Saturday, 16 July 2016 22:08

22. Igreja em Sardes, morta e exposta * Apocalipse 3:1-6, Part 1 de 2

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1 Ao anjo da igreja em Sardes escreva: Estas são as palavras daquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está morto.

2 Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus.

3 Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu; obedeça e arrependa-se. Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você.

4 No entanto, você tem aí em Sardes uns poucos que não contaminaram as suas vestes. Eles andarão comigo, vestidos de branco, pois são dignos.

5 O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.

6 Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

PARTE 1

 

*** História ***: Sardes, ou Sárdis, se encontrava a um pouco mais de 48 km ao sudoeste de Tiatira, no monte Tmolo. Hoje, suas ruínas estão perto da cidade de Start, na Turquia. No fim do Império Assírio, por volta de 612 AC, a Babilônia dominou a Mesopotâmia, e Sardes se tornou a capital do reino da Lídia. Sardes era uma fortaleza natural, nesse monte. Os cidadãos comuns viviam no pé da montanha, perto do rio Pactolo, enquanto a realeza e os abastados moravam no topo do monte. A cidade estava estrategicamente localizada para o comércio na Ásia Menor. Sardes era uma cidade avançada, e um centro industrial para a manufatura e tinturaria de lã e tapetes. A descoberta de como separar o ouro da prata fez com que a indústria metalúrgica também crescesse bastante durante o governo do rei da Lídia, Creso. A habilidade de cunhar moedas de ouro puro ou de prata pura, fez de Sardes uma cidade muito rica. Sardes também é considerada como o berço do dinheiro moderno.

Os cidadãos consideravam sua cidade como impenetrável. Então seus guardas nem sempre estavam em seus postos como deviam. Ciro o Grande (o rei que conquistou a Babilônia e iniciou a era Persa) conquistou Sardes sem quase nenhuma resistência em algum momento entre 548-546 AC. A cidade permaneceu sob domínio Persa até 334 AC, quando Alexandre o Grande conquistou a região. Os gregos também não encontraram muita resistência. A cidade foi novamente conquistada em 218 por Antioco, porque os guardas não estavam vigiando direito. A cidade baixa foi reconstruída em um novo local, e eventualmente, construíram uma muralha ao redor dela. Apesar de estar crescendo sob o domínio de diferentes impérios, Sardes nunca voltou a ter o nível de importância que havia tido no passado, sob o reino lídio. Mas continuou vivendo à sombra da glória de seu passado. Em 133 AC, foi dominada pelos Romanos. Um terremoto destruiu a cidade em 17 DC. Sardes era tão rica que bancou sua própria reconstrução. O Império Romano, em seus esforços de ajuda à região, concedeu que Sardes fosse isenta de impostos por um tempo. Em 616 DC, os persas atacaram e destruiram a cidade.

A deusa da cidade era Cibele. O povo acreditava que ela era a deusa mãe, e entre outras coisas, que ela era mediadora entre o mundo dos vivos e dos mortos. Sardes tinha um templo para Ártemis, e muito provavelmente um para Zeus. Sabemos também que lá havia uma sinagoga judaica muito grande, que foi escavada em 1962.

Os significados do nome Sardes mais comumente aceitos são: “aqueles que escapam”, “aqueles que saem”, ou “aqueles que permanecem”. Mas de acordo com a concordância Bíblica Strong’s Exhaustive Concordance, o nome Sardes é uma palavra no “plural de derivação desconhecida”. Sem termos certeza total de qual seja o seu significado, podemos entender que Sardes é apenas um nome.

