16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

 

PARTE 3

 

*** O nome da besta ou o número do seu nome ***: Apocalipse 13:18 começa com uma afirmação poderosa que é a base sobre a qual o nome e o número da besta devem ser entendidos. A tradução direta do grego "Hōde hē sophia estin" diz "Aqui está a sabedoria". De fato, todo o livro deve ser entendido sob este princípio: sabedoria. Mas não qualquer sabedoria - a sabedoria. Este texto começa apontando para uma forma específica de conhecimento e experiência que é necessária para entender a mensagem nesse versículo. Segundo a Bíblia, a sabedoria do homem é diferente da sabedoria de Deus: “Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam”. “As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (1 Coríntios 2:6, 13). A sabedoria de Deus é encontrada em Sua escritura. E assim, a fim de descobrir o nome e o número da besta, devemos nos voltar para a própria Bíblia para encontrar a resposta. Não podemos esperar entender a simbologia de Deus usando métodos de cálculo humanos.

*** Contexto Geral ***: Antes de nos aprofundarmos nesse tópico denso, devemos nos lembrar das coisas que estudamos até agora. Tudo no plano de ataque de Satanás é um engano. Ele é um falsificador. O que ele apresenta ao povo é uma mensagem muito próxima dos ensinamentos cristãos. Mesmo que seus argumentos soem bem, eles contêm alterações mortais em comparação com o original. Com isso em mente, vamos analisar mais uma vez como existe um nome ligado ao selo de Deus e um nome associado à marca da besta.

O selo de Deus é representado em Apocalipse 14:1 pelo nome de Deus escrito na testa do povo salvo. Em Apocalipse 13:17, a marca da besta é representada pelo nome da besta, visível na forma escrita ou em uma versão numérica. Como já estudamos antes, a besta que sai da terra é um poder político com valores aparentemente cristãos que ajudarão Satanás a implementar seus planos para enganar o mundo inteiro (veja os estudos #93 e #94). A besta que sai da terra chama todos para criar uma imagem da primeira besta e adorá-la. Aqueles que se recusam a adorá-la devem ser mortos. Este cenário traz à mente outra história na Bíblia, sobre uma situação muito parecida com esta. Encontramos esta história em Daniel 2 e 3, sobre uma imagem criada para ser adorada.

*** Um rei e uma imagem ***: Em Daniel * 2, lemos sobre como Deus enviou um sonho ao rei da antiga Babilônia. O rei era chamado Nabucodonosor. Seu sonho era sobre como se desdobraria a história dos reinos da terra até o dia em que seriam destruídos pelo reino eterno de Deus. A imagem era uma linha do tempo destacando como os reinos humanos são finitos. Um reino humano iria derrubar e substituir o anterior. Um após o outro. Cada reino da imagem era feito de um material diferente. Babilônia era a cabeça e era feita de ouro. Podemos imaginar que, na mente do rei, o conhecimento de que seu reino estava apenas representado pela cabeça de ouro significava que seu império não duraria tanto quanto ele gostaria. E assim, em Daniel * 3, lemos sobre uma imagem que o rei havia construído, feita completamente de ouro. Essa imagem foi uma declaração ousada. À luz da linha do tempo dos reinos, dada por Deus no sonho, Nabucodonosor estava deliberadamente dizendo que havia rejeitado a linha do tempo de Deus e que, por seu próprio poder, seu reino duraria para sempre. A imagem não teria apenas a cabeça feita de ouro, mas todo o corpo seria de ouro. O rei desejou que toda a extensão da linha do tempo humana estivesse sob domínio babilônico. Como a besta que saiu da terra em Apocalipse 13:15, Nabucodonosor ordenou que ao seu comando, todos os “povos, nações e línguas” adorassem a imagem (Daniel * 3:4-5). Aqueles que se recusassem a adorar a imagem seriam enviados para a fornalha ardente (Daniel * 3:6). Assim como a besta da imagem em Apocalipse, a imagem na antiga Babilônia também tinha números associados a ela. De acordo com o costume hebraico, quando as medidas de um objeto não incluíam a profundidade, é porque era igual à largura (Esdras 6:3). Nós lemos na Bíblia as medidas para aquela imagem em Daniel 3:1. Podemos entender que as medidas eram 60 côvados de altura, 6 côvados de largura e, consequentemente, 6 côvados de profundidade (2.7432 m de largura, 2.7432 m de profundidade, e 27.432 m de altura).

A imagem mostrada por Deus no sonho do rei era diferente daquela criada pelos homens sob a liderança de Nabucodonosor. O objetivo da imagem original era mostrar que um reino de duração infinita destruiria a imagem e seria estabelecido por Deus. O objetivo da imagem falsificada era mostrar que um reino estabelecido por um homem teria uma longevidade impressionante, conforme mostrado pelas medidas da imagem.

*** O número da besta ***: Apocalipse 13:18 nos chama a interpretar o versículo usando a sabedoria de Deus, e assim, o entendimento deste número deve ser realizado através da própria Escritura. Incluída no verso, está uma informação importante sobre o número dizendo que “é o número de um homem. A palavra grega para "homem" usada aqui é anthrōpos. Esta é a mesma palavra usada em Apocalipse 13:13, quando a besta fez com que fogo caísse na frente de todos os homens. A língua grega tem duas palavras para "homem": anēr, que se refere a um indivíduo humano masculino. A outra palavra é anthrōpos, que se refere à raça humana de maneira genérica, dando a ideia da humanidade. No Novo Testamento, o termo anthrōpos é usado com frequência, e nós o vemos quando Jesus é chamado o Filho do Homem. Com isto em mente, devemos entender o número da besta não como o número de um único indivíduo, mas como o número da humanidade. Assim como a imagem criada pelo homem na história de Nabucodonosor tinha medidas envolvendo o número seis, a besta da imagem em Apocalipse 13 tem um número envolvendo o número seis. E seis é um número que está relacionado com os seres humanos.

