Saturday, 11 February 2017 01:04

52. A primeira trombeta: aqueles que rejeitaram a Luz * Apocalipse 8:7

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7  E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada.

 

*** O anjo tocou a trombeta ***: Nos estudos #50 e #51, vimos como as Sete Trombetas são os julgamentos de Deus derramados sobre aqueles que rejeitaram a mensagem do Evangelho durante o mesmo período profético das Sete Igrejas e da abertura dos Sete Selos. O texto falando a respeito da primeira trombeta é apenas um verso, mas está repleto de informação e simbolismo. O verso começa com um anjo tocando a trombeta que lhe havia sido dada por Deus. Se um anjo está tocando a trombeta, é porque Deus determinou que era hora de tocá-la. Deus está no controle quanto ao tocar das trombetas.

*** Saraiva e fogo misturado com sangue ***: No antigo Testamento, saraiva (ou granizo) e fogo são respostas de Deus àqueles que se opõem a Ele e Seu povo. Vamos examinar alguns exemplos do Antigo Testamento:

- Pragas do Egito: Quando Moisés estava lidando com Faraó, para tentar libertar o povo, uma das pragas que Deus enviou, foi a praga do granizo misturado com fogo. Esse praga causou uma grande destruição. Êxodo 9:16-19,23-25 diz: “Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Tu ainda te exaltas contra o meu povo, para não o deixar ir? Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora. Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo o homem e animal, que for achado no campo, e não for recolhido à casa, a saraiva cairá sobre eles, e morrerão. E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor deu trovões e saraiva, e fogo corria pela terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do Egito. E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, tão grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda a erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo.” Deus havia erigido o Egito para que Sua glória pudesse ser vista. Mas o Egito se opôs diretamente aos escolhidos de Deus, e desafiou a Sua autoridade. Seu julgamento caiu sobre a terra, destruindo os animais que não estavam abrigados, e também toda erva e toda árvore. No entanto, o Egito, na pessoa do Faraó, rejeitou voltar-se para Deus em obediência. Existem alguns aspectos interessantes a respeito das pragas, que se aplicam também às Trombetas. As pragas foram direcionadas apenas àqueles que se recusaram seguir os comandos de Deus, e se colocaram em oposição ao povo de Deus. O acampamento dos hebreus não foi o alvo das pragas catastróficas do Egito, e assim também foi durante a praga do granizo (Êxodo 9:26). A cada praga, Deus estava retirando dos egípcios, as coisas que o povo estimava demasiadamente, e que tomava o lugar de Deus na sociedade. Deus estava destruindo os ídolos dos egípcios, e esse era o julgamento sendo derramando sore o povo.

- Profecia contra Gogue: Gogue era o inimigo de Israel que vinha do norte. Em Ezequiel 38:22,23, lemos esse trecho da profecia contra Gogue: “E contenderei com ele por meio da peste e do sangue; e uma chuva inundante, e grandes pedras de saraiva, fogo, e enxofre farei chover sobre ele, e sobre as suas tropas, e sobre os muitos povos que estiverem com ele. Assim eu me engrandecerei e me santificarei, e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor.” Ezequiel 38:22,23. Os julgamentos de Deus sobre Seus inimigos servem para engrandecer o nome de Deus, para que Ele passe a ser conhecido por todo o mundo. As pessoas passariam a ter a oportunidade de entender que Ele é o Senhor. Mais uma vez, vemos como as trombetas possuem uma qualidade de redenção.

- As armas de Deus contra aqueles que o oprimiram: Granizo e fogo são as armas do julgamento que Deus usa para lidar com desobediência, e perseguição de Seu povo (Salmo 18:12-14; Isaías 10:16-19; Isaías 30:30). No Antigo Testamento, Deus somente usou fogo (Salmo 80:14-16; Jeremias 21:12-14; Ezequiel 15:6-7) ou granizo (Isaías 30:30; Ezequiel 13:11-13) como julgamentos contra Israel, quando o povo quebrou o concerto de Deus. Mas fogo misturado com granizo são, consistentemente, as armas que Deus usa contra os inimigos de Seu povo. Deus disse a Jó que Ele possui granizo estocado no Céu, para o tempo da peleja, e que Ele está no controle até dos raios (Jó 38:22-23,35). E então, baseado nos textos de Jó, Ezequiel, Jeremias, e outros, esses julgamentos vêm de Deus, e eles estão apontados para a Terra (Apocalipse 8:7).

*** Um terço ***: A quantidade “um terço” é o contraste à quantidade “um quarto”, como vimos no estudo #47, que falou sobre os 144,000. Os anjos estavam segurando um quarto da Terra (Apocalipse 7:1). Ao contrário das quatro partes que formam a totalidade do planeta, um terço não representa a figura completa. Quando os efeitos da primeira trombeta começaram a ser sentidos na Terra, somente uma parte foi afetada. O soar das trombetas não são os julgamentos completos e finais sobre o planeta. Quando o Israel antigo se voltou ao paganismo e desobediência, Deus usou Seus profetas para enviarem uma mensagem a respeito dos julgamentos de Deus que cairiam sobre eles. Esses julgamentos eram para cair sobre um terço da nação (Ezequiel 5:11-13; Zacarias 13:8,9). De acordo com essas passagens, o objetivo desses julgamentos era de redenção: para fazer com que as outras pessoas soubessem que Deus estava “falando no [Seu] zelo”. Assim eles invocariam o nome de Deus, e Ele os ouviria. Os julgamentos contidos nas quatro primeiras trombetas são sempre direcionados a apenas um terço da Terra (Apocalipse 8:7-13), nunca ao planeta inteiro. Apocalipse 12:4 fala a respeito de um outro momento, onde a terça parte do grupo está envolvida. Satanás, o dragão vermelho, tomou consigo a terça parte dos anjos, referidos como estrelas. Satanás conseguiu convencer um terço dos anjos no Céu a o seguirem, e permanecerem sob seu controle. Apocalipse 16:19 nos diz algo interessante a respeito da Babilônia simbólica e de como Deus irá enviar Seu julgamento contra ela: “E a grande cidade fendeu-se em três partes”. Com base nesses textos, podemos entender que um terço da Terra, como o texto das trombetas menciona, significa que uma porção do domínio de Satanás será o alvo dos julgamentos de Deus, como uma oportunidade para o povo se arrepender e se voltar a Ele.

