Saturday, 10 December 2016 23:15

43. Abrindo o sexto selo, Parte 1: sinais no céu * Apocalipse 6:12-17

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12 E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;

13 E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.

14 E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.

15 E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;

16 E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;

17 Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?

 

PARTE 1 - Apocalipse 6:12-14

 

*** Contexto ***: Tanto no Novo, quanto no Antigo Testamentos, encontramos textos que falam sobre os mesmos eventos descritos na abertura do sexto selo, no capítulo 6 de Apocalipse. Em todos esses outros versos, os eventos mencionados possuem uma natureza profética, e descrevem acontecimentos reais, e não simbólicos. Todos esses versos falam sobre a Segunda Vinda de Cristo.

Apocalipse 6:12-17

Isaías 13:10, 13

Isaías 2:12-21

 
Terremoto
 
A Terra se moverá de seu lugar
 
A terra será abalada

 

 

 
O sol tornou-se negro
 
O céu se escurecerá

 

 
O sol escurecerá
 
Sinais do Sol
 
A lua tornou-se como sangue

 

 

 
A lua não dará a sua luz
 
Sinais na lua
 
As estrelas caíram
 
As estrelas do céu não darão a sua luz

 

 
As estrelas cairão do céu
 
Sinais nas estrelas
 
O céu retirou-se como um livro que se enrola
 
O céus serão estremecidos

 

 
As potências dos céus serão abaladas
 
As virtudes dos céus serão abaladas
 
As ilhas e montes foram removidos dos seus lugares

 

 

 

 
Bramido do mar e das ondas
 
Pessoas se escondendo da ira do Cordeiro nas cavernas e nas rochas

 

 
As pessoas entrarão nas fendas das rochas, e nas cavernas das penhas, por causa do terror do Senhor, e da glória da Sua majestade
 
As tribos da Terra se lamentarão
 
E na Terra, a angústia das nações , homens desmaiando de terror
 
É vindo o grande dia da Sua ira
 
O dia da sua ardente ira
 
O dia do Senhor
 
Eles verão o Filho do homem vindo nas nuvens
 
E então verão o Filho do homem vindo nas nuvens com poder e grande glória
 
Quem poderá subsistir?

 

 

 

 

Após compararmos esses textos, podemos ver que os eventos associados com a abertura do sexto selo possuem um significado literal. No quinto selo, as almas sob o altar estavam perguntando até quando precisariam esperar para que seu sangue fosse vingado. O sexto selo tem a descrição dos eventos que irão levar ao dia em que a justiça será manifestada. A Segunda Vinda de Cristo é frequentemente mencionada no Antigo Testamento como o Dia do Senhor (Sofonias 1:14-18; Joel * 2:31). Historicamente, as coisas descritas no sexto selo podem ter começado a acontecer em algum momento durante a Idade Média, imediatamente após o quinto selo. Mas, ao mesmo tempo, essas referências podem descrever os eventos que acontecem imediatamente antes da volta do Senhor, em algum momento no futuro.

Historicistas identificaram alguns desses eventos como já tendo acontecido em torno dos séculos 18 e 19. Os estudiosos da Bíblia daquela época, que acreditavam que a profecia já havia se cumprido, se tornaram parte do movimento que ficou conhecido como o segundo Grande Reavivamento, que resultou numa grande renovação da vida espiritual entre os protestantes. Desse movimento surgiram várias sociedades bíblicas. Missionários começaram a viajar por todo o mundo, pregando o Evangelho.

Pode ser que alguns sinais descritos na abertura do sexto selo já tenham acontecido, mas, pode ser que não. De qualquer forma, eles representam marcos para o povo escolhido, para que possa saber que o tempo do Dia do Senhor está próximo. A Sétima Praga (Apocalipse 16:17-21) descreve eventos semelhantes, mas parecem ser mais específicos do momento do fim, imediatamente antes da Segunda Vinda. É possível que o sol, a lua, e as estrelas, o terremoto, e o abalo dos céus já tenham acontecido em um grau menor no passado, mas que irão acontecer novamente no último dia, de uma maneira muito mais intensa.

*** Terremoto ***: no Antigo Testamento, os terremotos estão frequentemente associados com a Segunda Vinda de Cristo (Ezequiel 38:19-20; Joel * 2:10; Amós 8:8; Ageu 2:6). Existe um outro terremoto mencionado em Apocalipse 16:18, que fragmenta a Babilônia do fim dos tempos. Alguns comentaristas bíblicos acreditam que o abalo no começo do sexto selo acontece muito antes do abalo mencionado no capítulo 16. Os historiadores identificaram o Terremoto de Lisboa, em 1755, como sendo o possível cumprimento dessa promessa. Esse terremoto atingiu 8.5-9.0 na escala de magnitude, e gerou incêndios e um tsunami. O numero de mortos pode ter atingido 1000,000 pessoas, tornando esse terremoto um do mais violentos da história.