O número da besta foi na verdade escrito com palavras, como seiscentos e sessenta e seis, em vez de algarismos, 666. Os três números são dados separadamente e não em formato numérico. Eles estão escritos em uma representação cardinal: hexakosioi hexēkonta hex. Se isso fosse escrito como um número grego, teria sido χξϝ (chi xi digamma.). Como as medidas da imagem na história de Nabucodonosor, o número seiscentos e sessenta e seis da besta em Apocalipse 13:18, parece dar dimensão à besta e à sua imagem. Assim como a imagem na antiga Babilônia serviu para representar a história da humanidade, o número da besta é também um número da humanidade. O número é uma representação da humanidade - um tipo de medição da história humana. Como tal, não deve ser visto como um número místico, ou o número de um homem em específico, como muitos propuseram. O significado do número 666 parece estar ligado ao tempo de duração dos governos humanos, pois eles apoiam os planos do dragão. Esses governos são representados pelos 10 chifres da besta.

Os chifres da besta são muito parecidos com os segmentos da imagem no sonho, indicando a passagem do tempo em termos de reinos que governariam a Terra. Como dissemos, esses governos são representados pelos chifres da besta. A explicação sobre a besta com 10 chifres é encontrada no livro de Daniel, e também em Apocalipse 17. Em Apocalipse 17, vemos a forte conexão entre a besta que saiu do mar (10 governos da terra) e a mulher chamada Babilônia (um poder político-religioso). Eles são como uma unidade, trabalhando juntos para enganar o mundo inteiro com suas doutrinas cristãs modificadas, das quais a Bíblia fala que fizeram as pessoas ficarem “embebedadas com o vinho da sua fornicação” (Apocalipse 17:2; Apocalipse 14:8). Em outras palavras, eles fizeram com que as pessoas da terra cometessem adultério espiritual. Eles pregaram uma forma de adoração que era diferente da que foi estabelecida por Deus. Em Daniel, a descrição do pequeno chifre no topo da cabeça da besta corresponde à descrição da mulher no topo da besta em Apocalipse 17. Ambos são descritos como um reino que se eleva acima de 10 outros (Apocalipse 17:18; Daniel * 7:20), estão envolvidos em blasfêmia contra Deus (Apocalipse 17: 3; Daniel * 7:25), e são culpados de matar o povo de Deus (Apocalipse 17: 6; Daniel * 7:21, 22, 25).

*** Deus e Sua imagem ***: Há outra história na Bíblia que se assemelha à da besta e sua imagem. É a história da criação e queda do homem. A Bíblia diz que Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem (Gênesis 1:26-27). Ele os formou a partir do pó da terra e lhes deu vida (Gênesis 2:7). Vimos que a besta que saiu da terra tem poder para dar vida à imagem da besta que saiu do mar (Apocalipse 13:15). A besta que saiu do mar representou 10 reinos governando na terra. Adão e Eva deveriam governar toda a terra (Gênesis 1:26-28). Agora observe como o comportamento da besta imita as ações de Deus. Deus deu um mandamento: Adão e Eva não deviam comer de uma determinada árvore, chamada árvore do conhecimento do bem e do mal. Se eles decidissem não obedecer a Deus, certamente morreriam. O comando da besta também veio com uma consequência de morte para aqueles que não seguissem suas ordens. A diferença aqui é que Deus deseja que Seus filhos estejam seguros e livres do pecado, enquanto a besta quer levar as pessoas ainda mais ao pecado. A humanidade, nas pessoas de Adão e Eva, foi criada no dia 6 da semana da criação. E assim o número 6 estava associado à humanidade desde o início.

*** O Julgamento de Deus ***: Estudaremos este tópico mais detalhadamente quando passarmos para os próximos capítulos de Apocalipse, mas precisamos apresentar os pontos no julgamento de Deus que correspondem aos comportamentos falsificados da besta que saiu do mar e de sua imagem. Às pessoas se depararem com o poder da besta que saiu da terra de dar vida à imagem da besta e ordenar que as pessoas a adorem, a mensagem de Deus em Apocalipse 14:7 chega como um lembrete ou aviso do Seu mandamento sobre a adoração verdadeira e o Seu domínio: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Enquanto a besta se prepara para matar qualquer um que não adore a sua imagem, Deus envia Sua segunda advertência, anunciando ao povo que Babilônia caiu, aquela que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação. (Apocalipse 14:8). O terceiro aviso vem em conexão com o comportamento descrito no segundo aviso. O modo como a besta forçou o povo a adorar a imagem parece estar ligado ao modo como Babilônia fez as nações beberem o vinho de sua dominação. A terceira advertência diz: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” (Apocalipse 14: 9-10). O poder religioso-político do tempo do fim simboliza como a Babilônia faz as pessoas beberem da taça de seus falsos ensinos e faz com que elas pequem contra Deus (isso é simbolizado pelo vinho de sua fornicação). Por sua vez, as pessoas que permanecem nessa fornicação acabarão bebendo de outro copo: o vinho da ira de Deus (a morte). A besta diz que aqueles que desobedecerem aos seus mandamentos de adoração morrerão, mas Deus está dizendo que aqueles que seguem os comandos da besta serão, na realidade, os que sofrerão a morte eterna. A advertência de Deus em Apocalipse 14, na verdade, serve para esclarecer o que realmente está acontecendo em Apocalipse 13. Ela esclarece acerca dos enganos espalhados pela besta e sua imagem.

