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5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.

6 Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem.

 

PARTE 2

 

*** Quem quer fazer mal às duas testemunhas? ***: Apocalipse 11:1-2 falou sobre a restauração da comunicação entre Deus e Seu povo. Deus estava garantindo a Seus filhos que aqueles que escolhessem se conectar a Ele teriam uma linha direta de comunicação, e seriam protegidos pela Sua presença. Apocalipse 11:3-4 falou mais especificamente sobre quem vai fazer a obra de Deus, espalhando a sua mensagem na Terra: Suas duas testemunhas. Elas têm o mesmo propósito, e irão apresentar o caráter de Deus para o mundo. Esta mensagem é realizada pelo poder do próprio Deus, através da Bíblia e de Sua Igreja. Apocalipse 11:5-6 apresenta mais uma característica das duas testemunhas: elas têm poderes especiais. Em sua missão de difundir a verdade, elas terão que enfrentar oposição, assim como Jesus declarou: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33). O próprio alvo de seu testemunho é o que poderá prejudicá-las: o mundo. A expressão "o mundo" é uma referência ao grupo no átrio exterior, os que não deverão ser medidos (Apocalipse 11:2). "O mundo" é o equivalente a "aqueles que habitam sobre a terra". (Veja os estudos #42 e #56).

*** Poder 1: fogo que sai da sua boca ***: O primeiro poder é o fogo que poderá sair de sua boca, que tem a capacidade de devorar seus inimigos (Apocalipse 11: 5). No estudo #72, aprendemos que as duas testemunhas são a Bíblia e a Igreja. Esse grande poder saindo da boca das testemunhas nos lembra da espada de dois gumes saindo da boca de Jesus (Apocalipse 1:16; Apocalipse 2:12,16). Hebreus 4:12 diz: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração". A Palavra de Deus é a defesa de Seus seguidores. Existe poder na Palavra de Deus, porque Ele é a fonte da mensagem. Os seguidores de Deus se defendem ao continuarem a falar da Verdade. A Verdade é o que protege os cidadãos do Céu, e é o que devora os habitantes da Terra. Ao rejeitarem o Evangelho, os inimigos de Deus estarão escolhendo a sua própria destruição.

O simbolismo visto neste verso, de um fogo consumidor descendo para acudir os servos de Deus, também nos lembra a história de Elias e os soldados enviados pelo rei Acazias. O rei estava doente e enviou mensageiros para perguntar a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se ele se recuperaria dessa doença. (2 Reis 1:2). Deus mandou Elias interceptar os mensageiros, e enviar de volta uma mensagem ao rei Acazias. Deus desaprovava os comportamentos pagãos que o rei de Israel estava exibindo. Por três vezes, o rei mandou soldados para prenderem Elias. Nas duas primeiras vezes, desceu fogo do céu que consumiu os soldados ao chegaram perto da casa de Elias. Deus estava claramente protegendo a vida de Seu profeta.

Nós vemos na Bíblia o poder que a Palavra de Deus tem. No livro de Jeremias, temos a descrição de quão sério Deus considera o que Ele mesmo diz. Por causa da desobediência do povo, Deus disse a Jeremias que Ele iria transformar a mensagem na boca do profeta em fogo, e Ele iria transformar as pessoas em madeira, de modo que eles seriam consumidos pela Palavra de Deus (Jeremias 5:14). Israel estava indo por um caminho muito perigoso. Jeremias disse: "Negaram ao Senhor, e disseram: Não é ele; nem mal nos sobrevirá, nem veremos espada nem fome." (Jeremias 5:12). Eles estavam dizendo coisas que eram o oposto ao que Deus havia dito anteriormente. Eles estavam negando a Palavra de Deus. Essa mesma Palavra é o que iria consumir as pessoas desobedientes.

Note que tanto no relato do profeta Jeremias, quanto no de João, o fogo vem de Deus. O poder é realmente proveniente do Senhor, e não do próprio profeta. Deus é Quem é responsável pela defesa de Seu povo e Sua mensagem. Aqueles que vivem dentro da Verdade encontram liberdade e segurança, enquanto os que estão do lado de fora serão destruídos. A destruição não vem sem aviso. Desde o princípio, Deus disse a Adão e Eva que se eles escolhessem o pecado, eles certamente morreriam (Gênesis 2:17). Quando Deus acende Sua luz de perfeição e completa glória, a escuridão deixa de existir. É por isso que Ele insiste com o Seu povo para que se voltem para Ele e O escolham novamente, para que eles não sejam destruídos. Aqueles que optarem por se opor à Sua Verdade terão que enfrentar sérias consequências. Deus respeita a liberdade de escolha das pessoas a tal ponto que Ele lhes permite escolher de que lado preferem ficar: da vida ou da morte.

*** Poder 2: controlar a chuva ***: O segundo poder atribuído às duas testemunhas é o poder "para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia". Esta é outra referência a Elias. O rei Acabe havia conduzido os israelitas à uma profunda situação de paganismo. Devido a esta terrível apostasia, Deus enviou Elias para dar um aviso ao rei. Se não se arrependessem, Deus enviaria uma seca que duraria 3,5 anos (o que equivale a 42 meses ou 1.260 dias - Lucas 4:25; Tiago 5:17). Durante esse tempo, muitos profetas de Deus foram perseguidos e precisaram se esconder (1 Reis 18: 4). Esse líder da nação de Israel foi o mais perverso de todos (1 Reis 16:30), e não quis mudar sua maneira de agir. O período de 42 meses é significativo na história de Elias, e é um paralelo ao período descrito em Apocalipse em que as duas testemunhas estariam profetizando vestidas de saco (Apocalipse 11:3). Para Elias e os profetas restantes, este foi um momento difícil, mas mesmo assim, eles nunca ficaram sem a proteção e cuidado do Senhor. Eles passaram por um período de fome espiritual e física por causa das más escolhas feitas por aqueles que rejeitavam a mensagem de Deus.

*** Poder 3: transformar água em sangue ***: O terceiro poder nos lembra de uma outra pessoa na Bíblia: Moisés. Deus deu a Moisés as palavras para falar com faraó: "Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue." (Êxodo 7:17). Esta foi a primeira praga que caiu sobre o Egito. Deus mencionou o objetivo da praga: "Nisto saberás que eu sou o Senhor". Os egípcios adoravam muitos ídolos, inclusive o rio Nilo. Com essa praga, Deus estava mostrando a eles que Ele era mais poderoso do que o rio. Mais uma vez, a verdade de Deus estava quebrando as mentiras do inimigo.

*** Poder 4: ferir a terra com pragas ***: O quarto poder é também uma referência ao resto das pragas do Egito (Êxodo 7-11). Apocalipse 11:6 menciona uma cláusula adicional a esse poder: as duas testemunhas podem ferir a terra com essas pragas quantas vezes elas quiserem. Num primeiro momento, isso parece estranho, porque as tendências humanas naturais são de vingança e abuso deliberado do poder. A diferença aqui é que esse poder está disponível apenas para os verdadeiros seguidores, as verdadeiras testemunhas. Eles estão a serviço do Criador. Como vimos em Apocalipse 11:1-4, eles não podem ter acesso a tal poder a menos que estejam ligados a Deus e a serviço da divulgação da verdade. Assim como o fogo que veio do céu, as pragas também são enviadas por Deus. As testemunhas são o meio pelo qual Deus envia Sua mensagem para a Terra. Já que elas estão sempre dispostas a seguir as instruções de Deus, elas têm o poder de passar a Sua mensagem adiante muitas vezes, assim como Seu servo Moisés. O propósito da mensagem nunca muda: trazer as pessoas para Deus, para que tenham a oportunidade de escolher reconhecer que Deus é o Senhor e Salvador.

*** Visão Geral ***: No estudo #72 aprendemos que as duas testemunhas exercem o papel de rei e sacerdote. Elas têm uma missão profética e real/celestial. Com base na descrição das duas testemunhas mencionadas em Apocalipse 11:5-6, vemos ainda um outro aspecto do seu papel profético. Estão demonstrando um poder semelhante ao de Elias e de Moisés. Elas são preenchidas com o Espírito Santo. Elas mergulham fundo no trabalho da pregação do Evangelho, não por causa de quão forte elas são, mas por causa de quão forte é Aquele a Quem elas servem. Como agentes da Palavra de Deus, as duas testemunhas são capazes de mostrar aos outros quem é Deus, "Não por força, nem por poder, mas pelo espírito [de Deus]" (Zacarias 4:6). No Monte da Transfiguração, Moisés e Elias vieram falar com Jesus a respeito dos momentos finais da vida de Jesus na Terra (Lucas 9:31). Este momento foi um vislumbre do que a Segunda Vinda será: Moisés representando aqueles que morreram no Senhor, e Elias representando aqueles que estarão vivos na Segunda Vinda (veja 1 Tessalonicenses 4:15-17). Em Malaquias 4:5-6 lemos uma profecia sobre a vinda de Elias, que acontecerá antes do Dia do Senhor. Isso não significa que o próprio Elias virá para o nosso planeta para retomar o seu ministério aqui. Podemos entender os que fazem parte do povo de Deus vivendo durante os últimos dias serão Suas poderosas testemunhas, assim como Seus profetas foram no passado.

5 And if any man will hurt them, fire proceeds out of their mouth, and devours their enemies: and if any man will hurt them, he must in this manner be killed.

6 These have power to shut heaven, that it rain not in the days of their prophecy: and have power over waters to turn them to blood, and to smite the earth with all plagues, as often as they will.

 

PART 2

 

*** Who would want to hurt the two witnesses ***: Revelation 11:1-2 talked about the restoration of the communication between God and His people. God was assuring His children that those who choose to connect to Him will have a direct line of communication, and will be protected inside His presence. Revelation 11:3-4 talked more specifically about who will be doing God's work, and spreading His message on Earth: His two witnesses. They have the same purpose and will present the character of God to the world. This message is carried out by the power of God Himself, through the Bible and His Church. Revelation 11:5-6 presents yet another characteristic of the two witnesses: they have special powers. In their mission to spread the Truth, they will face opposition, as Jesus stated: "These things I have spoken unto you, that in me you might have peace. In the world you shall have tribulation: but be of good cheer; I have overcome the world." (John 16:33). The very target of their witnessing is what could hurt them: the world. The expression "the world" is a reference to the group in the outer court, the ones who are not to be measured (Revelation 11:2). "The world" is the equivalent to "those who dwell on the earth". (See study #42 and #56).