*** Árvores e erva verde queimadas ***: Aqui temos um outro símbolo interessante, que traz a chave para o entendimento desse verso. No Antigo Testamento, frequentemente vemos pessoas sendo comparadas a árvores (Salmo 1:3; Salmo 52:8; Salmo 92:12-14; Isaías 61:3; Jeremias 11:15-17; Jeremias 17:7-8; Ezequiel 20:46-48; Daniel 4:20-22), e a ervas (Salmo 72:16; Isaías 40:6-8; Isaías 44:2-4). Esses símbolos foram usados para descrever o povo de Deus que havia se voltado para longe dEle. Enquanto Ele estava na Terra, também usou o simbolismo da árvore, e disse: “Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.” (Mateus 7:19). Em Lucas 23:31, lemos sobre um evento que aconteceu no caminho para o Calvário. Jesus estava carregando Sua cruz, quando Simão foi ordenado a carregá-la com Ele. Cristo se voltou para a multidão que O seguia, e um das coisas que Ele disse, foi: “Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” Jesus se referiu a Ele mesmo como sendo a árvore verde (madeiro verde), e aos judeus rebeldes com árvores secas. Agora que temos esses versos em mente, vamos voltar ao texto de Apocalipse. A referência a árvores e ervas verdes parece apontar para o estado espiritual das pessoas. Quando os escolhidos de Deus eram ainda fiéis e espiritualmente vivos, foram comparados árvores e ervas verdes. Mas quando eles abandonaram a verdade, se tornaram como árvores e ervas queimadas, espiritualmente mortas. Essas pessoas haviam quebrantado o concerto de Deus e rejeitado os Seus mandamentos. 1 Pedro 4:17 diz que o julgamento deve começar na casa de Deus (israelitas). Com o soar da primeira trombeta, uma porção da igreja apóstata foi destruída.

João 1:9-13 diz a respeito de Jesus: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” Em João 3:17-21, Jesus disse: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” O amor às trevas é a condenação que aqueles que rejeitaram a Luz sofrem. O próprio povo de Jesus (a nação dos Judeus) não O recebeu quando Ele veio ao mundo como um bebê, e ministrou na Terra pessoalmente. Os judeus não estavam prontos a recebê-lo ou aceitar a Sua mensagem, mesmo tendo em mãos as escrituras e as profecias sobre o Messias. De uma maneira semelhante, muitas pessoas que se dizem cristãs, mas que não entregaram seu coração a Deus de maneira genuína, não estarão preparadas quando Jesus voltar a segunda vez. Essas pessoas podem até estar pelo mundo a fora, aparentemente pregando sobre Jesus. Mas na realidade, nunca desenvolveram um relacionamento verdadeiro com o Senhor. Jesus chama essas pessoas de mal feitores, e elas serão deixadas de fora do Reino (Mateus 7:21-23).

*** Aplicação Profética ***: De uma maneira geral, os pesquisadores da Bíblia concordam que quando Jesus se referiu a Si mesmo como árvore (madeiro) verde, Cristo estava falando sobre a destruição de Jerusalém no ano 70 AD. A Bíblia diz que o “julgamento começa pela casa de Deus” (1 Pedro 4:17; um conceito semelhante é encontrado em Ezequiel 9). A primeira trombeta parece marcar o julgamento caindo sobre o povo de Jesus, aqueles que “não O receberam” (João 1:11). No primeiro século, a nação Judia rejeitou o concerto com Deus, e intencionalmente se opôs e perseguiu os que aceitaram o Evangelho. Jerusalém foi sitiada e destruída pelos Romanos.

*** Visão Geral ***: O soar das trombetas está sob o controle de Deus. Por causa da desobediência e rejeição à mensagem do Evangelho, aqueles que originalmente haviam sido escolhidos para terem parte no concerto com o Senhor, foram os primeiros a sofrer as consequências de suas escolhas. Podemos ver claramente o período profético de tempo em que as Sete Igrejas e os Sete Selos correm em paralelo. A primeira trombeta é o derramamento dos julgamentos de Deus, começando com Sua própria casa, que havia apostatado. Da mesma forma como nos julgamentos de Deus que vemos no Antigo Testamento, o objetivo dEle é salvar as pessoas, e trazê-las de volta para Si. A destruição da capital dos Judeus e de sua nação foi colossal, mas não foi completa. Muitos sobreviveram, e se espalharam por todo o mundo. Enquanto profecia, a mensagem dessa trombeta já foi cumprida. Mas serve como um alerta para o povo do tempo do fim. Demonstrações externas de uma aparente crença no Evangelho, não garante a salvação. O próprio Jesus chamou essas pessoas de praticantes de iniquidades (Mateus 7:21-23). O único caminho para a salvação é abrir o coração para Jesus e aceitar Seu sacrifício. Precisamos recebê-lo. Ao crescermos espiritualmente, iremos criar um relacionamento com Ele, e não precisaremos ter medo dos julgamentos de Deus. Como Jesus disse, “quem crê nEle não é condenado” (João 3:18).

   
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