*** A sabedoria humana ***: O número 666 foi interpretado de diferentes maneiras usando formas humanas de cálculos. Uma maneira popular é através do uso da gematria. Gematria é um sistema de código alfanumérico usado pela primeira vez pelos assírios, babilônios e gregos. O sistema foi posteriormente adotado também na cultura judaica. Este método é usado para encontrar um significado diferente em várias palavras, pois as letras do alfabeto recebem um valor numérico. Com isso, as palavras podem ser calculadas e transformadas em um número. Os nomes e títulos de muitos indivíduos foram calculados e diziam ser 666. Não podemos negar que esses nomes e títulos podem chegar ao número 666. Mas chegar a um indivíduo como sendo o 666 por meio desse tipo de cálculo não tem nenhum significado espiritual como apresentado na Bíblia. Essa forma de cálculo era (e ainda é) usada em rituais pagãos de misticismo e adivinhação. A Bíblia nos diz para ficarmos longe de tais práticas (Deuteronômio 18:10-14)! Mesmo que certos nomes e títulos possam somar 666, não devemos usar isso como o exemplo do que está escrito na Bíblia. Por um lado, estaremos perdendo muito mais informações que Deus deseja que saibamos. Em segundo lugar, Deus nos chama à Sua própria forma de sabedoria, e não à sabedoria humana, “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1 Coríntios 3:19).

*** Visão Geral ***: Quando comparamos todas as passagens de Daniel 2 e 3, Apocalipse 14 e 17, com os comportamentos da besta descritos em Apocalipse 13, podemos ver mais claramente que o nome e número associado à besta e Sua imagem tem uma conotação espiritual sobre a história da raça humana e como ela foi manipulada pelas forças satânicas. Enquanto o dragão e seus agentes trabalham para confundir as pessoas ao longo da história, Deus trabalha para compartilhar Sua verdade. Em todos esses textos bíblicos que comparamos, o nome associado à besta ou imagem é o nome de um reino religioso-político humano que prometeu fidelidade ao dragão e se opõe ao reino de Deus: esse reino é chamado de Babilônia. O nome e o número do sistema da besta não são de um indivíduo. O poder do Anticristo é formado pelos falsos ensinos que existem desde a época de Paulo (2 Tessalonicenses 2:7). Uma pessoa viva nos dias de Paulo não estaria viva no tempo do fim. Uma pessoa não poderia estar viva, mas um sistema de crenças poderia. Se as bestas fossem identificadas como um indivíduo cada um, esses indivíduos estariam predestinados a serem perdidos. Isso não é um ensinamento bíblico. Cristo morreu por todas as pessoas do mundo. Todos têm a oportunidade de escolher e aceitar a Deus em seus corações. A participação de um indivíduo no sistema da besta não determina que ele ou ela estarão perdidos. Eles ainda têm a chance de serem salvos antes do final. O maior exemplo disso é o próprio rei Nabucodonosor. O rei da antiga Babilônia se arrependeu no final e reconheceu que o domínio de Deus é um domínio eterno, e seu reino é de geração em geração (Daniel 4:34). O próprio Deus chamará seu povo a sair da Babilônia do tempo do fim antes de ser destruída: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” (Apocalipse 18:4). Além disso, a destruição da besta que saiu do mar e da besta que saiu da terra (chamada de falso profeta) acontece antes de qualquer outra pessoa ser enviada para o lago de fogo. Eles são os primeiros enviados para lá, no tempo da Segunda Vinda (Apocalipse 19:20). A Bíblia diz que a destruição eterna de pessoas e anjos caídos acontece somente após os 1000 anos do reinado de Cristo no Céu (Apocalipse 20:1-15). A Bíblia diz que somente naquele tempo, os seres perdidos serão julgados “segundo as suas obras” e “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:12, 15) . Se as bestas fossem indivíduos, elas teriam que passar por este julgamento final e não poderiam ter sido sentenciadas antes do julgamento acontecer. Como um sistema de crenças que promove falsas doutrinas religiosas, seu lançamento no lago de fogo antes do julgamento é lógico, porque as bestas perderão completamente sua credibilidade na Segunda Vinda. Quando Jesus voltar cumprindo todas as promessas relacionadas ao Seu retorno, ficará claro para o universo que as afirmações das bestas eram falsas. E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda(2 Tessalonicenses 2:8).