*** Power 1: a fire that comes out of their mouth ***: Power number one is "fire proceeds out of their mouth", which has the ability to "devour their enemies" (Revelation 11:5). In study #72, we learned that the two witnesses are the Bible and the Church. Such a strong power coming out of the witnesses' mouth reminds us of the two edge sword coming out of Jesus' mouth (Revelation 1:16; Revelation 2:12,16). Hebrews 4:12 says: "For the word of God is living, and powerful, and sharper than any two-edged sword, piercing even to the dividing asunder of soul and spirit, and of the joints and marrow, and is a discerner of the thoughts and intents of the heart." God's Words are the defense of His followers. There is power in the Word of God because He is the source of the message. God's followers defend themselves by continuing to speak the Truth. The Truth is what protects the citizens of Heaven, and is what devours the dwellers of the Earth. By rejecting the Gospel, the enemies of God will be choosing their own destruction.

The symbolism seen in this verse, of a consuming fire coming down to the aide of the servants of God, also reminds us of the story of Elijah and the soldiers sent by king Ahaziah. The king was sick and ordered a messenger to "inquire of Baal-zebub the god of Ekron whether [he would] recover of this disease." (2 Kings 1:2). God sent Elijah to intercept this messenger and send back a message from God to king Ahaziah. God disapproved of the pagan behaviors the king of Israel was displaying. For three times, the king sent soldiers to arrest Elijah. The first two times, fire came down from heaven and consumed the soldiers when they arrived at Elijah's place. God was clearly protecting the life of His prophet.

We see in the Bible the power that the Word of God has. In the book of Jeremiah, we have the description of how strong and how serious God is about what He says. Because of the people's disobedience, God told Jeremiah He would turn the message in the prophet's mouth into fire, and He would turn the people into wood, so they would be consumed by the Word of God (Jeremiah 5:14). Israel was going down a very dangerous path. Jeremiah said: "They have lied about the LORD, and said, It is not he; neither shall evil come upon us; neither shall we see sword nor famine" (Jeremiah 5:12). They were saying things which were opposite to what God had previously said. They were denying the Word of God. That same Word is what would consume the disobedient people.

Note that both in Jeremiah and in John's texts, the fire comes from God. The power is really coming from the Lord, not the prophet himself. God is the One who is in charge of the defense of His people and His message. Those living inside the Truth find liberty and safety, while the ones standing outside of it are destroyed. Destruction doesn't come without warning. From the beginning, God told Adam and Eve that if they decided to choose sin, they would certainly die (Genesis 2:17). When God turns on His light of perfection and full glory, darkness ceases to exist. That is why He insists with His people to come back to Him, to choose Him again, so they won't be destroyed. Those who choose to oppose His Truth will have to face serious consequences. God respects people's freedom of choice to such an extent that He will allow them to choose whichever side they prefer: life or death.

*** Power 2: to control the rain ***: The second power listed for the two witnesses is the power "to shut heaven, that it rain not in the days of their prophecy". This is another reference to Elijah. King Ahab had driven the Israelites into deep pagan worship. Because of this terrible apostasy, God sent Elijah to warn the king. If they didn't repent, God would send a drought that would last 3.5 years (which equals to 42 months or 1260 days - Luke 4:25; James 5:17). During that time, many prophets of God were being persecuted, and in hiding (1 Kings 18:4). The leader of the nation of Israel was the most wicked of all (1 Kings 16:30) and did not wish to change his ways. The 42-month period is significant in the story of Elijah and parallels the period the two witnesses would be prophesying in sackcloth (Revelation 11:3). For Elijah and the remaining prophets, this was a difficult time but even then, they were never without the protection and care of the Lord. They went through a period of spiritual and physical famine because of the poor choices the ones rejecting God's message were making.

*** Power 3: turn water into blood ***: The third power reminds us of another person in the Bible: Moses. God gave Moses the words to speak to Pharaoh: "Thus says the LORD, In this you shall know that I am the LORD: behold, I will strike with the rod that is in my hand upon the waters which are in the river, and they shall be turned to blood." (Exodus 7:17). This was the first plague falling on Egypt. God mentioned the goal of the plague: "In this you shall know that I am the LORD". The Egyptians worshiped many idols, including the Nile river. With this plague, God was showing them that He was more powerful than the river. Once again, God's truth was shattering enemy lies.

*** Power 4: smite the Earth with plagues ***: The fourth power is also a reference to the rest of the Egyptian plagues (Exodus 7-11). Revelation 11:6 even mentions an additional clause to it: the two witnesses can smite the earth with those plagues as often as they want. At first, this seems strange, because the natural human tendencies would be that of revenge and deliberate abuse of power. The difference here is that this power is only available to the true followers, the true witnesses. They are in the service of the Creator. As we saw in Revelation 11:1-4, they cannot have access to such power unless they are connected to God and in the business of spreading the Truth. Just like the fire that came from heaven, the plagues are also sent by God. The witnesses are the vessel by which God sends His message to the Earth. Since they are always willing to follow God's instructions, they have the power to deliver His message quite often, just like His servant Moses. And the purpose of the message never changes: to bring people to God, so they have the choice to recognize that God is the Lord and Savior.

*** Overview ***: In study #72 we learned that the two witnesses come serving the role of king and priest. They have a prophetic and a heavenly royal mission. Based on the description of the two witnesses we read in Revelation 11:5-6, we see yet another aspect of their prophetic role. They come displaying a similar power to that of Elijah and Moses. They are filled with the Holy Spirit. They dive in profound work, spreading the Gospel, not because of how strong they are, but because of how strong the One they serve is. As agents of the Word of God, the two witnesses are able to show others who God is "Not by might, nor by power, but by [God's] spirit" (Zechariah 4:6). At the Mount of Transfiguration, Moses and Elijah came to talk to Jesus about the final moments of Jesus' life on Earth (Luke 9:31). This was a glimpse of what the Second Coming will be: Moses representing those who died in the Lord, and Elijah representing those who will be alive at the second coming (see 1 Thessalonians 4:15-17). In Malachi 4:5-6 we read a prophecy regarding the coming of Elijah before the coming of the Day of the Lord. This doesn't mean that Elijah himself will come to our planet and resume his ministry here. We can understand that God's people living during the last days will be powerful witnesses for God, just like His prophets were in the past.

3  E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.

4  Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.

 

Parte 1

 

*** Duas testemunhas vestidas de saco ***: A mesma voz do Céu continuou falando com John na visão (veja os estudos #70 e #71). A voz tinha o poder de mandar João medir o templo, o altar, e os adoradores, e para não medir o átrio exterior (Apocalipse 11:1-2). Ele também tinha o poder de autorizar duas testemunhas a profetizarem por um tempo muito longo (Apocalipse 11:3). John continuou a receber uma mensagem diretamente de Deus, mencionando duas testemunhas. Mas quem são elas?

O que elas fazem?: As duas testemunhas não parecem ter o poder por conta própria para realizar a missão de Deus. Elas são capazes de seguir em frente com a tarefa porque esse é o plano de Deus. As duas testemunhas foram enviadas para profetizar, assim como João havia sido ordenado no início da visão (Apocalipse 10:11). Como vimos no estudo # 69, a palavra profetizar significa "'pregar' fortalecido pelo poder divino prenunciando, profetizando". Essa é a primeira pista que temos para nos ajudar a identificar as duas testemunhas: elas pregam a mensagem de Deus, através da inspiração divina.

O que elas vestem?: De acordo com Apocalipse 11:3, as duas testemunhas estão vestidas de saco. A palavra 'saco' foi usada anteriormente em Apocalipse 6:12 para descrever o escurecimento do sol. Nessa comparação, podemos ver que saco era um tecido escuro feito de pelos humanos e de animais. Não é de surpreender que o pano de saco ou roupa peluda era o vestuário típico dos profetas na Bíblia (Isaías 20: 2; Zacarias 13:4;  2 Reis 1:8; Mateus 3:4). Essa roupa também era usada como um símbolo de arrependimento, amargura, e humildade diante de Deus (1 Reis 21:27;  2 Reis 19:1; Isaías 37:1-2; Daniel 9:3; Joel 1: 8; Jonas 3:5 -8). A roupa das duas testemunhas sugere que elas têm um papel profético. Elas carregam uma mensagem de Deus. E como os profetas da Bíblia, elas sofrem muito em sua missão, muitas vezes perseguidos, rejeitados, e mortos.

Duração do seu testemunho enquanto vestidas de saco: Mais uma vez, vemos esse período profético dos 1260 dias. Este é o mesmo período que vimos em Apocalipse 11:2, quando o povo de Deus sofreria opressão nas mãos daqueles que não seguem a Verdade de Deus (veja os estudos #16, #20, #68#71 para uma explicação mais aprofundada). Esse período corresponde à Idade Média, um tempo em que o povo fiel de Deus sofreu terrivelmente.

*** As duas testemunhas são as duas oliveiras e dois castiçais ***: Apocalipse 11:4 nos dá um outro aspecto das duas testemunhas, para nos ajudar a identificá-las de forma mais clara. Este texto é uma referência à visão descrita em Zacarias 4. Na visão de Zacarias, ele viu um candelabro e duas oliveiras. As oliveiras eram os "dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra." (Zacarias 4:14). O sumo sacerdote Josué (Zacarias 3:1), e Zorobabel, o governador de Judá (Zacarias 4:6) representavam os dois ungidos. Estes dois homens estavam envolvidos na restauração do templo em Israel (Esdras 5:2; Zacarias 4:9; Ageu 2:2; Zacarias 4:9-10). As sete lâmpadas na visão de Zacarias eram os "os olhos do Senhor, que percorrem por toda a terra" (Zacarias 4:10). A Palavra de Deus a Zorobabel era a seguinte: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zacarias 4:6). Na visão de Zacarias, vemos que a restauração do templo teria que ser feita através da colaboração de dois líderes humanos: o sumo sacerdote e o governador. Um representa a liderança espiritual, e o outro representa o rei. Eles não estavam procurando satisfazer seus próprios desejos egoístas. Eles estavam seguindo as instruções de Deus. Na visão, eles são um símbolo daquilo que Deus espera de Seu povo: que eles se tornam reis e sacerdotes no serviço do Senhor. Agora que entendemos a referência de Zacarias 4, podemos ver que Apocalipse 11:4 descreve ainda um outro aspecto das duas testemunhas: o seu papel como rei e sacerdote (Apocalipse 1:6; Apocalipse 5:10), e objetivo de restauração da Verdade de Deus ao testemunharem pregando o Evangelho a todo o mundo.

