresentada em Daniel 2. Em Daniel 7, o profeta viu 4 animais em vez de uma estátua. Mas os mesmos reinos ainda estavam representados. Daniel viu um leão, um urso, um leopardo, e uma quarta besta. João, por outro lado, viu apenas uma besta, mas esta possuía elementos dos quatro animais mencionados em Daniel 7. A descrição em Apocalipse 13:2 vem na ordem inversa: uma besta que parecia um leopardo, um urso e um leão. Daniel teve a visão enquanto vivia na época do leão, e olhou para o futuro ao descrever os reinos que estavam por vir. João, no entanto, estava vivo durante o reino do quarto animal, e ele olhou para o passado para descrever a natureza da besta que sai do mar. Imagine que há uma linha entre Daniel e João. Ambos estão olhando para a linha. Esta linha representa como a história se desenrola. Quando Daniel vê a linha, ele vê os reinos como eles iriam ascender e cair, em ordem histórica: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Quando João olha para esta linha do tempo, ele olha para o passado, e vê a história de onde ele está e o que veio imediatamente antes, e assim por diante, de modo que ele vê Roma, Grécia, Medo-Pérsia e Babilônia.

O cronograma dos reinos do mundo também está representado em Daniel 8, mas nessa visão, eles são retratados como outros animais. Na época da visão, Babilônia já tinha caído, por isso, não havia mais necessidade de incluí-la no cenário. Em Daniel 8 vemos 3 elementos importantes: um carneiro, uma cabra e um chifre pequeno que cresceu. Daniel descreveu essas três peças como símbolos para três poderes que iriam surgir.

A besta que sai da água não é uma repetição de todos os quatro animais em Daniel 7. Note que Apocalipse 13:2 diz que a besta que saiu do mar era "como” ou "semelhante". Do ponto de vista de João, ele estava vivendo no momento da quarta besta de Daniel 7. Ao descrever a besta do mar com características dos animais que apareceram antes do Império Romano, João está dizendo que a besta do mar incorporou elementos daqueles três reinos anteriores.

*** Como um leopardo ***: Daniel 7:6 descreveu a terceira besta, e disse “que se parecia com um leopardo. E nas costas tinha quatro asas, como asas de uma ave. Esse animal tinha quatro cabeças, e recebeu autoridade para governar.” A Grécia chegou ao poder muito rapidamente, conquistando uma vasta porção do mundo conhecido, em velocidade nunca antes vista até aquele momento. Daniel 8:5 nos diz que “de repente um bode, com um chifre enorme entre os olhos, veio do oeste, percorrendo toda a extensão da terra sem encostar no chão.” De acordo com Daniel 8:21, “O bode peludo é o rei da Grécia, e o grande chifre entre os seus olhos é o primeiro rei”. Depois que a Grécia conquistou a Medo-Pérsia (a vitória do bode contra o carneiro), “o bode tornou-se muito grande, mas no auge da sua força o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar cresceram quatro chifres enormes, na direção dos quatro ventos da terra.” (Daniel 8:8). As semelhanças entre o leopardo e o bode são muito fortes. Quando comparamos estes versos com os relatos históricos sobre o surgimento do Império Grego, podemos entender perfeitamente a simbologia. Alexandre o Grande foi o rei da Grécia que percorreu o mundo, conquistando novos territórios tão rapidamente como se tivesse asas. Alexandre tinha quatro generais, que trabalhavam sob sua liderança, Cassandro, Ptolomeu, Antígono e Seleuco. No ápice de seu poder, Alexandre morreu (o grande chifre foi quebrado), e os quatro generais assumiram o poder, dividindo o reino sob cada um dos seus domínios (as quatro cabeças do leopardo e os quatro chifres enormes do bode). Uma coisa que tanto o leopardo quanto a besta que saiu do mar, têm em comum é que ambos receberam poder de uma fonte externa (Daniel 7:6, Apocalipse 13:2).