O número triplo dá dimensão à besta e sua imagem, enquanto a falsa trindade trabalha por trás da propagação de falsos ensinamentos ao longo da história. O número da humanidade vem em oposição direta ao divino. Esse pensamento também nos leva a acreditar que o número seis é um reflexo não só da humanidade, mas também do Próprio Eu. A elevação do Eu como o centro da vida espiritual assumiu o lugar que deveria ser ocupado por Deus. Vimos no estudo #11 como o número 7 é um símbolo na Bíblia para completude e perfeição. Um número determinado por Deus. Uma vez que esta questão da imagem da besta é uma questão de adoração, como vimos no estudo #95, devemos ressaltar o contraste entre o número 6 e o número 7 presente no 4º Mandamento (Êxodo 20:8-11) e como ele nos lembra da semana da criação que lemos em Gênesis 1 e 2. No mandamento, vemos que seis dias são reservados para a humanidade, mas o sétimo é reservado para Deus (Êxodo 20:9-10). Durante os primeiros seis dias, Ele fez o mundo, e no sétimo dia ele fez um dia santo (Êxodo 20:11, veja também Gênesis 2:2-3). A referência ao número 6 no número da besta, como um número da humanidade, enfatiza como ela fica aquém da perfeição do número 7. Os seres humanos não são deuses. E com isso, estamos de volta ao primeiro engano da humanidade, estabelecido pela antiga serpente. Satanás enganou Eva com o argumento de que se desobedecessem a Deus, seus olhos seriam abertos e eles seriam “como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gênesis 3:5). Eva desejou esse tipo de sabedoria, e assim ela seguiu as palavras da serpente e foi contra os mandamentos de Deus. (Gênesis 3: 6). Naquele momento, a glória que Eva deveria ter reservado apenas para Deus, ela deu à serpente. Para evitar que sejamos enganados pelo inimigo, a primeira mensagem angélica em Apocalipse 14:7 é o que precisa ser gravado em nossos corações: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Na tabela abaixo, podemos ver claramente o que as forças que se opõem ao domínio de Deus fizeram para imitar as atividades de Deus.

 

  Atos Divinos  Imitação aos Atos Divinos 
  Deus e Sua imagem - Genesis 1-3 Deus e Seu julgamento - Apocalipse 7, 14, 15,16,17 e 18 Nabucodonosor e a adoração à imagem de ouro - Daniel * 3 A besta que saiu da teraa e a adoração à imagem - Apocalipse 13:14-18
Imagem Deus criou home e mulher à Sua própria imagem. (Gênesis 1:26-17) Deus criou o céu e a terra. (Apocalipse 14:7) O rei da Babilônia ordenou que uma imagem fosse construida. (Daniel * 3:1) A besta que saiu da terra manda que uma imagem seja construída. (Apocalipse 13:14)
Poder Deus deu vida ao homem que Ele criou do pó da terra. (Gênesis 2:7) A hora do juizo de Deus chegou. (Apocalipse 14:7) O rei organizou a dedicação da imagem. (Daniel * 3:2) A besta que saiu da terra dá vida à imagem. (Apocalipse 13:15)
Domínio Deus deu ao homem e à mulher sobre toda a terra. (Gênsis 1:26-28) Deus alertou Seu povo a respeito da Babilônia do tempo do fim, que enganou todas as nações do mundo com suas falsas doutrinas (fez todas as nações beberem do vinho da ira de sua fornicação). (Apocalipse 14:8) A imagem foi toda feita de ouro (Daniel 3:1), que foi uma alteração à imagem que Deus mostrou em uma visão, para representar os diferentes reinos que dominariam a terra ao longo da História. (Daniel * 2:31-45)

A imagem é uma recriação da besta do mar, que era a besta com 7 cabeças e 10 chifres (Revelation 13:1)

Os 10 chifres são 10 reinos que teriam domínio sobre a terra ao longo da História. (Apocalipse 17:12) 

Obediência Deus emitiu um mandamento: obedecer a Deus e não pecar comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal. (Gênesis 2:17) Deus lembra as pessoas do seu comando: adorar a Deus e dar-lhe glória. (Apocalipse 14:7) O rei emitiu um comando: obedecer ao rei e adorar a imagem de ouro. (Daniel * 3:4-5) A besta da terra emite um comando: obedecer a besta e adorar a imagem. (Apocalipse 13:15)
Marca O homem e a mulher deram ouvidos à serpente e com esse pecado trouxeram uma maldição pronunciada por Deus. As consequências do pecado marcaram a humanidade e a terra. (Gênesis 3:16-19) Aqueles que adoram a Deus e seguem a Jesus receberão o selo de Deus. (Apocalipse 14:1, 4; Apocalipse 7:2-3) Aqueles que não adorassem a imagem de ouro seriam identificados (para morte). (Daniel *3:6) Aqueles que não adorarem a imagem serão identificados (para morte). (Apocalipse 13:15)
Consequência Escolher o pecado traria a morte. (Gênesis 2:17) Aqueles que adorarem a besta e receberem a marca da besta serão enviados para o fogo. (Apocalipse 14:9-10) Aqueles que não adorassem a imagem de ouro seriam enviados para a fornalha ardente. (Daniel * 3:6) Aqueles que não adorarem a imagem devem morrer. (Apocalipse 13:15)
Número Homem e mulher foram criados no sexto dia. (Gênesis 1:27,31) Deus destrói o poder que instituiu a marca da besta através de 7 anjos que traziam 7 taças com as 7 pragas finais. (Apocalipse 15:1; Apocalipse 16:1; Apocalipse 18:2) A imagem de ouro tinha uma medida: 60 côvados de altura, 6 côvados de largura e profundidade. (Daniel * 3:1) A imagem tem um número: seiscentos, sessenta e seis. (Apocalipse 13:18)
 Nome  Deus permitiu que o homem desse nome a mulher, e ele a chamou Eva "porque ela era a mãe de todos os viventes". (Gênesis 3:20)  Deus alertou o povo sobre a mulher que estava sentada sobre a besta. Ela tem nome: Babilônia, "a mãe das prostituições e abominações da terra". (Apocalipse 17:5)  O reino onde a imagem de ouro foi assentada tem um nome: Babilônia. (Daniel * 3:1)  A besta cuja imagem foi criada tem um nome. (Apocalipse 13:17).