*** Por que duas testemunhas? ***: A tradição judaica exigia que no mínimo duas a três testemunhas confirmassem uma ocorrência para que o testemunho pudesse ser considerado verdadeiro (Deuteronômio 19:15; Deuteronômio 17:6; Números 35:30; Mateus 18:16; João 8:17;  2 Coríntios 13:1; 1 Timóteo 5:19; Hebreus 10:28). É por isso que Jesus enviou os discípulos a pregar o Evangelho em grupos de dois (Marcos 6:7; Lucas 10:1). Esta prática continuou também durante a igreja primitiva (Atos 13:2; Atos 15:39-41).

*** Quem são as testemunhas de acordo com a Bíblia? ***: Existem vários pontos de vista sobre este assunto. É importante lembrar que apenas os pontos de vista que estão de acordo com a Bíblia devem ser tomados como verdade. Vamos ver o que a Bíblia tem a dizer sobre quem ela considerado como testemunhas de Deus:

1 João 5:7-12 - A Trindade, e aqueles que acreditam que a vida está em Jesus: "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida."

Apocalipse 1:5 - Jesus Cristo: "E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados"

João 5:39 - as Escrituras: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”.

Lucas 24:27, 44 - Moisés e os profetas, e os Salmos: "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras." "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos."

Apocalipse 1:2, 9 - O livro do Apocalipse contém a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus: "O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto." "Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo"

João 15:27 - Os discípulos: "E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio."

Lucas 24:46-48 - Os discípulos: "E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas."

Atos 2:32; Atos 3:15 - Aqueles que testemunharam a morte e ressurreição de Cristo: "Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas." "E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas."

- Atos 1:8; Atos 5:32 - A igreja: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra." "E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem."

*** Visão Geral ***: As duas testemunhas trazem uma mensagem que está garantida ser verdadeira. Elas vêm de uma maneira humilde mas com uma mensagem corajosa, assim como vinham os profetas na Bíblia. Sua mensagem tem o objetivo de trazer as pessoas de volta a Deus. Eles fazem isso em sua capacidade de sacerdote e rei no serviço do Senhor. A Bíblia nos diz que Deus tinha suas testemunhas desde o início dos tempos. As duas primeiras testemunhas são parte da Trindade. Os três membros são testemunhas um do outro (João 3:16; João 15:8; João 16:7-8; Mateus 17:5; João 5:36-37;  1 Coríntios 2:12; João 15:26;  1 João 4:2;  1 João 2:23; Romanos 8:14-15). A próxima referência bíblica como testemunha de Deus é a própria Bíblia, através dos livros da lei, os livros dos Profetas e os Salmos. Estes compunham a Bíblia nos tempos antigos. Do ponto de vista de João, ainda não havia o Novo Testamento. É importante compreender claramente que para nós hoje, vivendo nos tempos modernos, podemos incluir os ensinamentos do Novo Testamento como sendo uma testemunha, por ser a própria descrição do ministério do Messias na Terra. A Igreja é a próxima testemunha, mencionada na Bíblia, representada pelos discípulos, João, e aqueles que testemunharam a morte e ressurreição de Jesus. Para resumir, temos aqui três testemunhas: Deus, a Bíblia, e a Igreja. Apocalipse 1:3 começa por dizer que Deus "dará poder a [Suas] duas testemunhas". E esta é a grande pista que precisávamos para saber quem são as duas testemunhas mencionadas em Apocalipse 11: A Bíblia e a Igreja. Sem o poder de Deus, a Igreja seria incapaz de levar a diante a mensagem contida na Bíblia. Sem o poder de Deus, não poderia haver a compreensão da mensagem contida na Sua Palavra. A mensagem seria apenas tinta nas páginas de um livro. As duas testemunhas devem andar unidas, como uma unidade, levando a Palavra de Deus "até aos confins da terra" (Atos 1:8). Elas têm o mesmo propósito: restaurar a Verdade de Deus.

3  And I will give power unto my two witnesses, and they shall prophesy a thousand two hundred and three score days, clothed in sackcloth.

4  These are the two olive trees, and the two lampstands standing before the God of the earth.

 

PART 1

 

*** Two witnesses clothed in sackcloth ***: The same voice from Heaven kept talking to John in the vision (see studies #70 and #71). The voice had the power to command John to measure the temple, the altar, and the worshipers, and not to measure the outer court (Revelation 11:1-2). It also had the power to authorize two witnesses to prophesy for a very long time (Revelation 11:3). John continued to hear a message directly from God. But who are these two witnesses?

What do they do?: The two witnesses do not seem to have power on their own to carry out God's mission. They are able to move on with the task because that is God's plan. The two witnesses were commissioned to prophesy, just like John had been earlier in the vision (Revelation 10:11). As we saw in study #69, the word prophesy means to "'speak forth' in divinely-empowered forth telling or foretelling". Ths is the first clue we have to help us identify the two witnesses: they preach God's message, through divine inspiration.

What do they wear?: According to Revelation 11:3, the two witnesses are clothed in sackcloth. The word 'sackcloth' was used previously in Revelation 6:12 to describe the darkening of the sun. In that comparison, we can see that sackcloth was a dark fabric made of human and animal hair. Not surprisingly, sackcloth or hairy clothing was the typical outfit of prophets in the Bible (Isaiah 20:2; Zechariah 13:4;  2 Kings 1:8; Matthew 3:4). It was also used as a symbol of repentance, bitterness, and humbleness before God (1 Kings 21:27;  2 Kings 19:1; Isaiah 37:1-2; Daniel 9:3; Joel 1:8; Jonah 3:5-8). The outfit of the two witnesses suggests they have a prophetic role. They carry a message from God. And as the prophets in the Bible, they suffer greatly in their mission. They are often persecuted, rejected, and killed.

Duration of their witnessing while wearing sackcloth: Once again, we see this prophetic period of 1260 days. This is the same period we saw in Revelation 11:2, when the people of God would suffer oppression in the hand of those who do not follow God's Truth (see studies #16, #20, #68 and #71 for a more in-depth explanation). This period corresponds to the Dark Ages, a time when the faithful people of God suffered terribly.

*** The two witnesses are the two olive trees and two lampstands ***: Revelation 11:4 gives us another aspect of the two witnesses, to help us identify them more clearly. This text is a reference to the vision described in Zechariah 4. In Zechariah's vision, he saw one lampstand and two olive trees. The olive trees were the "two anointed ones, that stand by the Lord of the whole earth." (Zechariah 4:14). The two anointed ones were Joshua the high priest (Zechariah 3:1), and Zerubbabel, the governor of Judea (Zechariah 4:6). These two men were involved in the restoration of the temple in Israel (Ezra 5:2; Zechariah 4:9; Haggai 2:2; Zechariah 4:9-10). The seven lamps in Zechariah's vision were the "the eyes of the LORD, which run to and fro through the whole earth" (Zechariah 4:10). The Word of God to Zerubbabel was this: "Not by might, nor by power, but by my spirit" (Zechariah 4:6). In Zechariah's vision, we see that the restoration of the temple will need to be done through the collaboration of two human leaders: the high priest and the governor. One represents the spiritual leadership, and the other represents the king. These two are not set to satisfy their own selfish desires. They are following God's instructions. In the vision, they are a symbol of what God expects of His people: that they become kings and priests in the service of the Lord. Now that we understand the reference to Zechariah 4, we can see that Revelation 11:4 describes another aspect of the two witnesses: their role as king and priest (Revelation 1:6; Revelation 5:10), in the business of restoring God's Truth as they testify by preaching the Gospel to the world.

*** Why two witnesses? ***: The Jewish custom required that at least two to three witnesses confirm a story so the testimony could be deemed true (Deuteronomy 19:15; Deuteronomy 17:6; Numbers 35:30; Matthew 18:16; John 8:17;  2 Corinthians 13:1;  1 Timothy 5:19; Hebrews 10:28). That is why Jesus sent the disciples to preach the Gospel in groups of two (Mark 6:7; Luke 10:1). And this practice continued through the early church as well (Acts 13:2; Acts 15:39-41).

*** Who does the Bible say are the witnesses? ***: There are several views on this subject. It is important to remember that only the views which are according to the Bible should be taken as true. Let's see what the Bible has to say about who is considered to be God's witnesses:

1 John 5:7-12 - The Trinity, and those who believe that Life is in Jesus: "For there are three that bear witness in heaven, the Father, the Word, and the Holy Spirit: and these three are one. And there are three that bear witness in earth, the Spirit, and the water, and the blood: and these three agree in one. If we receive the witness of men, the witness of God is greater: for this is the witness of God which he has testified of his Son. He that believes on the Son of God has the witness in himself: he that believes not God has made him a liar; because he believes not the witness that God gave of his Son. And this is the witness, that God has given to us eternal life, and this life is in his Son. He that has the Son has life; and he that has not the Son of God has not life."

Revelation 1:5 - Jesus Christ: "And from Jesus Christ, who is the faithful witness, and the first begotten of the dead, and the prince of the kings of the earth. Unto him that loves us, and washed us from our sins in his own blood"

John 5:39 - The Scriptures: "Search the scriptures; for in them you think you have eternal life: and they are they which testify of me."

Luke 24:27, 44 - Moses and the prophets, and Psalms: "And beginning at Moses and all the prophets, he expounded unto them in all the scriptures the things concerning himself." "And he said unto them, These are the words which I spoke unto you, while I was yet with you, that all things must be fulfilled, which were written in the law of Moses, and in the prophets, and in the psalms, concerning me."

Revelation 1:2, 9 - The book of Revelation carrying the Word of God and the testimony of Jesus: "Who bore witness of the word of God, and of the testimony of Jesus Christ, and of all things that he saw." "I John, who also am your brother, and companion in tribulation, and in the kingdom and patience of Jesus Christ, was in the isle that is called Patmos, for the word of God, and for the testimony of Jesus Christ."

John 15:27 - The disciples: "And you also shall bear witness, because you have been with me from the beginning."

Luke 24:46-48 - The disciples: "And said unto them, Thus it is written, and thus it was fit for Christ to suffer, and to rise from the dead the third day: And that repentance and remission of sins should be preached in his name among all nations, beginning at Jerusalem. And you are witnesses of these things."