*** Pés como os de urso ***: Daniel 7:5 descreve a segunda besta como tendo “a aparência de um urso. Ele foi erguido por um dos seus lados, e na boca, entre os dentes, tinha três costelas. E lhe foi dito: ‘Levante-se e coma quanta carne puder!'” A aparência assimétrica da segunda besta (ela tinha um lado maior do que o outro) também é descrita em Daniel 8:3-4, ao mencionar o carneiro que estava em pé perto da água: “e diante de mim, junto ao canal, estava um carneiro, seus dois chifres eram compridos, um mais que o outro, mas o mais comprido cresceu depois do outro. Observei o carneiro enquanto ele avançava para o oeste, para o norte e para o sul. Nenhum animal conseguia resistir-lhe, e ninguém podia livrar-se do seu poder. Ele fazia o que bem queria e foi ficando cada vez maior.” O reino que conquistou Babilônia foi, de fato, os poderes combinados dos medos e persas. No início, os medos eram o poder mais forte dos dois, mas com o tempo os persas se tornaram a parte dominante (mencionada como a besta que foi erguida por um dos seus lados, e, como um chifre passou a ser mais alto do que o outro). As três costelas nos dentes do urso são equivalentes às três direções que o carneiro avançava ao estabelecer seu território. A profecia de Daniel não foi a primeira sobre a conquista dos medos contra Babilônia. Tanto Isaías quanto Jeremias profetizaram sobre a queda de Babilônia. “Eis que eu despertarei contra [Babilônia] os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão ouro.” (Isaías 13:17). “Preparem as nações para o combate contra ela: os reis dos medos, seus governadores e todos os seus oficiais, e todos os países que governam. A terra treme e se contorce de dor, pois permanecem de pé os planos do Senhor contra a Babilônia: desolar a terra da Babilônia para que fique desabitada.” (Jeremias 51:28-29). Estas profecias foram feitas muitos anos antes de Babilônia ter caído nas mãos dos poderes unidos dos medos e persas. A besta-urso em Daniel 7:5 foi chamada para se levantar e devorar muita carne. O carneiro foi descrito como uma força muito forte, tão forte que “nenhum animal conseguia resistir-lhe, e ninguém podia livrar-se do seu poder” (Daniel 8:4). Isso nos faz lembrar de como Apocalipse nos diz que o mundo iria adorar a besta que sai do mar: “Quem é como a besta? Quem pode guerrear contra ela?” (Apocalipse 13:4). O aparecimento da besta do mar foi tão imponente que deu às pessoas do mundo a impressão de que ela era invencível. Ela poderia se levantar e devorar qualquer coisa à sua frente. Assim como a besta-urso, que tinha três costelas em sua boca, a besta do mar (sendo o poder do chifre pequeno em Daniel 7:8) destruiu três chifres quando assumiu seu poder. No ano 538 AD, três dos dez reinos que surgiram após o Império Romano ter se desintegrado, foram destruídos. Esses três reinos foram: Hérulos, Vândalos e Ostrogodos. A História nos diz que um poder religioso que estava se fortalecendo politicamente naquela época foi o responsável pela destruição desses reinos. Exatamente como Daniel havia profetizado.

*** Visão Geral ***: A besta que sai do mar é um sistema político-religioso que surgiu a partir do Império Romano (quarto animal em Daniel 7) e que tem características dos reinos que o precederam. A besta que sai do mar recebeu seu poder do dragão, de modo semelhante ao modo como a besta-leopardo em Daniel 7:6 recebeu seu poder de uma fonte externa. Com seus pés como os de urso, a besta que sai do mar está pronta para se levantar e exercer o poder que recebeu do dragão, da mesma forma como a besta em Daniel 7:5 estava preparada para conquistar os territórios em seu caminho, ao se levantar. Esse poder político-religioso demonstra, através de suas ações, que está disposto a dominar e devorar quem tentar interferir com seus planos. A besta que sai do mar acredita que ninguém pode se livrar de seu domínio. No entanto, a Bíblia é clara a respeito do fim que essa besta terá. Ela não é invencível. Quando Jesus voltar, Ele irá deixar claro que os ensinamentos apresentados pela falsa trindade não vêm de Deus. Com isso, Deus dará fim aos enganos da besta. Veja o relato de João quando descreveu os detalhes de sua visão a respeito de como será o fim da besta que sai do mar e do falso profeta: "E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse 19:20). Esses falsos sistemas religiosos e políticos serão desfeitos para sempre. A volta de Jesus desmascara todas as falsidades que os agentes de Satanás espalharam pelo planeta. A única maneira de nos protegermos contra os ataques de Satanás através da besta que sai do mar e do falso profeta é permanecer na Verdade de Deus. A besta procura mudar os tempos e a lei de Deus. Mas a Bíblia descreve os fiéis como sendo aqueles que guardam os mandamentos de Deus, exatamente como Ele os estabeleceu.

