Saturday, 24 October 2020 20:31

98. O Cordeiro e os 144.000: no monte de Sião * Apocalipse 14:1 - PARTE 1 de 4

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1 E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.

 

PARTE 1

 

*** O time de Deus ***: Em Apocalipse 13, aprendemos como o inimigo traçou estratégias e empreendeu seus ataques contra povo de Deus. O dragão chamou seus agentes e passou a enganar as pessoas para que se afastassem das coisas que Deus ensinou sobre adoração. Aprendemos que, no final dos tempos, o inimigo marcará seu time e promoverá a perseguição de todos os que se recusarem a receber sua marca. Apocalipse 13 começou com João em visão, descrevendo uma cena na praia, onde o dragão está com os que responderam ao seu chamado: as bestas. Em contraste, Apocalipse 14 começa com João em visão, descrevendo uma cena em um monte, onde ele vê o Cordeiro e aqueles que responderam ao Seu chamado: os 144.000.

 

Vimos primeiro a descrição dos dois lados dessa guerra espiritual sendo descritos em termos de um exército em Apocalipse 7 e Apocalipse 9 (veja os estudos #46, #47 e #62). O exército de Deus é descrito como os 144.000 (Apocalipse 7:4) e o exército inimigo é numerado como 200 milhões (Apocalipse 9:16). Todos esses capítulos, assim como Apocalipse 13 e 14, trazem uma linguagem altamente simbólica. É importante compararmos todos esses capítulos e entendermos o quadro geral do que está acontecendo.

 

*** Os 144.000 estão selados ***: Assim como o exército do inimigo foi marcado com a marca da besta (Apocalipse 13), o exército de Deus também foi marcado com um selo (veja o estudo #46). Paulo encoraja a igreja em Éfeso, uma igreja predominantemente composta de pessoas não-judias convertidas ao cristianismo, dizendo que elas foram seladas com o Espírito Santo: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” (Efésios 1:13). Isso significa que qualquer um que acreditar pode fazer parte do povo selado de Deus. Como vimos no estudo #47, os 144.000 não são apenas cristãos de ascensão judaica que vivem durante o fim dos tempos. A ênfase em Apocalipse 7 está no fato de que eles estão organizados para a batalha, uma vez que são descritos em grupos de mil, como o antigo exército de Israel.

 

Mais uma vez, o Selo de Deus é explicado em Apocalipse 14:1: é o nome de Deus escrito em suas testas. Deus estabeleceu esta aliança com o Seu povo no Antigo Testamento. Aqueles que realmente pertencem a Ele podem ser identificados porque escolhem ouvir as instruções de Deus. A testa é um símbolo da mente e da liberdade de escolher o caminho que eles desejam seguir: obedecer aos decretos da besta ou obedecer a Deus. Em Apocalipse 3:12, vemos a promessa de Jesus àquele que vencer: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.” Os 144.000 são os que venceram. Eles agora são cidadãos do Céu.

 

*** Monte Sião ***: Olhando para o quadro geral, podemos ver agora que os 144.000 descritos em Apocalipse 14:1 estão sendo identificados como aqueles que se recusaram a adorar a imagem da besta. Eles se apegaram ao Cordeiro, aquEle que está em pé sobre o monte Sião. Observe que, nessa linguagem simbólica, a postura deles no monte não significa que as pessoas seladas já foram removidas da Terra e são retratadas no Céu. Isso significa que eles escolheram adorar somente a Deus. Vamos então ver alguns versículos da Bíblia que mencionam o monte Sião.

 

- Hebreus 12: 14-24: Paulo está conversando com os cristãos sobre como eles podem se apresentar diante de Jesus, que está assentado à destra do trono de Deus (Hebreus 12:2). Paulo disse àquelas pessoas que tendo aceitado a salvação oferecida por Cristo, eles já haviam chegado ao monte: “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos”  (Hebreus 12:22). Paulo estava usando linguagem simbólica? Sim. Aquelas pessoas no tempo de Paulo ainda estavam na Terra e ainda assim chegaram ao monte Sião. Hebreus 12:22 também dá outra informação importante sobre o Monte Sião. Diz que está relacionado com a “cidade do Deus vivo”. Trazendo essa informação de volta ao livro de Apocalipse, vemos não apenas o contraste dos dois exércitos, mas também duas cidades. A cidade do inimigo, como vimos nos estudos 95 a 97, é simbolizada como Babilônia. O exército de Deus também tem uma cidade como sede: a Jerusalém celestial.

 

- Salmos 2:6: Deus está nos dizendo, através do salmo, que Ele estabeleceu Seu Rei no Seu monte: “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião”. O monte representa o lugar de onde Deus reina sobre a Terra (veja também Salmos 48:1-2; Isaías 24:23, Miquéias 4:7).

 

- Joel 2:32: A libertação para “os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” vem do monte Sião. Deus estará chamando o Seu povo, e aqueles que O ouvirem serão salvos. (Veja também Isaías 59:20; Obadias 1:17).

 

O monte Sião é o lugar da vitória de Deus, um lugar que significa libertação para aqueles que crêem nEle. Seu povo passou por duras provações e não foi enganado pelas mentiras do inimigo.

 

*** Visão Geral ***: Assim como o dragão e as bestas não estavam literalmente em pé junto ao oceano, os 144.000 não estão literalmente em pé no monte Sião. As pessoas que receberam a marca da besta decidiram ser governadas pelo poder da besta e os 144.000 decidiram ser governados pelo Cordeiro em pé no monte Sião. Quando João descreve a cena, a proximidade do exército de Deus a Cristo indica que eles estão sob a proteção do Cordeiro. Jesus está com o seu povo o tempo todo. Eles são vistos juntos porque nada pode ficar entre Deus e Seu povo. Essa certeza nos é assegurada no Salmo 125: “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre. Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade. Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.”

 

 

   
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