Acts 2:32; Acts 3:15 - Those who witnessed the death and resurrection of Christ: "This Jesus has God raised up, of which we all are witnesses." "And killed the Prince of life, whom God has raised from the dead; of which we are witnesses."

Acts 1:8; Acts 5:32 - The church: "But you shall receive power, after the Holy Spirit has come upon you: and you shall be witnesses unto me both in Jerusalem, and in all Judea, and in Samaria, and unto the uttermost part of the earth." "And we are his witnesses of these things; and so is also the Holy Spirit, whom God has given to them that obey him."

*** Overview ***: The two witnesses bring a message that is confirmed to be true. They come in a humble manner with a bold message, much like the prophets in the Bible did. They preach a message which has the goal to bring people back to God. They do so in their capacity of priest and king in the service of the Lord Himself. The Bible tells us that God has had His witnesses from the beginning of the Ages. The first two witnesses are part of the Trinity. They testify of each other (John 3:16; John 15:8; John 16:7-8; Matthew 17:5; John 5:36-37;  1 Corinthians 2:12; John 15:26;  1 John 4:2;  1 John 2:23; Romans 8:14-15). The next Biblical reference as God's witness is the Bible itself, through the books of the law, the books of the Prophets, and Psalms. These made up what the Bible in Ancient times. There was no New Testament yet from Johns perspective. It is important to understand that for our modern times, we can clearly include the New Testament teachings as being a witness, as it is the actual account of the Messiah's ministry on Earth. The Church is the next witness, mentioned in the Bible, represented by the disciples, John, and those who witnessed Jesus' death and resurrection. In summary, we have here three witnesses: the Godhead, the Bible, and the Church. Revelation 1:3 starts by saying that God "will give power unto [His] two witnesses". And this is the big clue we needed to see who are the two witnesses mentioned in Revelation 11: The Bible and the Church. Without God's power, the Church would be unable to carry out the message contained in the Bible. Without God's power, there can't be any understanding of the message contained in His Word. The message would be just ink on the pages of a book. The two witnesses must go hand in hand, as one unit, taking God's Word "unto the uttermost part of the earth" (Acts 1:8). They have a purpose: to restore God's Truth.

2  E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.

 

PARTE 2

 

*** O Átrio Externo ***: Nas medidas anotadas por Ezequiel, vemos a menção a um pátio interior e um exterior (Ezequiel 40:17,19,27,44; Ezequiel 42:1,3,7-9). No tempo de João, o templo havia passado por algumas renovações desde a reconstrução descrita por Ezequiel, mas também continha esses dois átrios. O átrio interior era dividido em três áreas: o Átrio das mulheres, o átrio dos israelitas e o átrio dos sacerdotes. O átrio exterior era o átrio dos gentios. Os gentios não eram israelitas e só podiam entrar até a parte do átrio exterior. Havia alí uma barreira demarcando os limites daquela área. Qualquer gentio que ultrapassasse esses limites iria sofrer a pena de morte. Apocalipse 11:2 diz que o átrio exterior tinha sido dado aos gentios, ou às nações como algumas versões dizem. O versículo diz que este átrio fica do lado de "fora do templo". Este é um contraste ao lugar onde o povo de Deus está: os adoradores estão dentro do templo (Apocalipse 11:1).

*** Não meça ***: Em Apocalipse 11:1, João foi chamado para medir o templo de Deus, o altar e os adoradores. No versículo 2, ele recebe a ordem para não medir o átrio exterior porque este tinha sido dado aos gentios. Quando Ezequiel presenciou a medição do templo em sua visão, Deus disse: "Assim diz o Senhor DEUS: Nenhum estrangeiro, incircunciso de coração ou incircunciso de carne, entrará no meu santuário, dentre os estrangeiros que se acharem no meio dos filhos de Israel." (Ezequiel 44:9). Note que Deus qualificou o estrangeiro: "incircunciso de coração ou incircunciso de carne". Esses são os não-crentes. Trazendo este conceito para o versículo de Apocalipse 11:2, podemos entender que as nações ou gentios ali mencionados, são os que não acreditam verdadeiramente na mensagem de Deus. Estão em oposição ao povo de Deus. Eles não têm uma verdadeira conexão com Deus. Como vimos no estudo #70, a medição tem a ver com a ligação que Deus fez e ofereceu a seus seguidores. As "nações" não estão procurando ter uma ligação com Deus, e por isso não podem fazer parte da medição. Apocalipse 21:15-17 também nos dá as medidas de um outro edifício. A Nova Jerusalém foi medida com uma vara de ouro (Apocalipse 21:15). A Nova Jerusalém é onde Deus irá morar na Nova Terra. Neste sentido, a Nova Jerusalém é um símbolo para o templo de Deus na Nova Terra (Apocalipse 21:2-3). Quem poderá entrar são os "que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro" (Apocalipse 21:27). "Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." (Apocalipse 22:14). Do lado de fora dos limites da cidade estão aqueles que decidiram fazer exatamente o oposto. A Bíblia diz: "Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apocalipse 22:15).

*** Pisarão por quarenta e dois meses ***: No Antigo Testamento, a expressão "pisotear" ou "pisar" era usada para se referir à opressão que povo de Deus sofreria sob o domínio do inimigo: "Só por um pouco de tempo o teu santo povo a possuiu; nossos adversários pisaram o teu santuário." (Isaías 63:18. Veja também Jeremias 12:10). Também vemos essa expressão no livro de Daniel (Daniel 7:7,19,23), e nas palavras de Jesus (Lucas 21:24). Vemos também a oposição ao povo de Deus em Apocalipse 13:1-10. Existe uma ligação muito forte entre as passagens em Daniel e Apocalipse a respeito do pisar sobre o povo de Deus. Todos esses versos mencionam que essa opressão duraria quarenta e dois meses. Como já dissemos muitas vezes em estudos anteriores, em profecia, o tempo deve ser entendido de forma diferente, onde 1 dia profético = 1 ano literal (Ezequiel 4:6,7; Números 14:34; Levítico 25:8; veja também os estudos #16, #20 e #68 para obter uma explicação mais detalhada). Vamos comparar algumas das passagens envolvendo o pisoteamento do povo de Deus pelos gentios.

 

 
Daniel * 7 e 12
Lucas 21
Apocalipse 11
Apocalipse 12
Apocalipse 13
O pisoteamento Um poder que "consumirá os santos do Altíssimo" (Daniel 7:25) "e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem." (Lucas 21:24) "e pisarão a cidade santa" (Apocalipse 11:2) O dragão "perseguiu a mulher" (Apocalipse 12:13)
" E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação." (Apocalipse 13:7)
 
"E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu." (Apocalipse 13:6)
Duração
"os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo." (Daniel 7:25).
 
"isso seria para um tempo, dois tempos, e metade de um tempo. E quando tiverem acabado de despedaçar o poder do povo santo, cumprir-se-ão todas estas coisas." (Daniel 12:7)
"até que os tempos dos gentios se completem" (Lucas 21:24) "quarenta e dois meses" (Apocalipse 11:2) "para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente." (Apocalipse 12:14)
"e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses."
(Apocalipse 13:5)
Quem está pisoteando "um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços" (Daniel 7:23) "os gentios" (Lucas 21:24) "os gentios" (Apocalipse 11:2) Fugindo "da vista da serpente"(Apocalipse 12:14)
A besta que emerge do mar (Apocalipse 13:1-10)
 
"E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação." (Apocalipse 13:7)

 

*** Aplicação Profética ***: Em Lucas 21:24, Jesus estava se referindo à destruição permanente de Jerusalém no ano 70 AD, e também ao que iria acontecer durante o fim dos tempos. Ele traçou um paralelo entre os dois eventos. Quando comparamos todos estes versículos de Daniel, Lucas e Apocalipse, podemos ver que o povo de Deus são aqueles a quem Deus considera como sendo cidadãos do Céu. Aqueles a quem Ele fez "reis e sacerdotes" (Apocalipse 1:6; Apocalipse 5:10). O Seu povo é a Sua Igreja, simbolizada pela mulher que estava sendo perseguida pela serpente, a qual também é conhecida como Satanás (Apocalipse 12:7, veja também Apocalipse 12:9). Apocalipse 13:6 lança uma luz sobre a natureza do pisoteamento: "E [a besta que emerge do mar] abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu". Como veremos mais adiante em Apocalipse, a besta que emerge do mar é um poder político-religioso que engana todo o mundo e prega uma mensagem contrária à verdade de Deus. Esta entidade é capaz de fazer isso porque tem poder "sobre todas as tribos e línguas e nações" (Apocalipse 13:7). Em outras palavras, este poder controla o "gentios", e está sob a direção de Satanás. A Bíblia diz que Satanás engana o mundo inteiro (Apocalipse 12:9). Comparando esta besta que emerge do mar com a passagem em Daniel 7:23, podemos ver que esse poder está relacionado com o quarto reino, que seria "diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços". Quando estudamos Daniel 2 (estudo #3), vimos que o quarto reino foi o Império Romano, que foi representado pelas pernas de ferro. O Império Romano nunca foi realmente derrotado, como vemos nos livros de história. O Império Romano foi de uma certa forma, diluído ou dividido. E é exatamente isso que vemos retratado em Daniel 2: os pés e dedos de ferro misturado com barro (Daniel 2:41-43). O poder político-religioso pisoteando o povo de Deus é um poder liderado por Satanás e que tem raízes no Império Romano.

Este período profético de quarenta e dois meses é um período literal de mais de 1200 anos conhecido como a Idade Média, quando os cristãos sofreram terrivelmente. A Bíblia não era um livro permitido ao povo durante esses anos. O tempo profético de 42 meses ou 1260 anos literais aponta para a Idade Média, mas é uma referência para outros períodos de 42 meses mencionados na Bíblia. Dessa forma, podemos ver em contexto, o comportamento dos gentios e o comportamento do povo de Deus durante este período:

Elias: anunciou que um período de seca que duraria 42 meses (3,5 anos) cairia sobre a nação se Israel. A seca aconteceria devido à apostasia da liderança do povo de Deus (rei Acabe). Acabe levou o povo à idolatria e para longe dos ensinamentos de Deus. Poucos continuaram a ser fiéis. Assim como a mulher de Apocalipse 12, eles tiveram que fugir para o deserto ou se esconder em cavernas.