Tagged under

1 E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.

 

PARTE 2

 

*** Dez chifres ***: Os chifres são um pouco diferentes das cabeças. As cabeças estão relacionadas às actividades da besta ao longo da história, enquanto os dez chifres representam os poderes políticos presentes durante um determinado período de tempo (Apocalipse 17:12). A besta do mar nos faz lembrar da quarta besta de Daniel 7:7, que também tinha dez chifres. Daniel diz que o quarto animal era “diferente de todos os outros”, e que era “muito terrível” (Daniel 7:19). O anjo explicou a Daniel o significado do quarto animal e de seus chifres: “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.“ (Daniel 7:23-25). Nestes versos, podemos ver muitos aspectos importantes da besta, mas devemos ressaltar apenas um agora, que tem a ver com a forma como o dragão queria atacar o remanescente, aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.” (Apocalipse 12:17). Um chifre poderoso iria surgir dentre os outros dez, iria procurar “mudar os tempos e a lei”, e iria dominar o povo de Deus durante o mesmo período de tempo que vimos no estudo das duas testemunhas e da mulher que fugiu para o deserto (estudos #72 e #78). O período é “um tempo, tempos e metade de um tempo”, o que equivale a 3,5 anos proféticos, ou 42 meses proféticos, o que representa 1.260 anos literais. Este é o momento na história em que os cristãos sofreram tremendamente durante a Idade Média. Nesse tempo, o Império Romano estava no comando. Isso coloca o Império Romano como as pernas de ferro e como o quarto reino visto em Daniel 2 e Daniel 7 respectivamente. Agora podemos entender a ascensão e queda dos reinos que possuíam domínio global, exatamente como vimos nas profecias descritas em Daniel 2.

O número 10 não é um número aleatório. A besta tinha dez chifres por uma razão específica. Apocalipse 17:12 nos diz que os dez chifres são dez autoridades políticas que iriam receber poder diretamente da besta, que é a figura política principal. O anjo explicou a Daniel o significado exato dos dez chifres: são dez reinos que viriam a partir do quarto animal (Império Romano). Vimos estes dez reinos como os dez dedos da estátua na profecia descrita em Daniel 2. Eles eram reinos que, em parte, tinham a força do ferro (Império Romano) e a fraqueza do barro. Estes reinos foram divididos para nunca se unirem novamente sob domínio humano.

*** Dez coroas ***: A palavra grega para coroa, usada em Apocalipse 13:1 é a palavra diadema, que significa coroa real. Tanto a besta como o dragão são descritos como tendo a coroa real. Um detalhe interessante é que, enquanto a besta temas dez coroas em seus chifres, o dragão tem sete coroas, e elas estão em suas cabeças (Apocalipse 12:3). Lembre-se que o objetivo do dragão era ser como Deus e se assentar no trono de Deus. Ele queria ter a autoridade suprema para si próprio. Como vimos antes, o número sete é usado na Bíblia com muita frequência, e, muitas vezes, se refere à plenitude, integridade e perfeição. O dragão se apresenta como tendo uma autoridade perfeita e completa enquanto governante. Isso faz parte do seu engano, porque ele não tem nenhuma autoridade divina, sequer. O dragão não só afirma ter autoridade, mas também a capacidade de passá-la para seus agentes (Apocalipse 13:4). A autoridade foi transferida para cada um dos chifres, ou seja, para cada um dos dez poderes políticos que surgiram após a queda do Império Romano. O anjo explicou a Daniel que “os dez chifres, daquele mesmo reino são dez reis que se levantarão” (Daniel 7:24-25). Com o desaparecimento do Império Romano por volta do ano 476 DC, dez tribos surgiram na Europa, e tomaram conta do território romano. Essas tribos eram os: ostrogodos, visigodos, francos, vândalos, alamanos, suevos, anglo-saxões, hérulos, lombardos e burgúndios. (Veja o estudo #79). As coroas são diferentes dos chifres assim como os chifres são diferentes das cabeças. Enquanto os chifres representam um poder político, as coroas representam a autoridade que o dragão passou para cada um dos reinos. Esta é uma estratégia que Satanás está usando para imitar o poder e a autoridade que pertencem a Deus. A Bíblia nos diz que Cristo é "o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14) e que Jesus tem sobre Sua cabeça "muitas coroas" (Apocalipse 19:12).