*** Visão Bíblica ***: A cidade de Sardes não é mencionada em nenhum outro verso da Bíblia. Jesus começou a Sua avaliação da igreja dizendo que ela não era nada mais que uma faixada. O resultado do caminho perigoso começado em Éfeso, o caminho da falta de amor, é demonstrado por completo em Sardes. 1 João 3:14 diz que permanecemos espiritualmente mortos quando não temos amor. Agora podemos ver mais claramente, após estudarmos as primeiras 4 igrejas, o que acontece quando vivemos sem amor pelos outros e pela verdade. Nós perdemos o foco do ponto central da existência cristã: Jesus. Sem Ele, o que resta na igreja são apenas tradições e conversas e discussões inúteis (1 Timóteo 1:3-6). Essa forma de pensar, sem amor, abre as portas para a introdução e tolerância aos falsos ensinamentos, exaltação do Próprio Eu, e por fim, morte. Com exceção de Esmirna, estes foram exatamente os passos tomados pelas igrejas até então. Quando não somos nutridos com o Pão da Vida, através do Espírito que dá vida (Romanos 8:6-10), perecemos. Não existe outra solução. Jesus está chamando essa igreja morta para que volte a viver. Efésios 2:4-5 nos diz como podemos ser reavivados: “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou,
deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos”.

É interessante notar que os Nicolaítas não eram o grupo problemático dessa igreja, nem mesmo os seguidores de Jezabel, ou os de Balaão. O problema ía mais fundo do que isso. A maioria dos membros da igreja já não mais estava cheia do Espírito, e isso se tornou um problema sério. O perigo maior era que eles pareciam estar vivos. E isso por si só era uma fonte de engano. Nós lemos o chamado urgente de Jesus, nessa carta: “arrependa-se”. Ele os estava chamando para pedirem perdão a Deus, e caminharem come Ele. Ele estava, e ainda está pronto a perdoar os nossos pecados.

A mensagem de Jesus nos faz lembrar da parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-31). O pai estava pacientemente esperando seu filho retornar para casa. Quando o filho finalmente voltou, o pai pediu que seus servos trouxessem a melhor roupa para vestir seu filho, e que preparassem uma grande festa. O pai anunciou para todos: “Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado” (Lucas 15:24). A parábola não nos dá a impressão de que o filho ficou surpreso de ver seu pai esperando na estrada. O objetivo de sua jornada de volta para casa era exatamente retornar para o pai. As primeiras palavras que o filho disse a seu pai foram palavras de arrependimento. Podemos apenas imaginar como o filho teria sido pego de surpresa se seu pai tivesse chegado justamente no momento que estava considerando comer a ração dos porcos. A idéia de encontrar com seu pai ali ao lado dos porcos possivelmente nunca passou pela sua cabeça. Jesus não quer que Sua vinda nos pegue de surpresa. A Sua mensagem é: esteja atento, vigilante, e preste atenção! Não iremos saber que Ele está vindo se não estivermos olhando na direção certa. Quando desenvolvemos um relacionamento com Cristo, ele vai nos mostrar a direção correta. Se não O buscarmos, não teremos como achá-LO. Se não O acharmos, não seremos vestidos com as vestimentas brancas, e nossa natureza pecaminosa irá permanecer descoberta. Sem o Salvador, não ficamos apenas mortos, mas também expostos. Jesus disse: “Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha” (Apocalipse 16:15).

*** Visão Geral ***: Sardes vivia à sombra da fama de seu passado, sustentada por suas próprias riquezas. A igreja estava tão misturada com a cidade, que não tinha como separar uma da outra. Tanto a cidade quanto a igreja podiam ser descritas da mesma maneira. Já não vemos mais aqueles opostos contrastantes quando comparamos as duas. Nessa carta, Cristo lembra à congregação o modo como Sardes havia sido conquistada no passado, por causa do seu excesso de confiança e falta de vigilância. Era um alerta para os membros da igreja permanecerem atentos, e não abandonarem seus postos. Falta de esforço é motivo o suficiente para precisar de perdão. O vencedor irá receber vestes de justiça. Jesus também está dizendo esta mensagem para nós hoje: manter a verdade que recebemos, e nos arrepender de nossos pecados. Deus é poderoso o suficiente para nos ressuscitar da paralisia, da letargia e mesmo da morte espiritual. Não estaremos sozinhos, porque Ele prometeu caminhar conosco. Mas, da mesma maneira que o filho pródigo, precisamos decidir por nós mesmos voltar para casa. Precisamos acordar, olhar para cima, levantar, reconhecer o erro, e caminhar em direção ao nosso Redentor. Jesus disse: “Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei” (João 6:37).

   
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