Jesus: Seu ministério durou cerca de 3,5 anos. Ele enfrentou muito sofrimento e perseguição pela liderança dos judeus, por causa da pregação da verdade. Ele foi fiel até a morte - que é a forma como Ele venceu e pode se assentar no trono do Pai (Apocalipse 3:21). Mas os líderes da nação judaica foram contra os ensinamentos de Jesus e não O receberam como o Messias (João 1:11; Mateus 26:57-68).

*** Visão Geral ***: Tanto no tempo de Elias, quanto durante o ministério de Jesus na Terra, a liderança do povo de Deus passou a fazer um trabalho contrário aos ensinamentos de Deus. Isso não quer dizer que a liderança de uma igreja local é inevitavelmente ímpia. As referências apontam para a liderança como um sistema. Quando o sistema que deveria seguir os mandamentos de Deus se afasta das instruções Divinas, automaticamente ele se alinha com inimigo de Deus e começa a fazer o trabalho de Satanás. Os fiéis seguidores dos mandamentos de Deus são a verdadeira igreja. Sua Igreja não é feita de pessoas carregando um título que atesta a legitimidade da igreja. O que conta não é dizer que são a igreja de Deus, mas sim viver realmente a verdade de Deus com sinceridade. A igreja fiel no tempo de Elias, e também no tempo antes da morte de Jesus, não estava representada pela liderança do povo. Qualquer pessoa ou qualquer sistema que não se encontre de acordo com a vara divina de medir, Deus o considera como sendo pagão: aqueles que habitam sobre a terra (Apocalipse 13:8; Apocalipse 17:8). E eles serão encontrados fora do templo de Deus, no átrio exterior. Os cidadãos do reino de Deus devem realmente ser confortados pela medição, porque Jesus só irá levar Consigo os verdadeiros adoradores de Deus. Somente eles irão poder entrar dentro templo de Deus no Céu.

2  But the court which is outside the temple leave out, and measure it not; for it is given unto the Gentiles: and the holy city shall they tread under foot forty and two months.

 

PART 2

 

*** Outer court ***: In the measurements noted by Ezekiel, we see the mention to an inner court and to an outer court (Ezekiel 40:17,19,27,44; Ezekiel 42:1,3,7-9). In John's time, the temple had gone through some renovation since the rebuilding described by Ezekiel, but it also had these two courts. The inner court was divided into three areas: the court of the women, the court of the Israelites, and the court of the priests. The outer court was the court of the Gentiles. The Gentiles, meaning non-Israelites, were only permitted to go to the outer court. There was a barrier demarcating the limits of that area. Any Gentile going beyond those limits would suffer the penalty of death. Revelation 11:2 said that the outer court had been given to the Gentiles, or to the nations, as some versions say. The verse says that this court "is outside the temple". This is a contrast to where God's people are: the worshipers are inside the temple (Revelation 11:1).

*** Do not measure ***: In Revelation 11:1, John was called to measure the temple of God, the altar, and the worshipers. In verse 2, he is told not to measure the outer court because it had been given to the Gentiles. When Ezekiel was witnessing the measuring of the temple in his vision, God said: "Thus says the Lord GOD; No foreigner, uncircumcised in heart, nor uncircumcised in flesh, shall enter into my sanctuary, of any foreigner that is among the children of Israel." (Ezekiel 44:9). Note that God qualified the foreigner: "uncircumcised in heart, nor uncircumcised in flesh". Those are the non-believers. Bringing this concept into the verse of Revelation 11:2, we can see that the nations or Gentiles do not truly believe God's message. They stand in opposition to God's people. They do not have a true connection with God. As we saw in study #70, the measuring has to do with the connection God has made available to His followers. The nations are not seeking to have a connection with God, therefore, they are not part of the measuring. Revelation 21:15-17 also gives us measurements of another building. The New Jerusalem was measured with a golden reed (Revelation 21:15). The New Jerusalem is where God will reside in the New Earth. In this sense, the New Jerusalem is a symbol for the temple of God in the New Earth (Revelation 21:2-3). Those who can enter it are the ones "who are written in the Lamb's book of life" (Revelation 21:27). "Blessed are they that do his commandments, that they may have right to the tree of life, and may enter in through the gates into the city." (Revelation 22:14). Outside the city limits are the ones who decided to do the exact opposite. The Bible says: "For outside are dogs, and sorcerers, and fornicators, and murderers, and idolaters, and whosoever loves and makes a lie." (Revelation 22:15).

*** Trampling over for forty-two months ***: In the Old Testament, the expression 'trample over' or 'trodden down' was used to refer to the oppression God's people suffered under enemy rule: "The people of your holiness have possessed it but a little while: our adversaries have trodden down your sanctuary." (Isaiah 63:18. Also see Jeremiah 12:10). We also see this expression in the book of Daniel (Daniel 7:7,19,23), and in the words of Jesus (Luke 21:24). We also see the trampling of the holy city in Revelation 13:1-10. There is a very close link between the passages in Daniel and Revelation, regarding the trampling over God's people. They all last forty-two months. As we've said many times in previous studies, in prophecy, time is to be understood differently, with 1 prophetic day = 1 literal year (Ezekiel 4:6,7; Numbers 14:34; Leviticus 25:8; please also see studies #16, #20 and #68 for a detailed explanation). Let's compare some of the passages involving the trampling of God's people by the Gentiles.

 

 
Daniel 7 and 12
Luke 21
Revelation 11
Revelation 12
Revelation 13
The trampling over A power that will "wear down the saints of the Highest One" (Daniel 7:25) "and Jerusalem will be trampled under foot by the Gentiles" (Luke 21:24) "they will tread under foot the holy city" (Revelation 11:2) The dragon "persecuted the woman" (Revelation 12:13)
"And it was given unto him to make war with the saints, and to overcome them: and power was given him over all tribes, and tongues, and nations." (Revelation 13:7)
 
"And he opened his mouth in blasphemy against God, to blaspheme his name, and his tabernacle, and them that dwell in heaven." (Revelation 13:6)
Duration
"and they will be given into his hand for a time, times, and half a time" (Daniel 7:25).
 
"it would be for a time, times, and half a time; and as soon as they finish shattering the power of the holy people, all these events will be completed" (Daniel 12:7)
"until the times of the Gentiles are fulfilled" (Luke 21:24) "for forty-two months" (Revelation 11:2) "into the wilderness, into her place, where she is nourished for a time, and times, and half a time" (Revelation 12:14) "And there was given unto him a mouth speaking great things and blasphemies; and power was given unto him to continue forty and two months." (Revelation 13:5)
Who is trampling "a fourth kingdom on the earth, which will be different from all the other kingdoms and will devour the whole earth and tread it down and crush it" (Daniel 7:23) "the Gentiles" (Luke 21:24) "the Gentiles" (Revelation 11:2) Running away "from the face of the serpent" (Revelation 12:14)
The sea beast (Revelation 13:1-10)
 
"was given him over all tribes, and tongues, and nations" (Revelation 13:7)

 

*** Prophetic Application ***: In Luke 21:24, Jesus was referring to the actual destruction of Jerusalem in the year 70 AD, and to what would happen during the end times. He was drawing a parallel between the two events. When we compare all these verses from Daniel, Luke, and Revelation, we can see that the people of God are the ones whom God consider as being citizens of Heaven. Those whom he made "kings and priests" (Revelation 1:6; Revelation 5:10). His people are His church, symbolized by the woman. The woman was being persecuted by the serpent, also known as Satan (Revelation 12:7, see also Revelation 12:9). Revelation 13 sheds some light over the nature of the trampling: "And [the sea beast] opened his mouth in blasphemy against God, to blaspheme his name, and his tabernacle, and them that dwell in heaven". As we will see later in Revelation, the sea beast is a politico-religious power that deceives the entire world and preaches a message contrary to God's truth. This entity is able to do that because it has power "over all tribes, and tongues, and nations" (Revelation 13:7). In other words, this power controls the "Gentiles", and it is under Satan's direction. The Bible says that Satan is the one deceiving the whole world (Revelation 12:9). Comparing this sea beast power with the passage in Daniel 7:23, we can see that this power has to do with the fourth kingdom, which is "different from all the other kingdoms and will devour the whole earth". When we studied Daniel 2 (study #3), we saw that the fourth kingdom was the Roman Empire, which was represented by the legs of iron. The Roman Empire was never really defeated, as we see in the History books. The Roman Empire was, in a way, diluted or divided. And that is exactly what we see portrayed in Daniel 2: the feet and toes of iron are mixed with clay (Daniel 2:41-43). The politico-religio power trampling over God's people is a power led by Satan and that has its roots in the Roman Empire.

This prophetic period of forty-two months is the period of more than 1200 years known as the Middle Ages when Christians suffered tremendously. The Bible was not allowed in the hand of the people during that time. The prophetic time of 42 months, or 1260 literal years, points to the Middle Ages but is a reference to other 42 month periods mentioned in the Bible. This way we can see in context the behavior of the Gentiles and the behavior of God's people during this period:

Elijah: He announced that a period of drought lasting 42-month (3.5 years) would fall over the nation if Israel. The drought happened because of the apostasy of the leadership of God's people (king Ahab). Ahab led the people into idolatry and away from God's teachings. Few continued to be faithful, but as the woman in Revelation 12, they had to flee into the wilderness or hide in caves.

Jesus: His ministry lasted about 3.5 years. He faced much suffering and persecution by the leadership of the Jews, as He spread the Truth. He was faithful to the point of death, and that is how He overcame and was able to sit in the Father's throne (Revelation 3:21). But the leaders of the Jewish nation were against Jesus' teachings and did not receive Him as the Messiah (John 1:11; Matthew 26:57-68).

*** Overview ***: Both in the time of Elijah and during Jesus' ministry on Earth, the leadership of God's people was doing work contrary to God's teachings. That is not to say that the leadership of a local church is inevitably wicked. The references are pointing to the leadership as a system. When the system which was supposed to follow God's commands move away from God's instructions, they automatically align themselves with God's enemy and start doing Satan's work instead. Those faithfully following God's commands are God's true church. His church is not made of people carrying a title that states they are God's church. What counts is not saying you are God's church, but actually living God's Truth with sincerity. His faithful church at the time of Elijah or prior to Jesus' death was not represented by the leadership of the people. Anyone or any system who is not aligning themselves with God's measuring reed is considered a Gentile: those who dwell on the earth (Revelation 13:8; Revelation 17:8). And they will be found outside of God's temple, in the outer court. The citizens of God's kingdom should actually be comforted by the measuring taking place because Jesus will only take with Him the true worshipers of God. They will be able to go inside the actual Temple of God in Heaven.