 

 

16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

 

PARTE 2

 

*** Quem, onde, por que e o quê ***: Apocalipse 13:16-17 contém uma lista de 6 pares de itens que descrevem quem receberá a marca ali mencionada, onde ela está localizada, por que a recebem, o quê ela é, e suas implicações. É interessante notar que em grego, a lista em Apocalipse 13:17 não inclui o termo “ou” após a expressão “aquele que tiver o sinal”. Naquela época, o grego antigo não tinha sinais de pontuação, como dois pontos por exemplo. Mas, vemos que a palavra “ou” estava presente entre o par de palavras mencionado na lista, isso sugere que o quê vem a seguir, depois da expressão “a marca” é a explicação para o quê a marca é: "o nome da besta, ou o número do seu nome". Aqui está a lista:

1. Pequeno e grande
2. Ricos e pobres,
3. Livre e escravo,
4. Uma marca na mão direita ou na testa
5. Nenhum homem pode comprar ou vender
6. A marca: o nome da besta ou o número do seu nome.

*** Quem ***: Os sinais e maravilhas que a besta que saiu da terra realizou foram feitos na frente de toda a humanidade, o que dá a entender que não existem limites quanto aos que podem receber essa marca. Isso significa que, para obter a marca, uma pessoa não precisará de dinheiro - tanto os pobres quanto os escravos poderão recebê-la (Apocalipse 13:16). As pessoas não precisarão estar vivendo em uma sociedade tecnologicamente avançada ou rica para obter a marca. Alguém poderia argumentar que isso exclui a teoria de que a marca da besta é um chip implantado na pele. Podemos imaginar que implantar chips em bilhões de pessoas em todo o mundo seria uma tarefa bastante cara. Podemos ver na Bíblia que a marca é algo global, refletindo as escolhas de adoração de cada pessoa. A marca mencionada em Apocalipse 13:17 é uma consequência do que as pessoas escolherão fazer, seja por crença ou por medo. Este conceito é um bom exemplo para a discussão sobre onde a marca será colocada.

*** Onde ***: A marca será colocada na testa das pessoas ou na mão direita. No Antigo Testamento, Deus estabeleceu uma aliança com o Seu povo, e eles foram instruídos a acreditar nessa aliança e agir de acordo com sua crença. O simbolismo escolhido então é muito semelhante ao que é visto em Apocalipse. Quando os israelitas deixaram o Egito, o Senhor estabeleceu um pacto com eles para lembrá-los de como Deus os havia libertado da escravidão. Essa aliança foi uma celebração, a Páscoa. Deus queria estabelecer um sinal entre Ele e Seu povo. Ele queria que o povo tivesse a Lei de Deus em sua boca, ou seja, eles acreditariam na mensagem e a pregariam para as gerações seguintes. A Páscoa seria um sinal: “E te servirá de sinal para a tua mão e como lembrança na tua fronte, para que a lei do Senhor esteja na tua boca; porque, com mão poderosa, o SENHOR vos tirou do Egito.” (Êxodo 13:9, NAS, veja também Êxodo 13:16). Note que os israelitas deveriam professar a Lei com sua boca e, como um lembrete, eles teriam um sinal na mão e na testa. Este sinal foi um evento, a Páscoa, que apontava para Deus como seu Salvador: “Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu saí do Egito.” (Êxodo 13: 8).

Mais à frente, em Deuteronômio 6:4-8, Deus instrui o povo sobre outro sinal a ser colocado em suas mãos e testa: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.” A força motriz para guardar a Lei que Ele estava dando ao povo deveria ser “Amarás, pois, o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 6:5).

Em Deuteronômio 11:16-18, Deus pede ao povo que prenda algo nas mãos e na testa: “Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles; E a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele os céus, e não haja água, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos.” O povo deve apenas adorar a Deus.

Nessas passagens do Antigo Testamento, a testa é usada simbolicamente para indicar lembrança e aceitação, bem como compreensão. Aponta para a mente. A mão também é usada simbolicamente para indicar uma ação. Deus tinha expectativas para o comportamento das pessoas. Os israelitas deveriam não apenas acreditar, mas também fazer algumas coisas. Mas como isso se relaciona com Apocalipse 13 e a marca da besta? Nas mentes dos cristãos do século I, que na época eram na maioria judeus, o significado da marca da besta sendo colocada na mão e na testa estaria claro. O conceito de uma marca na mão e na testa fazia parte de sua cultura há muito tempo. Eles tomaram esse conceito tão literalmente que durante as orações os homens usavam um objeto chamado filactério na mão e na testa para lembrá-los de seguir a Lei de Deus. Eles teriam entendido a marca da besta como um pretenso substituto para o seu filactério.