*** O nome de blasfêmia *** : Existe mais um detalhe que é revelado sobre a besta que saiu do mar em Apocalipse 13:1. Ela tem nomes de blasfêmia sobre as suas cabeças. A besta descrita em Apocalipse 17 é "cheia de nomes de blasfêmia”. (Apocalipse 17:3). O poder representado pelo chifre pequeno descrito em Daniel 7 tinha uma boca que falava com arrogância (Daniel 7:8, NVI). Daniel 7:25 traz mais detalhes sobre quais eram essas palavras arrogantes: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo." Apocalipse 13:6 diz: "E [a besta] abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.“ Mas o que é blasfêmia de acordo com a Bíblia? João 10:33 traz a resposta a esta pergunta. Uma certa vez, os líderes judeus queriam apedrejar Jesus porque, em suas mentes, Jesus havia blasfemado contra Deus. Apesar de estarem acusando a Jesus injustamente, as acusações de blasfêmia foram expressadas claramente: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” Jesus lhes respondeu: "que dizer a respeito daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo? Então, por que vocês me acusam de blasfêmia porque eu disse: ‘Sou Filho de Deus’?" (João 10:36). Uma outra vez, os fariseus acreditaram que Jesus estava falando blasfêmia quando Ele demonstrou sua autoridade de perdoar pecados. Perdoar os pecados só pode acontecer por uma ação divina. Para mostrar que Ele é Deus, um com o Pai, Jesus respondeu a essas acusações, afirmando que "o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados“ (Lucas 5:24). A blasfêmia acontece quando alguém se faz igual a Deus, e atribui a si mesmo poderes que pertencem somente a Deus, tais como: o poder de mudar a Lei de Deus (Daniel 7:25) e de perdoar pecados (Lucas 5:20-24).

*** Visão Geral e Aplicação Profética ***: O dragão passou a lutar contra os remanescentes da mulher, aqueles que ainda "guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17). A fim de organizar o seu ataque, Satanás recrutou ajudantes para sua equipe. O primeiro foi a besta do mar, um forte poder político que surgiu após a queda do Império Romano e que tentaria fazer coisas que somente Deus é capaz de fazer. As palavras de blasfêmias da besta que saiu do mar refletem as suas falsas alegações de que ela tem autoridade para perdoar pecados, de alterar a Lei de Deus, e de ser igual a Deus. Como temos estudado, a besta representa um poder secular de diferentes nações emergentes na Europa. Dez reinos surgiram após a queda do Império Romano, e estes dez reinos deram origem às nações europeias atualmente em vigor. Note como este poder não é somente político, mas também religioso, pois afirma ter atributos e capacidades divinas. Assim como a besta e a mulher de Apocalipse 17, que, combinados, funcionam como um símbolo para a igreja apostatada (prostituta) e seu poder político (besta), a besta do mar é uma força política que exerce uma influência religiosa sobre o povo. Isto se torna evidente em Apocalipse 13:12, onde lemos que toda a terra adorará a besta que veio do mar. Precisamos estar cientes da origem e dos objetivos desta primeira besta, para que não nos deixemos ser enganados pelas mentiras que Satanás lança sobre as pessoas através de seus agentes. Devemos examinar cada doutrina religiosa e compará-la com o que a Bíblia diz. Se a doutrina em questão não está incluída nas Escrituras, então fica evidente que ela foi criada pelo homem e, portanto, não faz parte da Verdade de Deus. Pode até ser muito próxima de um ensino bíblico, mas se possui algumas pequenas alterações, sabemos que ela não vem de Deus. Lembra como Satanás, no deserto, citou versos bíblicos para Jesus, com leves modificações? (Mateus 4:1-11). Suas citações foram muito parecidas com o versículo original, mas ele mudou o suficiente para que se tornassem uma tentação, um instrumento concebido para fazer Jesus pecar. Veja como mesmo pequenas alterações à verdade de Deus podem ser perigosas! Não devemos nos enganar. Satanás criou uma entidade falsificada para substituir o papel de Jesus como Salvador e rei soberano. A nossa opção deve ser a de permanecer firmes nos ensinamentos de Jesus Cristo, para que possamos ser contados entre os fiéis remanescentes “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17).