1  E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.

 

*** A vara de medir ***: A cana era uma planta longa e reta, utilizada como uma vara de medir. Mais uma vez, João deveria participar ativamente na visão. Ele deveria se levantar e medir diferentes itens. O verbo medir nesse versículo vem do grego metreó. Essa palavra também é usada em Mateus 7:2 e Marcos 4:24: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós." (Mateus 7:1,2). 2 Coríntios 10:12 também nos dá uma ideia do que a palavra metreó significa no contexto bíblico: "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento". De acordo com este versículo, os membros da Igreja de Corinto estavam "[medindo] a si mesmos", o que não era uma atitude muito sábia. Não temos condição de medir a nós mesmos "porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva." (2 Coríntios 10:18).

Essa vara de medir é muito especial porque ela pode medir não somente o templo de Deus, mas também o altar, bem como o povo. Tendo em mente os versos em Mateus 7:1-2, Marcos 4:24, e 2 Coríntios 10:12, podemos ver que apalavra metreó foi utilizada como uma medida que não deve ser feita de acordo com padrões humanos. Quando se trata de avaliação espiritual, qualquer medição deve ser feita apenas pelo equipamento providenciado por Deus. Ele está encarregado da vara que pode avaliar com precisão objetos e também pessoas. No Antigo Testamento, vemos um ato de medir como símbolo de julgamento, podendo decidir quem iria viver e quem iria morrer (2 Samuel 8:2).

*** Medir o templo de Deus ***: Ezequiel também foi chamado em uma visão para tomar notas sobre as medidas do templo (Ezequiel 40-42). No caso de Ezequiel, o objetivo era restaurar o templo em Israel e Israel enquanto nação (Ezequiel 39:25-29). Os israelitas tinham sido levados em cativeiro à Babilónia por causa da sua apostasia e desobediência. No tempo designado, Deus permitiu que regressassem à sua terra e que restaurassem não somente o templo, mas também os rituais de sacrifício, e a prórpria nação de Israel. O ritual de sacrifício era uma forma tangível que as pessoas tinham para representar sua conexão com Deus. A restauração do Templo significaria uma reconexão com o Criador. O primeiro item da lista de coisas a serem medidas era o Templo de Deus (Apocalipse 1:1). João estava sendo chamado para medir a naos (ou naon), que é a palavra grega usada para a parte mais íntima do templo, o lugar Santíssimo. É nesse lugar que a Arca da Aliança era colocada (representando o trono de Deus). O hieron é o nome usado para o lugar Santo - o primeiro cômodo no templo. Alí ficavam o altar do incenso, a mesa e os castiçais. A palavra hieron não é mencionada em Apocalipse, mas os objetos do lugar Santo são frequentemente mencionados.

Ao instruir João a medir o lugar onde Deus habita, Deus estava dando a ele a oportunidade de se certificar de que as promessas de Deus são verdadeiras. João seria capaz de verificar que a ligação que Deus estava oferecendo ao povo era autêntica. Deus deseja restabelecer e solidificar o relacionamento com o seu povo. Alguns estudiosos interpretam que o templo sendo medido representa a Igreja. Embora a expressão 'templo' possa significar 'igreja' em algumas ocasiões, a igreja já está representada na lista de coisas que João deveria medir: os adoradores. Outros sugerem que o templo seja uma referência ao verdadeiro templo em Jerusalém. No entanto, quando João escreveu o livro do Apocalipse, o templo já havia sido destruído cerca de vinte anos antes. A passagem de Ezequiel certamente esclarece bastante o propósito da medição do templo: "Quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e eu for santificado neles aos olhos de muitas nações, então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles." (Ezequiel 39:27,28).

*** Medir o altar ***: Haviam dois altares no templo terrestre: o altar de sacrifício (localizado na parte externa, no átrio), e o altar do incenso (localizado no lugar santo). À primeira vista, Apocalipse 11:1 não aparenta especificar qual deles João deveria medir. Mas quando lemos o próximo versículo (Apocalipse 11:2), podemos ver que João não deveria medir o átrio. Então podemos concluir que João deveria medir o altar do incenso. Esse é o mesmo altar onde as orações dos santos haviam sido oferecidas a Deus (Apocalipse 8:3-6). O altar representa a própria ligação, entre Deus e o povo. Faz sentido, então, que João deveria medir primeiro a fonte da conexão (Deus), depois o meio pelo qual a fonte estabelece a conexão (altar/orações), e por último o receptor da conexão (pessoas).

*** Medir os adoradores ***: Estando na extremidade de recepção do canal que Deus havia aberto, o adorador tem a opção de iniciar uma comunicação com o Criador. Cabe ao adorador decidir querer ou não, estabelecer essa conexão. As medidas de Deus bem como as medidas do canal (altar) não se alteram. A variável neste cenário é o adorador. A vara medidora irá determinar se a pessoa sendo avaliada está ou não disposta a se conectar com Deus. Tanto a medição quanto o selamento do povo ocorrem durante o interlúdio das trombetas e dos selos, respectivamente. Podemos então compreender como ambos os eventos estão relacionados. Como estudamos na lição #46, o selo é o que identifica aqueles que pertencem a Deus - aqueles que aceitaram a graça salvífica de Jesus Cristo. A vara que Deus usa para medir, citada em Apocalipse 11, é o meio pelo qual esta identificação acontece. O dispositivo medidor pertence a Deus. Ele está encarregado de avaliar as informações. As medidas que João deve tirar servem como uma maneira de nos assegurar de que os métodos de Deus são verdadeiros e precisos.

*** A linguagem do Santuário ***: Como lemos no Antigo Testamento, no Dia da Expiação, o sacerdote deveria oferecer um sacrifício especial, a fim de purificar o santuário de todos os pecados que haviam sido registrados ali ao longo de todo o ano. Os pecados já haviam sido perdoados, removido do povo, mas eram "guardados" no santuário até o Dia da Expiação. Esse ritual apontava para o trabalho que o Messias iria fazer pela salvação dos seres humanos, abrangendo Sua morte na cruz até o fim dos tempos, quando o inimigo de Deus for derrotado. A cerimônia do Dia da Expiação incluía a aspersão do sangue do sacrifício oferecido sobre os itens que deveriam ser limpos (Levítico 16:14-16,18-19), o sacrifício queimado do carneiro (Levítico 16:5), e as ofertas pelos pecados com um novilho e os dois bodes (Levítico 16:5-6). A purificação do santuário, do altar, e do povo era simbolizada pela da aspersão do sangue sobre alguns ítens dentro do santuário. No Antigo Testamento, a purificação (Levítico 16) e a medição (Ezequiel 49-43) estavam relacionadas com o Dia da Expiação, e tinham como objetivo os mesmos pontos encontrados em Apocalipse 11:1. Vamos comparar os versos:

 

Medição na visão de João
(Depois de Cristo)
Purificação do Santuário
(Antigo Israel, Antes de Cristo)
Medição na visão de Ezequiel
(Antigo Israel, Antes de Cristo)
Apocalipse 11:1
Levítico 16
Ezequiel 40, 43, 44
O templo de Deus (lugar Santíssimo) Tampa da arca (no lugar Santíssimo)  - Levítico 16:13-15; Levítico 16:32-33 O templo (Ezequiel 40:3 to Ezequiel 43:12)
O altar de incenso O altar de incenso  (No lugar Santo) - Levítico 16:16-19; Levítico 16:32-33 O altar de incenso  (Ezequiel 43: 13-27)
O povo O povo - Levítico 16:20-22; Levítico 16:24-26; Levítico 16:32-34 O povo (Ezequiel 43:18-27; Ezequiel 44)

 

*** Visão Geral ***: A medição do templo, o altar e as pessoas mencionadas em Apocalipse 11:1, devem ser entendidos à luz dos versículos do Antigo Testamento, onde todos os três elementos que devem ser purificados estão incluídos. Tanto nas passagens de Levítico quanto as passagens de Ezequiel se referem ao Dia da Expiação, quando o santuário era purificado dos pecados que haviam se acumulado ali durante o ano. O pecado não permanecia na pessoa arrependida, mas os pecados confessados permaneciam no Templo até que fosse purificado. O sangue derramado de Jesus (simbolicamente através do ritual de sacrifício, ou literalmente através de Sua morte na cruz) é suficiente para cobrir os pecadores e os purificar completamente. A festa do Dia da Expiação servia como um símbolo do plano da salvação. Esse plano será concluído na Segunda Vinda de Jesus, com a determinação definitiva de quem será salvo e quem irá se perder. Essa determinação é feita por Deus, com base no tipo de relacionamento que a pessoa deseja ter com ele. Com a medida do templo de Deus e do canal de comunicação (altar/orações) que Ele disponibilizou para nós, podemos ter a certeza de que Ele mantém a Sua promessa de proteger e de permanecer com Seu povo. Precisamos apenas ir a Ele em oração, em arrependimento, aceitando o sacrifício de Jesus por nós.

1   And there was given me a reed like unto a rod: and the angel stood, saying, Rise, and measure the temple of God, and the altar, and them that worship therein.

 

PART 1

 

*** The measuring reed ***: The reed was a plant which was used as a measuring rod. It was long and straight. Once again, John was given an active role in the vision. He was supposed to rise and measure different items. The word measure in this verse comes from the Greek metreó. This word is also used in Matthew 7:2 and Mark 4:24: "Judge not, that you be not judged. For with what judgment you judge, you shall be judged: and with what measure you measure, it shall be measured to you again." (Matthew 7:1-2). 2 Corinthians 10:12 also gives us an insight of what the word metreó means in the Biblical context: "For we dare not make ourselves of the number, or compare ourselves with some that commend themselves: but they measuring themselves by themselves, and comparing themselves among themselves, are not wise." According to this verse, the members of the church in Corinth were "measuring themselves by themselves", and that was not a wise thing to do. We are not qualified to measure ourselves because "not he that commends himself is approved, but whom the Lord commends" (2 Corinthians 10:18).

This measuring rod is very special because it can measure not only the temple of God, but it can also measure the altar, as well as the people. In light of the verses we've read in Matthew 7:1-2, Mark 4:24, and 2 Corinthians 10:12, we can see that metreó was used as a measurement which should not be done according to human standards. Measurements, when it comes to spiritual assessment, should only be done by God's measuring device. He is in charge of the reed that can accurately assess things as well as people. In the Old Testament, we also see measuring as a symbol of judgment, to decide who would live and who would die (2 Samuel 8:2).