Lembra de como as pessoas em Apocalipse 13:14-15 se viram tendo que escolher entre a morte ou adorar a imagem da besta? No momento do fim, a besta que saiu da terra instruirá o povo a recriar o poder religioso simbolizado pela besta que saiu do mar (Apocalipse 13:1-10, veja os estudos 86-92). As pessoas são instruídas a valorizar essa recriação, ou imagem, até o ponto em que elas se encontram repetindo o que o poder da besta que saiu do mar fez no passado. Alguns seguirão a imagem da besta porque acreditam nela. Outros seguirão a imagem mesmo sem acreditar nela, mas porque têm medo. Ter a marca colocada na testa significa substituir os acordos que Deus fez com os israelitas, de adorar somente a Deus e guardar Seus mandamentos, pelo acordo proposto pela a besta, de adorar a imagem da besta.

*** Por que ***: Apocalipse 13:17 dá uma razão convincente sobre por que as pessoas estarão inclinadas a adorarem a imagem da besta, mesmo que elas não acreditem no sistema religioso restaurado da Idade Média: Comprar e Vender. O primeiro aspecto dessa razão é que averá um sistema econômico em que o comércio estará diretamente influenciado e liderado por aqueles que possuem a marca da besta. Isso nos lembra da situação dos primeiros cristãos que sofreram perseguição e dificuldades por não reconhecerem a divindade do imperador romano (veja os estudos #13 a #27). Eles só podiam fazer negócios se participassem dos festivais pagãos (veja o estudo #19). A própria expressão “comprar e vender” em Apocalipse 13:17 serve para enfatizar o quanto o poder político estará forçando suas opiniões religiosas e decretos sobre o povo. A exigência de adorar a imagem da besta será tão fortemente imposta ao povo que aqueles que não têm um forte relacionamento com o verdadeiro Deus do Céu não serão capazes de resistir à tentação de quebrantar a Lei de Deus e adorar a imagem. O outro aspecto da compra e venda se refere à compra e venda em termos da pregação da religião. Podemos entender que nenhuma outra informação religiosa poderá circular, a menos que seja aprovada pela besta. Sob esse ponto de vista, a pregação poderia ser, considerada um tipo de mercadoria promovida pela besta. O poder enganador no tempo do fim, descrito como Babilônia, tem uma forte associação com os mercadores da terra (Apocalipse 18:3). Quer a compra e venda seja de natureza comercial ou religiosa - ou ambas - sabemos por Apocalipse 18:3, 9-19 que os mercadores da terra ficaram ricos por causa de Babilônia (Apocalipse 18:3, 15).

*** O que ***: Então, o que é essa marca? O que pode ser tão enganador que enfrentará pouca resistência e terá o povo da terra disposto a receber essa marca? Seria uma marca literal na pele? Como vimos no Antigo Testamento, o pacto de Deus com o Seu povo foi simbolicamente colocado em suas testas e mãos. As pessoas, no entanto, após seu retorno do exílio babilônico, encontraram uma maneira de transformar este símbolo em um objeto real que eles amarrariam em torno de sua mão e testa. Este objeto era chamado filactério. Então, a mesma coisa poderia acontecer nos últimos dias. Para Deus, a marca verdadeira é amar e guardar sinceramente Seus mandamentos. Você pode amarrar um filactério o dia todo no seu braço e cabeça, mas se você não amar a Deus de todo o seu coração, o verdadeiro sinal - o único que somente Deus pode ver - não estará realmente lá. As marcas físicas que as pessoas podem apresentar podem se tornar um mero desvio de atenção daquilo que é real. Não vamos esquecer: estamos lutando uma guerra espiritual, como diz Paulo (Efésios 6:12). As armas usadas também são espirituais. Esta batalha é travada na mente. O inimigo quer tirar nossas mentes de Deus. E assim, essa é a marca da besta na testa: a ausência de adoração dirigida a Deus. E quanto ao sinal na mão? É a ausência de obediência a Deus. Lembre-se do que Jesus disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” (João 14:15). Quando as pessoas perdem o amor por Deus, perdem a fé e deixam de seguir os ensinamentos de Deus. Quando as pessoas param de obedecer a Deus, o pecado cresce. Essa é uma das coisas que Jesus disse sobre o fim dos tempos: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:11-12). O inimigo quer substituir a adoração e devoção ao Deus Verdadeiro pela adoração e devoção a qualquer outra coisa. Se Satanás pode distrair as pessoas e encher suas mentes com a criação de uma nova ordem mundial, onde os ensinamentos do verdadeiro Deus não são parte dela, então ele terá conseguido marcar seu time.

*** O Selo de Deus ***: Em contraste, o povo de Deus será selado apenas na testa e não terá nenhuma marca em suas mãos. Isso acontece porque não somos salvos por quaisquer ações, obras ou boas ações em que possamos estar envolvidos. Somente a obra de Jesus salva, não a nossa. Não podemos melhorar o que Ele fez por nós na cruz. Sua morte na cruz foi perfeição por si só. Porém, isso não significa que não devamos estar envolvidos em boas obras ou obediência à lei. Isso significa que nossa salvação não depende delas.