 

1 E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.

 

PARTE 1

 

*** Besta ***: Ao se tornar um inimigo derrotado, o dragão passou a perseguir os que permaneceram fiéis a Deus (Apocalipse 12:17). Seu objetivo é enganar tantas pessoas quanto possível. Qualquer pessoa disposta a beber da sua água será envenenada com suas mentiras a respeito do que está contido na Bíblia. Você se lembra de como a Bíblia descreveu aqueles que não haviam sido enganados pelo dragão? Eles são os “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.” (Apocalipse 12:17). O capítulo 13 de Apocalipse fala sobre como o dragão vai atacar as pessoas. Ele vai agir através de seus agentes: a besta que vem do mar e a besta que vem da terra.

Vamos começar por discutir em detalhe a besta que vem do mar. Existe muito em comum com as bestas descritas em Daniel 7 e 8, e uma forte correlação com a estátua em Daniel 2. Mas antes de mergulharmos no assunto, precisamos entender o conceito do símbolo usado aqui: uma besta. O que é essa besta? Definitivamente não é um animal selvagem. A Bíblia nos diz a resposta. Lembre-se que a chave para os símbolos de Apocalipse é encontrada na própria Bíblia, não na tecnologia, invenções modernas, ou superstição. A besta é um símbolo para rei ou reino (Daniel 7:17, Daniel 7:23). A primeira característica do símbolo 'besta' é o seu poder político. Ela representa um sistema de governo muito forte.

Satanás quer enganar as pessoas em larga escala, e por isso precisou contar com a ajuda de alguns grandes governos que surgiram ao longo da história. Podemos observar que o capítulo 13 de Apocalipse não contém um texto politicamente correto de acordo com parâmetros atuais, mas a Bíblia é muito clara sobre o papel que esses governos conhecidos tiveram em ajudar o dragão. É importante compreender que o livro de Apocalipse não aponta para um único indivíduo como sendo a besta. A besta é um sistema, composto de muitas pessoas, e essas pessoas podem mudar ao longo dos anos. Essas pessoas também foram confrontadas com os seus desafios pessoais de aceitar a Cristo ou o dragão. Devemos entender esse ponto sobre as bestas de Apocalipse 13, caso contrário, vamos ficar muito confusos, tentando encaixar um único indivíduo como sendo a identidade da besta. A besta é um governo, não uma pessoa.

*** Na areia do mar ***: Algumas traduções bíblicas de Apocalipse 13:1 dizem que João é quem estava na praia. Já outras, colocam lá o dragão, em vez de João. De qualquer maneira, esse detalhe não é relevante, porque o verso diz que João viu o que aconteceu ali, e isso o coloca nesse local, através da visão. A Bíblia diz que a besta que veio do mar e o dragão estavam trabalhando juntos. Nesse sentido, o dragão também estava ali, esperando a besta a surgir, para que pudesse dar a ela o seu poder (Apocalipse 13:5). Note que eles estavam de pé “sobre a areia do mar”. Vemos essa expressão na Bíblia quando o texto tenta transmitir a idéia de uma quantidade muito grande, na maioria das vezes, referindo-se à quantidade de pessoas (alguns exemplos: Isaías 10:22; Gênesis 32:12; Jeremias 15:8;  2 Samuel 17:11; Oséias 1:10; Jeremias 33:22;  1 Samuel 13:5; Romanos 9:27; Hebreus 11:12).