*** Measure the temple of God ***: Ezekiel was also called in a vision to take notes on the measurements of the temple (Ezekiel 40-42). In the case of Ezekiel, the goal was to restore the actual temple and the people as a nation (Ezekiel 39:25-29). The Israelites had been taken into Babylonian captivity because of their apostasy and disobedience. At the appointed time, God was going to allow them to return and restore the temple, the sacrificial rituals, and the nation of Israel. The sacrificial ritual was a tangible way which the people connected to God. Restoration of the Temple meant a reconnection with the Creator. In Revelation 1:1, the first item in the list of things to be measured was the Temple of God. John was being called to measure the naos (or naon), which is the Greek word for the innermost portion of the temple, the Most Holy Place. That is where the Arc of the Covenant was placed (representing the throne of God). The hieron is the name used for the Holy place, the first room in the temple, where the altar of incense, table and the candlesticks were. The word hieron is not mentioned in Revelation, but its contents are.

By instructing John to measure the very place where God dwells, God was calling John to verify that God's promises are true. John would be able to check that the connection God was offering to the people was genuine. God wants to re-establish and solidify a relationship with His people. Some scholars interpret the measuring of the temple as a symbol of the church. Even though the expression can refer to the church in some occasions, the church in this passage is already represented on the list of things that John had to measure: the worshipers. Others suggest that the temple in this verse referred to the actual temple in Jerusalem. However, by the time John wrote the book of Revelation, the temple had been destroyed about twenty years earlier. The passage in Ezekiel is certainly clarifying as to the purpose of the measuring of the temple: "When I have brought them again from the people, and gathered them out of their enemies' lands, and am sanctified in them in the sight of many nations; Then shall they know that I am the LORD their God, who caused them to be led into captivity among the nations: but I have gathered them unto their own land, and have left none of them any more there."(Ezekiel 39:27-28).

*** Measure the altar ***: There were two altars in the actual temple: the altar of sacrifice (located in the outer court), and the altar of incense (located in the Holy Place). At a first glance, Revelation 11:1 does not appear to specify which one John was supposed to measure. But when we read the next verse (Revelation 11:2), we can see that John was not supposed to measure the outer court. We can conclude that John was supposed to measure the altar of incense. That is the same altar where the prayers of the saints were offered to God (Revelation 8:3-6). The altar represents the connection itself, between God and the people. It makes sense that John had to first measure the source (God), then measure the means by which the source establishes a connection (the altar/prayers), and lastly the receiving end of the connection (the people).

*** Measure the worshipers ***: As the receiving end of the channel God had opened for them, the worshiper has the option to initiate communication with the Creator. It is up to the worshiper to decide if they want to establish a connection or not. God's measurements as well as the measurements of the channel (the altar) don't change. The variable in this scenario is the worshiper. The measuring reed will determine if the person being measured is willing to connect with God or not. Being that both the measuring of the people and the sealing of the people happen in the interlude section of the trumpets and seals, respectively, we can understand how they must be connected. As we studied in lesson #46, the seal is what identifies those who belong to God - those who have accepted the saving grace of Jesus Christ. God's measuring reed of Revelation 11:1 is the means by which this identification takes place. The measuring device belongs to God. He is in charge of assessing the information. John's measurements are a way to reassure all of us that God's methods are true and accurate.

*** The Sanctuary language ***: As we read in the Old Testament, on the Day of Atonement, the priest was supposed to offer a special sacrifice, in order to cleanse the sanctuary from all the sins that had been recorded there throughout the year. The sins had been forgiven, removed from the people, but they were "stored" in the sanctuary until the Day of Atonement. This ritual served to point to the work the Messiah would one day do, for the salvation of the human race, from the cross to the end of times, when the enemy of God is defeated. The ceremony of the Day of Atonement included the sprinkling of the blood of the sacrificed offering over the items being cleansed (Leviticus 16:14-16,18-19), the ram as burnt offering (Leviticus 16:5), and the bull and the two goats as sin offerings (Leviticus 16:5-6). The cleansing of the sanctuary, the altar, and the people was accomplished by the sprinkling of the blood over some of the items inside the sanctuary. The cleansing (Leviticus 16) and the measuring (Ezekiel 40-43) in the Old Testament were all related to the Day of Atonement. They targeted the same points mentioned in Revelation 11:1. Let's compare the verses:

 

Measuring in John's vision
(After Christ)
Cleansing of the Sanctuary
(Ancient Israel,  Before Christ)
Measuring in Ezekiel's vision
(Ancient Israel, Before Christ)
Revelation 11:1
Leviticus 16
Ezekiel 40, 43, 44
The temple of God (in the Most Holy place) The mercy seat (in the Most Holy place)  - Leviticus 16:13-15; Leviticus 16:32-33 The temple (Ezekiel 40:3 to Ezekiel 43:12)
The altar of incense The altar of incense (In the Holy Place) - Leviticus 16:16-19; Leviticus 16:32-33 The altar of incense (Ezekiel 43:13-27)
The people The people - Leviticus 16:20-22; Leviticus 16:24-26; Leviticus 16:32-34 The people (Ezekiel 43:18-27; Ezekiel 44)

 

*** Overview ***: The measuring of the temple, the altar, and the people mentioned in Revelation 11:1, must be understood in light of the verses in the Old Testament, where all the three elements to be cleansed are included. The passages of Leviticus and the passages of Ezekiel refer to the Day of Atonement, when the sanctuary was cleansed from the sins of the people which had accumulated there throughout the year. The sin no longer remained on the repenting individual, but the sins which were confessed, remained in the temple until it was cleaned. The blood Jesus shed (symbolically through the sacrificial ritual or literal with His death on the cross) is enough to cover sinners and cleanse them completely. The feast of the Day of Atonement served as a symbol for God's plan of salvation, which will come to completion at the Second Coming of Jesus as the well defined determination of who will be saved and who will be lost. That determination is made by God, based on what type of relationship we want to have with Him. By measuring the temple of God and the channel of communication (the altar/prayers) he made available to us, we can be assured that He keeps His promise to stay with and protect His people. What we need to do is to come to Him in prayer, repent, and accept Jesus' sacrifice for us.

8 Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: "Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra".

9 Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel".

10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo.

11 Então me foi dito: "É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis".
(Nova Versão Internacional)

 

*** Uma voz que vinha do céu ***: Até o momento descrito em Apocalipse 10:7, João ainda não sabia qual era o conteúdo do pequeno livro. Ele sabia de onde tinha vindo (do Céu), quem havia enviado (Deus), quem havia trazido (o anjo forte), e que era uma mensagem de importância global. A voz do céu disse a João que não escrevesse as palavras que os sete trovões haviam dito (Apocalipse 10:4). Em seguida, essa voz fez também um pedido um tanto incomum. João deveria interagir ativamente na visão: ele deveria "tomar o pequeno livro aberto da mão do anjo que está sobre o mar e sobre a terra" (Apocalipse 10:8).

*** Toma-o, e come-o***: A maneira como João experimentou pela primeira vez o conteúdo do pequeno livro foi de fato incomum, mas não única. Ezequiel também foi instruído em visão a comer o livro. Aqui está o texto de Ezequiel 2:9 a Ezequiel 3:4:

"Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro. E estendeu-o diante de mim, e ele estava escrito por dentro e por fora; e nele estavam escritas lamentações, e suspiros e ais. E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras."

O Anjo presente na visão de Ezequiel pediu que ele comesse um livro muito parecido com o livro selado que vimos em Apocalipse 5. Esse livro também havia sido escrito em ambos os lados (Ezequiel 2:9,10). Ezequiel deveria comê-lo antes de sair para pregar uma mensagem ao povo.

*** O gosto do pequeno livro ***: Ezequiel descreveu a respeito de sua experiência: na boca, o livro era doce como mel (Ezequiel 3:3). De forma semelhante, também é forte, a imagem simbólica no texto de Apocalipse 10:9-10. Tanto na visão de Ezequiel quanto na de João, o anjo não estava pedindo que comessem as páginas reais de um rolo. A importância do simbolismo está na sua mensagem, não nos elementos físicos que a transportam. Também não podemos nos esquecer de que em ambos os casos, os profetas estavam em visão. Eles não tinham como comer um livro fisicamente. No texto de Apocalipse, João está sendo solicitado a absorver a mensagem de maneira tão profunda que seria como tomar a verdade de Deus e incorporá-la ao mais íntimo da sua alma. O anjo pediu a Ezequiel e também a João para que vivessem a mensagem de forma completa. O sabor da mensagem de Deus é descrito em outras partes da Bíblia.

 

Jeremias 15:16 "Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos."
Ezequiel 3:3 "E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel."
Salmo 19:8-10 "Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos."

 

 Na boca, a Palavra de Deus é descrita como sendo doce, e fonte de alegria. Mas vemos uma mudança drástica em seguida. O sabor amargo veio após o profeta ter ingerido a mensagem. Todas as pessoas que escreveram os versos mencionados na tabela acima estavam receptivas à Verdade, portanto, para elas, obter a informação de Deus foi uma experiência agradável, "doce como mel". No entanto, a digestão provou ser um desafio. Tanto o comer quanto o digerir do livro são símbolos da mensagem que está sendo espalhada por todo o mundo. O versículo de Ezequiel 3:4 nos diz que Ezequiel deveria ir para Israel e apresentar a verdade ao povo. Esse é um cenário muito mais difícil. Ezequiel tinha de pregar para um grupo que não seria tão receptivo quanto ao que ele tinha a dizer. Pregar o Evangelho nestas circunstâncias muitas vezes pode gera frustração, decepção, rejeição e até mesmo perseguição. Todas estas coisas tornam amargo no estômago, o gosto da experiência, assim como o anjo havia alertado.