*** Visão geral ***: Muitas vezes ouvimos como os cristãos hoje estão sob o novo concerto. Isso é verdade de acordo com a Bíblia. Eis o que Deus disse a respeito de Sua aliança com Seu povo: “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31:33). A nova aliança é a lei de Deus escrita no coração das pessoas. Isso casa muito bem com o versículo em que Jesus está prometendo o Espírito Santo, Aquele que é nosso selo: "Se me amais, guardai os meus mandamentos." (João 14:15). Se você ama a Deus, Seus mandamentos serão muito importantes para você - eles estão em seu coração. A expressão "em seu coração" realmente significa em sua mente, onde você pensa e onde seus sentimentos são gerados. A nova aliança tem a ver com a Lei de Deus e, como vimos anteriormente, a antiga aliança era também sobre a Sua Lei (Deuteronômio 6:4-8). Portanto, na realidade, tanto a velha como a nova aliança são a mesma coisa. A diferença é que a nova aliança não deve estar amarrada em suas mãos (ou obras) para indicar a salvação. Amar a Deus, adorando-o com todo o seu coração é uma questão de escolha pessoal. E assim, o selo de Deus durante o fim dos tempos só é colocado na testa daqueles que verdadeiramente O amam. Apocalipse 14:12 descreve as pessoas que serão salvas: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Ao contrário do que se pensa, as pessoas salvas não são salvas porque guardam os mandamentos, mas, sim, guardam os mandamentos porque são salvas e amam a Deus. É o contrário. A salvação pelas obras faz parte das estratégias enganadoras do inimigo e não faz parte da verdade de Deus.

16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

 

PARTE 1

 

*** Uma marca ***: O número 666 intrigou muitas pessoas ao longo da história. Tem sido a fonte de discussões acaloradas e de confusão. Muitos examinaram a numerologia e a gematria para tentar detectar os indivíduos que poderiam ser identificados como a besta. O problema com essa abordagem é que ela remove completamente a Bíblia da equação. Não devemos esquecer que a Bíblia contém todas as informações necessárias para a interpretação da mensagem no livro do Apocalipse. Tudo o que Deus deseja revelar para nós pode ser encontrado em Seu livro. O Espírito Santo nos dá entendimento. Não vamos nos concentrar nas formas humanas de calcular esse número. O inimigo pode até usar isso como uma distração. Em vez disso, vamos usar os modos de interpretação de Deus, o que significa usar a própria Bíblia. Ela contém a chave do número da besta.

Até este ponto em nosso estudo do Apocalipse, notamos o padrão claro usado pelo inimigo de Deus. Esse padrão é de imitação. O dragão está trabalhando ativamente para apresentar a si mesmo e seus dois agentes ao povo, como um poder supremo. Juntos, eles formam a trindade falsificada. O inimigo está tentando enganar as pessoas com Seu falso Cristo, falso Espírito Santo, falsa igreja, falsa cidade e falsa mensagem. Não é de surpreender que ele também esteja envolvido em marcar as pessoas com seu selo falsificado, imitando a ação de Deus ao selar Seu povo. Nós analisamos em detalhes o Selo de Deus no estudo #46. Nesse estudo, aprendemos como Deus tem selado Seu povo desde o Antigo Testamento e qual é o Seu selo. Quando as pessoas aceitam a verdade de Deus e O amam de todo o coração, Deus as abençoa com o Espírito Santo.

Receber uma marca é como ter uma identificação. É como vestir a camisa do time. A camisa da equipe traz as cores da equipe e as marcas que identificam quem você é na equipe e quem é a equipe. É assim que você sabe quem são os jogadores no jogo. Existem apenas duas equipes no fim dos tempos: a que está do lado de Deus e segue Seus mandamentos, e a que não segue a Deus. O povo de Deus terá o selo de Deus e o restante do povo terá a marca da besta.

Vamos nos lembrar de onde o dragão estava antes de chamar seus aliados para entrarem em ação. Em Apocalipse 12, lemos como o dragão queria matar a criança que havia nascido da mulher. O Filho retornou para Deus em segurança e o dragão ficou furioso, foi atrás do Filho e travou guerra no céu. Ele perdeu a batalha e foi expulso do céu. O dragão então voltou para a Terra e passou a fazer guerra contra a mulher e seus filhos. Como parte de suas estratégias de guerra, ele convocou as duas bestas, que o ajudariam a enganar e coagir a mulher e seus filhos a adorarem a falsa trindade.

A mulher grávida neste cenário é a igreja original, o povo judeu, de quem Jesus nasceu. Depois de dar à luz, a mulher começou a representar o povo de Deus como a igreja cristã. Cristo foi vitorioso e ascendeu ao céu após a Sua morte na cruz. Satanás então intensificou sua batalha espiritual contra o povo de Deus, já que ele não mais podia atacar diretamente a Trindade. Seu objetivo nessa guerra é manter o maior número possível de pessoas longe de Deus por meio do engano e da coerção exercida pelos dois poderes político-religiosos, que são influenciados por ideias falsas. Para ajudá-lo nessa guerra, Satanás chamou um poder para permanecer no lugar de Cristo (besta que saiu do mar) e um poder para permanecer no lugar do Espírito Santo (besta que saiu da terra). A Bíblia descreve essa guerra espiritual em termos de dois exércitos: o exército de Satanás, os 200.000.000 (Apocalipse 9:16) e o exército de Deus, os 144.000 (Apocalipse 7; Apocalipse 14: 1-5).