*** O sol, a lua, e as estrelas ***: Com todos esses três elementos, vemos um padrão que enfatiza a natureza literal da passagem. Cada um dos textos começa com um objeto literal (sol, lua, estrelas), e termina com um simbólico (saco de cilício, sangue, e figueira abalada por um vento forte). O literal e o simbólico estão conectados pela palavra “como”. Usamos esse mesmo padrão constantemente hoje em dia. Se alguém diz: “Eu dormi como uma pedra ontem à noite”, entendemos claramente que ‘pedra’ é um símbolo de quão profundamente a pessoa dormiu. A pessoa é o elemento literal nessa frase, e não é símbolo de nada. Sabemos disso por causa da palavra que conecta o elemento literal e o simbólico: ‘como’. Nesse trecho de Apocalipse, João está descrevendo a condição literal do céu, e a compara com símbolos para fortalecer o entendimento da mensagem.

- O sol escureceu, e se tornou negro como saco de cilício, e a lua se tornou como sangue: O escurecimento do sol foi descrito no Antigo Testamento (Joel * 2:31; Joel * 3:15; Isaías 50:3; Isaías 13:10,13). Historiadores dataram esse evento como tendo possivelmente sido cumprido em Maio 19, 1780, quando uma inexplicável escuridão durante o dia ocorreu nos estados da Nova Inglaterra e partes do Canadá, e durou cerca de um dia e meio.

- As estrelas caíram, assim como a figueira lança de si os seus figos verdes: Isaías 34:4 traz uma descrição semelhante das estrelas caindo: “E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.” Jesus também disse em uma afirmação semelhante em Mateus 24:29. Historiadores acreditam que isso se cumpriu na grande chuva de meteoros em Novembro 13 de 1833, quando uma chuva de meteoros durou por 9 horas. As estimativas dão a ideia de que cerca de 240,000 estrelas foram avistadas nesse dia.

*** O céu se retirou como um rolo ***: Mais uma vez, vemos o elemento literal (o céu), sendo comparado com o simbólico (rolo retirado/partido). A imagem do céu como um rolo é obtida de Isaías 34:4. O profeta estava descrevendo a ira de Deus. Como mencionamos antes, os sinais envolvendo os astros podem ocorrer de tempos em tempos através da historia, mas eles também foram descritos na Bíblia como sendo os acontecimentos imediatamente antes da vinda do Senhor nos últimos dias. Vamos, por um momento, considerar o conceito do rolo. No manuscrito em grego, a palavra usada para qualificar o rolo é apochórizó, que quer dizer: separado, partido, fendido. Várias traduções em Português usam a palavra “retirou”. Durante os últimos dias, o sol, a lua, e as estrelas serão abalados, removidos, ou escurecidos. A fenda no céu pode significar a revelação de uma dimensão diferente ou de um entendimento mais completo da situação. O domínio sobrenatural de Deus sobre as leis da física, que vão muito além da nossa compreensão, serão desvendados. Os acontecimentos que João descreve no verso 12-14 não são fenômenos cíclicos, que podem ser explicados pela ciência humana. A fenda no céu irá ocorrer porque o dedo de Deus irá colocá-la ali. Jesus, falando de Sua Segunda Vinda, ensinou Seus seguidores a parábola da figueira. Ele terminou a parábola dizendo: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:35).

*** Ilhas e montanhas foram movidas ***: Ageu 2:6-7 menciona um grande abalo imediatamente antes da vinda do “Desejado das Nações”: “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos.Jeremias 4:24 também fala sobre um terremoto que move montanhas: “Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.” Esse outro terremoto parece ser mais severo que o primeiro, mencionado em Apocalipse 6:12. O terremoto de Apocalipse 6:14 é capaz de mover ilhas e montanhas de lugar. Esse segundo terremoto tem mais em comum com o terremoto mencionado em Apocalipse 16:18. Esse evento ainda está para se cumprir.

*** Visão Geral ***: As descrições nos textos de Apocalipse e do Novo testamento, nos dão a impressão de que o planeta irá passar por convulsões e mudanças, como se estivesse indo no processo contrário de criação. Em Genesis, lemos a respeito da Criação e o processo começando com um planeta que estava sem forma e vazio, até ter atmosfera, luz, sol, lua, estrelas, vegetação, e vida animal. A descrição que a Bíblia traz do Dia do Senhor parece descrever essa sequencia exata, mas em reverso. O ponto principal para nós hoje no que diz respeito dessa passagem, não é determinar se as profecias já foram cumpridas, ou se elas ainda vão acontecer mais perto da Segunda Vinda de Cristo. O objetivo desse texto é estabelecer que a Vinda do Senhor irá purificar do pecado, não somente as pessoas, mas também o planeta.

   
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