*** Os povos e nações, e línguas e reis ***: João deveria profetizar novamente após comer o livro. Duas palavras se destacam nessa declaração: "novamente" e "profetizar". A palavra "novamente" implica que João já havia cumprido essa tarefa. Mas o anjo disse a João que as atividades deveriam se iniciar mais uma vez. Seu trabalho realmente ainda não havia terminado. A visão de João nos mostra que ele foi chamado a profetizar no interlúdio entre a sexta e a sétima trombetas. A palavra "profetizar" vem do grego prophéteuó. O HELPS word-studies nos diz que esta palavra é formada pela combinação de duas outras palavras: "pró", que significa "antes" e phēmí, que significa "elevar uma declaração sobre uma outra". Em outras palavras, isso significa "pregar" fortalecido pelo poder divino prenunciando, profetizando." João deveria pregar a mensagem de Deus, "a cerca de muitos povos e nações, e línguas e reis" (Apocalipse 10:11). Em Apocalipse 14:6-12, vemos a iminente pregação do Evangelho, com a primeira mensagem dos três anjos: "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo" (Apocalipse 14:6)

Com base nestes textos, podemos ver que haverá uma proclamação final da mensagem de Deus. Jesus também mencionou este fato em Mateus 24:14: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." O fim virá somente depois que a mensagem for apresentada de uma maneira global. A pregação no tempo do fim tem o objetivo de preparar as pessoas para o tempo do fim. A mensagem dos três anjos dá ao povo uma última oportunidade para ouvir a verdade, e tem como ponto central o louvor: o primeiro anjo saiu "Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." (Apocalipse 14:7). Essa mensagem revela o carácter dAquele a Quem devemos adorar: o Criador do universo. E a mensagem do terceiro anjo também revela a existência de outra entidade que está tentando mudar o foco do louvor centralizado em Deus: "E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro." (Apocalipse 14:9,10). A besta e sua imagem querem se colocar numa posição de receberem o louvor e adoração das pessoas. Isso é diretamente contrário aos mandamentos de Deus.

*** Visão Geral ***: A mensagem do pequeno livro parece ser a respeito dos eventos do tempo do fim, tratando das questões as quais as pessoas que vivem nesse ponto da história estarão enfrentando: quem deveriam eles escolher como a fonte da verdade? A mensagem do pequeno livro traz a certeza de que Deus não irá perder esta batalha pela mente das pessoas. A verdade de Deus encoraja aqueles que estão dispostos a ouvir o que Deus tem a lhes dizer, a deixar que Deus transforme seu caráter. Eles estão prontos a deixar que a mensagem de Deus se torne uma parte integrante da sua existência. Eles têm como missão a pregação final do evangelho. No entanto, informar aos habitantes do mundo que eles estão sendo enganados por falsos ensinamentos e que eles devem abandonar as práticas que vão contra as instruções de Deus, pode ser uma grande fonte de decepção e frustração para o portador da mensagem. Isso irá deixar um gosto amargo, que não poderá ser evitado. Da mesma forma como Ezequiel e João experimentaram esse amargor, nós também o sentiremos, se estivermos dispostos a praticar a mensagem divina. O importante é estarmos dispostos - dispostos a internalizar a mensagem de Deus e nos arrependermos. Deus está nos chamando para entrarmos em ação. Aprender o que Deus está nos dizendo não é suficiente. Temos que viver a verdade que aprendemos para testemunhar aos outros da nossa experiência transformadora com o único ser que é digno do nosso louvor, o Senhor Deus, o Todo Poderoso.

8 And the voice which I heard from heaven spoke unto me again, and said, Go and take the little scroll which is open in the hand of the angel who stands upon the sea and upon the earth.

9 And I went unto the angel, and said unto him, Give me the little scroll. And he said unto me, Take it, and eat it up; and it shall make your stomach bitter, but it shall be in your mouth sweet as honey.

10 And I took the little scroll out of the angel's hand, and ate it up; and it was in my mouth sweet as honey: and as soon as I had eaten it, my stomach was bitter.

11 And he said unto me, you must prophesy again about many peoples, and nations, and tongues, and kings.

 

*** A voice from Heaven ***: Up to Revelation 10:7, John still didn't know what the contents of the little scroll were. He knew where it had come from (Heaven), who had sent it (God), who had brought it (the strong angel), and that it was a message of global importance. The voice from Heaven had just spoken, telling John not to write down the words that the seven thunders had uttered (Revelation 10:4). The voice from Heaven then made an unusual request. John was expected to take an active role in the vision: "take the little scroll which is open in the hand of the angel who stands upon the sea and upon the earth" (Revelation 10:8).

*** Take it, and eat it up ***: The way that John first experienced the contents of the little scroll was indeed unusual, but not unique. Ezekiel was also instructed in a vision to eat the scroll. Here is the text from Ezekiel 2:9 to Ezekiel 3:4:

"And when I looked, behold, a hand was sent unto me; and, lo, a scroll of a book was in it; And he spread it before me; and it was written inside and outside: and there was written in it lamentations, and mourning, and woe.
Moreover he said unto me, Son of man, eat that you find; eat this scroll, and go speak unto the house of Israel. So I opened my mouth, and he caused me to eat that scroll. And he said unto me, Son of man, feed your belly, and fill your stomach with this scroll that I give you. Then did I eat it; and it was in my mouth as honey for sweetness. And he said unto me, Son of man, go, get unto the house of Israel, and speak with my words unto them."

The angel in Ezekiel's vision had also asked him to eat a scroll. Much like the sealed scroll in Revelation 5, the scroll Ezekiel was given was also written on both sides (Ezekiel 2:9,10). Ezekiel was supposed to eat the scroll before preaching a message to the people.

*** The taste of the little book ***: Ezekiel described what the experience of eating the scroll was like for him: sweet as honey in the mouth (Ezekiel 3:3). In a similar way, the symbolic imagery used in the text of Revelation 10:9-10 is strong. In both cases, the angel was not asking them to eat the actual pages of a scroll. The importance of the symbolism is in the message itself, not on the physical elements that may form the vessel that carries it. Let's not forget that both prophets were in a vision. They could not physically eat anything. In the text of Revelation, John is being asked to absorb the message in such a profound way that it would be like making God's Truth become embedded in the deepest parts of his soul. The angel was asking Ezekiel and also John to live the message fully. The taste of God's message is described in other portions of the Bible.

 

Jeremiah 15:16 "Your words were found, and I did eat them; and your word was unto me the joy and rejoicing of my heart: for I am called by your name, O LORD God of hosts."
Ezekiel 3:3 "And he said unto me, Son of man, feed your belly, and fill your stomach with this scroll that I give you. Then did I eat it; and it was in my mouth as honey for sweetness."
Psalm 19:8-10 "The statutes of the LORD are right, rejoicing the heart: the commandment of the LORD is pure, enlightening the eyes. The fear of the LORD is clean, enduring forever: the judgments of the LORD are true and righteous altogether. More to be desired are they than gold, yea, than much fine gold: sweeter also than honey and the honeycomb."

 

 The bitter taste came after the prophet had ingested the message. The people writing about the taste of God's message were already receptive to it, so taking in the information was a pleasant experience, "sweet as honey". However, digestion proved to be challenging. Both the eating and digesting are symbols of the message being spread throughout the world. The verse in Ezekiel 3:4 tells us that Ezekiel was supposed to go to Israel and present the truth to the people. That is a much harder scenario. Ezekiel had to preach to a group who was not going to be so receptive to what he had to say. Preaching the Gospel under this circumstance often brings in frustration, disappointment, rejection and even persecution. All these things make up the bitter taste in the stomach which the angel talked about.

*** Peoples, and nations, and tongues, and kings ***: John was urged to prophesy again after eating the scroll. Two words stand out in this statement: 'again' and 'prophesy'. The word 'again' implies that John had already done that, and finished the task. But the angel told John the activity had to start once more. His work was actually not finished just yet. In the vision, John was called to prophesy during the interlude between the sixth and the seventh trumpets. The word 'prophesy' comes from the Greek prophéteuó. The HELPS word studies tell us that this word is formed by combining two other words: 'pró', which means 'before' and phēmí, which means "assert by elevating one statement over another". In other words, it means to "'speak forth' in divinely-empowered forth telling or foretelling; prophesy." John was being asked to preach God's message, and it was about "peoples, and nations, and tongues, and kings" (Revelation 10:11). In Revelation 14:6-12, we see the imminent preaching of the Gospel, with the first message of the three angels: "And I saw another angel fly in midheaven, having the everlasting gospel to preach unto them that dwell on the earth, and to every nation, and tribe, and tongue, and people, Saying with a loud voice, Fear God, and give glory to him; for the hour of his judgment has come: and worship him that made heaven, and earth, and the sea, and the fountains of waters." (Revelation 14:6)

Based on these texts, we can see that there will be a final proclamation of God's message. Jesus also mentioned this in Matthew 24:14: "And this gospel of the kingdom shall be preached in all the world for a witness unto all nations; and then shall the end come." Only after the message is presented on a world-wide scale, the end will come. The preaching at the time of the end aims to prepare people for the last events. The message of the three angels gives people a final opportunity to listen to the Truth. It focuses on worship: the first angel was "Saying with a loud voice, Fear God, and give glory to him; for the hour of his judgment has come: and worship him that made heaven, and earth, and the sea, and the fountains of waters." (Revelation 14:7). The third angel message reveals the character of the One we should worship: He is the Creator of the Universe. It also reveals the existence of another power who is trying to shift the focus of God-centered worship: "And the third angel followed them, saying with a loud voice, If any man worships the beast and his image, and receives his mark in his forehead, or in his hand, The same shall drink of the wine of the wrath of God, which is poured out undiluted into the cup of his indignation; and he shall be tormented with fire and brimstone in the presence of the holy angels, and in the presence of the Lamb". (Revelation 14:9-10). The beast and his image want to position themselves in a way that they could receive praise and worship. This behavior is directly opposite to God's commands.

*** Overview ***: The message of the little scroll seems to deal with the end-time events concerning the issues the people living at that time will be facing: who should they choose as their source of truth? The message in the little scroll is the assurance that God will not lose this battle for the mind. God's Truth is encouraging to those who are open to hearing what God has to tell them and act on that information, allowing transformation to occur. They are prepared to let the message of God become an integral part of their existence. On the other hand, telling the inhabitants of the world that they are being deceived by false teachings and that they should abandon the practices that go against God's instructions, can be a great source of disappointment and frustration for the one bringing the message. It can leave a bitter aftertaste, which will not be avoided. The same way Ezekiel tasted it, John did as well, and so will we if we are willing to practice the message ourselves. The important thing is to be willing - willing to internalize God's message and repent. We are receiving a call for action. It is not enough to learn what God is telling us. We have to live the Truth we learn and witness to others our transforming experience with the only One who is worthy of our praise, the Lord God Almighty.

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