 

*** Um nome ***: Como a marca da besta é uma falsificação, vamos olhar primeiro para o selo original e ver o que a Bíblia tem a dizer sobre isso. Então, vamos comparar com o que a Bíblia tem a dizer sobre a versão falsificada. Apocalipse 14:1 começa identificando o time de Deus, os 144.000. Veja o estudo #47 para detalhes sobre o que este número significa. Nesse verso, vemos que o povo de Deus tem uma marca. Eles estão organizados para batalha, como sugere sua descrição como sendo os 144.000. Note que eles levam o nome do Pai do Cordeiro na testa. O exército de Deus é claramente identificado. A marca de Deus, no entanto, vai além da identificação. É um selo. Ela protege quem a recebe de ser adulterado pelo inimigo. Isso não significa que o dragão não vai tentar quebrar esse selo com as armadilhas e dificuldades que ele deseja impor a todos. Significa que aqueles que seguem a Deus de todo o coração não serão removidos da mão de Deus. Isto é o que vemos em Romanos 8:38-39: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” O exército de Deus estará sob fogo inimigo, mas se as pessoas confiarem em Deus completamente, elas não serão enganadas por nenhum sinal ou maravilhas que as bestas venham realizar. O selo de Deus é a presença e aceitação do Espírito Santo na vida de uma pessoa, simbolizada pelo nome de Deus escrito na testa. Em contraste, a marca da besta é a presença e aceitação da besta que sai da terra, simbolizada pelo nome da besta escrito na testa ou na mão do povo que segue o inimigo.

Efésios 1:12-14 é claro sobre por quem fomos selados e por quê. Somos selados com o Espírito Santo como garantia de salvação até que nos reunamos com o Pai para a glória de Deus: “Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.” (Veja também Efésios 4:30 e 2 Coríntios 1:22). Você pertence àquele a quem você adora. Portanto, pertencer e adorar estão intimamente relacionados. Jesus disse que ouvimos aquele que consideramos ser nosso pai: “Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.” (João 8: 42-44,47). Receber o nome do seu pai como uma marca indica a quem você serve e a quem você cultua.

 

*** Uma questão de adoração ***: Em Apocalipse 13:15, aprendemos que a besta da terra, juntamente com a imagem da besta, tinha o poder de “fazer com que todos quantos não adorassem a imagem da besta fossem mortos”. O próximo verso nos diz que a besta que sai da terra vai forçar a colocação da sua marca em todos. Apocalipse 14:9 sugere que as pessoas que escolherem adorar a imagem da besta serão as que receberão a marca. Elas recebem essa marca porque resolveram seguir as instruções de adoração da besta que saiu da terra. Nós vemos em Apocalipse 14:7 o chamado de Deus falando sobre o tipo certo de adoração: “(...) Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Esse é um alerta, chamando a atenção das pessoas para aquEle que é o único digno de adoração. Como a besta realiza sinais e maravilhas, e força a construção e adoração de uma imagem, vemos a violação direta dos três primeiros dos Dez Mandamentos de Deus: 1 - “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3 ); 2 - "Não farás para ti imagem de escultura" "Não te encurvarás a elas, nem as servirás" (Êxodo 20:4-6); e 3 - “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7). Só Deus é digno de adoração. Ao ordenar que as pessoas não apenas criem uma imagem, mas que também adorem a besta e sua imagem, a besta que sai da terra está colocando uma outra entidade na posição de Deus. Desde o início, vemos a quebra do primeiro e segundo mandamentos. Como dissemos antes, uma mensagem falsa vem na forma de cristianismo alterado e mentiras estão sendo espalhadas em nome de Deus. Quando a besta faz descer fogo do céu e divulga sua mensagem, vemos a quebra do terceiro mandamento. Uma vez que os primeiros quatro mandamentos têm a ver com adoração a Deus, podemos imaginar que a besta também encontrará um meio de fazer com que as pessoas quebrem também o quarto mandamento. A primeira advertência incluída em Apocalipse 14 é, de fato, um lembrete do quarto mandamento, pois inclui uma linguagem muito semelhante sobre a identificação daquEle a Quem devemos adorar. Ambas as passagens apontam para Deus como o Criador.

 

Mensagem do primeiro anjo

Apocalipse 14:7

O Quarto Mandamento

Êxodo 20:8-11

“Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; [...]. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.”

 

*** Visão Geral ***: A imagem da besta, seu nome e seu número estão ligados ao programa de enganos do dragão. Entender as falhas apresentadas na falsa mensagem da trindade falsificada é o primeiro passo para entender como identificar as bestas e a imagem da besta. Nós devemos primeiro saber qual é a verdadeira mensagem de Deus e qual é o verdadeiro mandamento de Deus antes que possamos reconhecer o que não é verdade. Qualquer coisa que vá contra os ensinamentos de Deus não é de Deus. O nível do engano inimigo é tão bem trabalhado que atos terríveis de distorção da verdade serão feitos sob o lema cristão. Jesus disse: “Vede não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu, e o tempo está próximo. Não vades, portanto, após eles." (Lucas 21:8). A adoração é o cerne da guerra espiritual em que nos encontramos. Liderar as pessoas para seguir o tipo errado de adoração é a arma que Satanás usa contra os seres humanos. Foi assim que ele escolheu travar uma guerra contra a mulher e seus filhos. Plantar falsas doutrinas que se tornam parte das tradições religiosas humanas é uma maneira muito astuta de levar as pessoas a seguir os comandos da besta. Cada pessoa no planeta será marcada de acordo com aquele a quem eles adoram. Apenas um grupo escolherá desfrutar a eternidade. Esse grupo terá a marca de Deus escrita em sua vida - em sua escolha de adorar o Criador.

 

   
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