*** Saiu do mar ***: Vimos em estudos anteriores que Satanás veio para os habitantes do mar e os da terra (veja os estudos #84 e #85). Essas pessoas representam a totalidade do planeta que havia rejeitado a pura mensagem de Deus (Apocalipse 17:8). Agora vemos que este grupo é muito numeroso. O fato de que a besta sai do mar apenas reforça esse entendimento. O Antigo Testamento menciona o mar como sendo a morada de uma criatura terrível que iria oprimir Israel (Jó 26:12-13 [Raab, em hebraico significa monstro marinho, às vezes traduzido como “soberba”]; Salmo 74:13-14; Isaías 27:1; Isaías 51:9-10; Ezequiel 32:2) . Os animais em Daniel 7 também saíram do mar (Daniel 7:3). Em Apocalipse 17:3,7,8,12, João descreve a besta como vindo do abismo (veja também Apocalipse 9:1 e o estudo #57), que é o lugar reservado para as forças demoníacas. Em Apocalipse 17:1,3, lemos que a mulher sobre a besta está sentada sobre muitas águas. Há muitos paralelos entre o símbolo 'besta que vêm do mar' e o símbolo de 'mulher sentada sobre a besta, que está sentada sobre muitas águas'. Vamos estudar isso com mais detalhes mais à frente. Apocalipse 17:15 diz que as águas onde ela está assentada são “povos, e multidões, e nações, e línguas”. O poder político que estava alinhado com Satanás estava saindo de uma região onde havia muitas pessoas. Essa área era geograficamente importante porque a partir dali eles poderiam tentar enganar o mundo inteiro.

*** Sete cabeças ***: A besta que vem do mar está profundamente ligada ao dragão, e de acordo com a Bíblia, o dragão é Satanás (Apocalipse 12:9). Note que o próprio dragão tem sete cabeças, dez chifres e sete diademas (Apocalipse 12:3). A besta descrita em Apocalipse 13:1 e o animal descrito em Apocalipse 17:3 têm também sete cabeças e dez chifres. O dragão e a besta do mar trabalham como uma unidade. As cabeças da besta parecem estar relacionadas com a capacidade da besta de executar suas atividades. Ao longo da história, a besta estava trabalhando através de uma de suas cabeças, uma após a outra. Em um determinado ponto, uma das cabeças recebeu um ferimento muito grave, e a besta parou suas atividades por algum tempo. Mas, ela retornou ao seu trabalho satânico, uma vez que a lesão começou a sarar (Apocalipse 13:12-13).

*** Visão Geral ***: O dragão recrutou dois agentes para executar seu plano de engano em uma escala global. O primeiro agente foi a besta que emerge do mar. Essa besta representa um forte poder político e religioso que trabalha diretamente com Satanás. A semelhança entre o dragão e a besta não é mera coincidência. Basicamente quem vê a besta, vê o dragão. Satanás criou uma cópia do relacionamento da Trindade. Satanás quer ocupar o lugar de Deus Pai, e a besta que sai do mar se posiciona também como Deus, mas numa função como a de Cristo. Jesus disse certa vez: "Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Quem me vê, vê o Pai.” (Trechos dos versos em João 14:7,9). É esse relacionamento de unidade entre o Pai e o Filho que Satanás tenta imitar, ao apresentar a besta que sai do mar. Esse poder político e religioso tem sua missão na terra, de influenciar e enganar o mundo inteiro e espalhar suas filosofias contrárias aos ensinamentos de Deus (Apocalipse 17:2). Satanás criou um plano elaborado para levar as pessoas à direção contrária do caminho da salvação. Por isso devemos procurar analisar os ensinos religiosos que aprendemos e compará-los ao que está escrito na Bíblia. Veja que os enganos de Satanás estão disfarçados de cristianismo! Quando o dragão saiu para atacar os remanescentes, sua tática principal foi se infiltrar no sistema político e religioso onde os fiéis estavam. A falta de conhecimento da Bíblia coloca as pessoas em risco de serem enganadas pela falsa trindade de Satanás. Crer nas tradições que são passadas de geração em geração sem compará-las com as Escrituras é um comportamento muito comum, e no entanto, extremamente perigoso. A Bíblias diz: “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Colossenses 2:8). As atividades de Satanás representadas pelas cabeças do dragão ou da besta têm o objetivo de escravizar as pessoas da forma descrita em Colossenses 2:8. Somente se estivermos enraizados em Cristo poderemos resistir aos ataques do inimigo.

Abaixo, está uma tabela comparando as visões contidas nos livros de Daniel e Apocalipse, descrevendo as potências mundiais que surgiram desde a Babilônia até a Segunda Vinda de Jesus.

 

Interpretação

Daniel * 2:

1 Estátua

Daniel *  7:

4 Bestas

Daniel * 8:

2 Animais

Apocalipse 13:1-6: Besta

Apocalipse 17:

1 mulher em 1 besta

Bestas = reinos -  Daniel 7:17

O rei da Babilônia, teve um sonho: viu uma estátua

Daniel 2:31

O profeta teve uma visão: viu o mar e 4 animais grandes

Daniel 7:2-3

O profeta teve uma visão: ele se viu perto da água, e viu 2 animais

Daniel 8:2

O profeta teve uma visão: ele viu o mar e uma besta

Apocalipse 13:1

 

Reino: Babilônia

 

A cabeça de ouro é o reino da Babilônia -  Daniel 2:38

Descrição: cabeça de ouro

Daniel 2:32

Descrição: leão com asas de águia

Daniel 7:4

(Babilônia não está representada nesse capítulo porque já tinha perdido o domínio quando o profeta recebeu a visão)

Descrição: boca de um leão

Apocalipse 13:2

 

Reino: Medo-Pérsia

 

Depois de Babilônia surgiu um reino inferior -  Daniel 2:39

-

O carneiro com o dois chifres representa os reis da Média e da Pérsia -  Daniel 8:20

Descrição: o tórax e braços de prata

Daniel 2:32

Descrição: urso devorador, com lados desiguais

Daniel 7:5

Descrição: um carneiro com 2 chifres desiguais

Daniel 8:3

Descrição: pés de urso

Apocalipse 13:2

 

Reino: Grécia

O reino de bronze é um reino que governaria sobre toda a terra -  Daniel 2:39

-

O bode representa o reino da Grécia, e o grande chifre é o primeiro rei. Os quatro chifres que surgiram no lugar do chifre quebrado representam quatro reinos que surgiriam a partir dessa nação -  Daniel 8:21-22

Descrição: ventre e coxas de bronze

Daniel 2:32

Descrição: leopardo com 4 asas e 4 cabeças

Daniel 7:6

Descrição: um bode com um chifre, que se partiu, e 4 chifres surgiram em seu lugar

Daniel 8:5-8

Descrição: leopardo

Apocalipse 13:2

 

Reino: Roma (pernas) e Europa dividida (pés e 10 dedos)

Um reino forte como ferro, que esmagaria tudo a sua frente. Em seguida, vemos os reinos divididos, que seriam em parte fortes e em parte frágeis, mas que não mais se tornariam um só reino -  Daniel 2:40-43)

-

Reino que dominaria e esmagaria todo o mundo. Este reino iria dar origem a outros 10 reis. Um outro reino iria surgir e fazer com que três deles caíssem. Esse reino iria falar contra o Altíssimo; oprimiria os santos por um tempo, dois tempos e metade de um tempo; e tentaria alterar tempos e a lei-  Daniel 7:23-25

-

Reino: o chifre pequeno é um governante que iria se considerar superior aos outros; destruiria os homens poderosos e o povo santo;  teria sucesso por meio de seus enganos; e iria se opor ao Príncipe dos príncipes -  Daniel 8:23-25

Descrição: pernas de ferro e pés de ferro misturado com barro (10 dedos do pé estão implícitos)

Daniel 2:33

Descrição: uma besta com 10 chifres, dentes de ferro, e um pequeno chifre com olhos como um homem e uma boca que falava blasfêmias. Quando o chifre pequeno surgiu, 3 chifres foram destruídos.

Daniel 7:7-8

Descrição: um chifre pequeno que se achava  ser igual a Deus, e que cresceu excessivamente

Daniel 8:9-12

Descrição: 7 cabeças com um nome de blasfêmia sobre elas, 10 chifres com coroas, e uma boca para proferir blasfêmias; tendo autoridade para agir por quarenta e dois meses.

Apocalipse 13:1, 5

Descrição: uma mulher sentada sobre uma besta escarlate. A besta está cheia de nomes de blasfêmia e tem 7 cabeças e 10 chifres.

Apocalipse 17:3

 

   

Bíblia - JF de Almeida RC  

   
   
© Hello-Bible 2016